Blog do Ari Cunha
Registro dos acontecimentos sobre política e Brasília desde 1960.
ÍNTEGRA 4 min de leitura
Revitalização
Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha // circecunha.df@dabr.com.br e MAMFIL
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Em boa hora, o GDF começou a discutir um amplo projeto de revitalização do Setor Hoteleiro Norte e do Sul. Para os empresários dessas localidades, as reformas são bem-vindas e ajudarão a levantar o astral nos negócios de hotelaria da cidade, afundado numa profunda crise desde o fim da Copa do Mundo em 2014.
O fundo do poço nesse setor e que mostrou com clareza as agruras da hotelaria na capital foi a ocupação do antigo Torre Palace Hotel por centenas de moradores de rua.
Transformaram aquele edifício num intenso e conhecido ponto de venda e de consumo de drogas e esconderijo de malfeitores.
A decadência dessa área e o perigo representado pela vizinhança problemática ajudaram a espantar, ainda mais, a já escassa freguesia do local. A péssima iluminação, a falta de calçadas bem planejadas e que integrem o conjunto de hotéis dos dois lados da cidade, além da deficiência no policiamento em toda a área central da cidade, têm sido durante anos um convite para manter as pessoas bem distantes daquele local, principalmente quando cai a noite. Mesmo os poucos turistas que buscam lazer têm sido recomendados a não circular naquelas proximidades, transformada em terra de ninguém.
Na verdade, pensar em revitalizar aquela imensa área, integrando as Asas Norte e Sul, não resultarem numa grande transformação se não forem incluídas nessas mudanças as reformas da Rodoviária, do Teatro Nacional, do antigo Touring e de todo o complexo de interesse turístico nas adjacências.
Pensar a cidade apenas em tempos de torneios internacionais resolve problemas pontuais e de curto prazo, mas não traz mudanças duradouras e definitivas que a cidade e seus habitantes reclamam há anos.
Talvez seja o caso de o GDF convocar os préstimos de reconhecidos urbanistas, mesmo estrangeiros, para propor reformas substanciais na área central, sem prejuízo das exigências do tombamento.
Um bom começo seria a eliminação dos inúmeros barracos de lata com comerciantes que estão invadindo a cidade e que, em nome de um populismo eleitoreiro, vêm transformando a cidade numa grande favela, sob os olhos complacentes de todos.
É preciso entender que essas invasões representam um primeiro passo para a instalação da violência urbana e para uma cidade sem lei. É a permissividade urbana que estimula a violência, que expulsa os turistas, que desestimula quem paga pelo aluguel de uma área para lojas e restaurantes.
É preciso evitar o estímulo sem fim à decadência.
A frase que foi pronunciada
“A arquitetura é música petrificada.”
Daniel Libeskind
Total absurdo
» Mesmo após a Organização das Nações Unidas ter elogiado o rompimento do acordo entre o governo brasileiro e a Samarco, a pedido do MP, o que tem chegado aos brasileiros como informação é o completo descaso com a população local. Não se trata de um prédio que ruiu ou um avião que se chocou no ar. Trata-se de um rio! Um rio que nunca será recuperado. Milhares de pessoas prejudicadas e correndo sérios riscos com a saúde, toneladas de peixes mortos, nenhuma confiança nas informações. Abuso total da condescendência brasileira.
Desperdício [contact-form][contact-field label=’Nome’ type=’name’ required=’1’/][contact-field label=’Email’ type=’email’ required=’1’/][contact-field label=’Site’ type=’url’/][contact-field label=’Comentário’ type=’textarea’ required=’1’/][/contact-form]
e abandono
» Depois do anúncio na Câmara dos Deputados de que o custo da nova Transnordestina sofreria um aporte maior, o pessoal do Jornal do Commercio percorreu mais de 2 mil quilômetros entre Pernambuco, Ceará e Piauí. Encontrou as obras totalmente abandonadas. É muito trabalho para o Tribunal de Contas da União.
Apagadas
» É bom que fique registrado o exemplo de Brasília em prédios públicos que
gerenciam a iluminação noturna. Na
Praça dos Três Poderes é possível atestar que a Câmara e o Senado cumprem a cartilha da economia. Já o Executivo e o Judiciário, de vez em quando, deixam as luzes acesas quando não há gente trabalhando.
História de Brasília
Amanhã, os bancos reabrirão, contra a vontade, naturalmente, do dr. Clemente Mariani, que não é mais ministro. Haverá corrida, naturalmente, mas deixe para retirar o seu dinheiro à tarde. Não se precipite. (Publicado em 10/09/1961)