{"id":11132,"date":"2018-06-05T00:00:02","date_gmt":"2018-06-05T03:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=11132"},"modified":"2018-06-05T18:39:50","modified_gmt":"2018-06-05T21:39:50","slug":"anomia-uma-anomalia-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/anomia-uma-anomalia-social\/","title":{"rendered":"Anomia. Uma anomalia social"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\">ARI CUNHA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Visto, lido e ouvido<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 1960<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">colunadoaricunha@gmail.com;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11133 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/chargeEducacao.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/chargeEducacao.jpg 400w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/chargeEducacao-300x240.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/chargeEducacao-350x280.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/chargeEducacao-230x184.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Anomia , que o dicion\u00e1rio traduz como falta de regras e objetivos, decorrentes de um vazio de significado no cotidiano e da perda de identidade dos indiv\u00edduos, \u00e9 um processo ser\u00edssimo , ao qual devemos estar bem atentos, j\u00e1 que parece estar contaminando atualmente os brasileiros de forma profunda e irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na anomia, a aus\u00eancia de autoridades moralmente constitu\u00eddas, passa a ser um fato vis\u00edvel por todos, fazendo com que os cidad\u00e3os se sintam \u00e0 deriva, participando inconscientemente de processos coletivos e sociais por in\u00e9rcia e com isso , perdendo a pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Concorrem para esse fen\u00f4meno de esgar\u00e7amento do tecido social, al\u00e9m das revela\u00e7\u00f5es constantes de que a elite dirigente do pa\u00eds est\u00e1 mergulhada nos mais escandalosos e criminosos casos de corrup\u00e7\u00e3o e de enriquecimento il\u00edcitos, os epis\u00f3dios frequentes de viol\u00eancia e de banditismo espalhados pelas principais capitais do pa\u00eds. Com isso, aumenta nos indiv\u00edduos a sensa\u00e7\u00e3o de que as autoridades s\u00e3o impotentes para coibir a criminalidade que infestam as ruas de nossas cidades e lenientes para por um fim nos crimes praticados pelas elites e pelos endinheirados em geral.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora seja um fen\u00f4meno sentido em muitas partes do mundo hodierno, \u00e9 no Brasil que o esc\u00e2ndalo da corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 mais observ\u00e1vel e sentido por todos. As revela\u00e7\u00f5es vindas do mensal\u00e3o e do petrol\u00e3o e outros do g\u00eanero, fizeram aumentar no cidad\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de que os governos que vieram com o fim do per\u00edodo militar, n\u00e3o foram capazes de dar uma orienta\u00e7\u00e3o s\u00e9ria para o pa\u00eds, muito menos o aglomerado de partidos pol\u00edticos, formado apenas para sorver os recursos p\u00fablicos f\u00e1ceis e abundantes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A anomia entre n\u00f3s foi extremamente vitaminada pela difus\u00e3o da chamada revolu\u00e7\u00e3o cultural Gramsciana ou marxismo cultural feita de forma silenciosa pelos partidos de esquerda, mormente pelo Partido dos Trabalhadores, visando destruir na sociedade qualquer resqu\u00edcio \u201cburgu\u00eas\u201d, seja de fam\u00edlia, p\u00e1tria, religi\u00e3o, transformando os professores e educadores em militantes ideol\u00f3gicos e incitando brasileiros contra brasileiros, como se tem visto . Com isso, aumentaram na sociedade de forma generalizada, os epis\u00f3dios que podem ser claramente classificados como de desobedi\u00eancia civil .<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesmo na base da pir\u00e2mide as exacerba\u00e7\u00f5es e distor\u00e7\u00f5es difundidas por uma falsa doutrina de direitos humanos, outorgando mais privil\u00e9gios a bandidos do que ao cidad\u00e3o comum, fizeram crescer entre os brasileiros, o sentimento de que todos aqueles que vivem \u00e0 margem da lei parecem usufruir de maiores benef\u00edcios e regalias.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Exemplos dessa anomia surgem em toda a parte, desde as gigantescas manifesta\u00e7\u00f5es de rua, passando pelos ataques frequentes a pol\u00edticos, magistrados e outros figur\u00f5es da rep\u00fablica, nas invas\u00f5es e grilagens de terras, invas\u00f5es de pr\u00e9dios p\u00fablicos, na depreda\u00e7\u00e3o e picha\u00e7\u00f5es de pr\u00e9dios, na greve dos caminhoneiros, na desobedi\u00eancia a diretrizes da pr\u00f3pria justi\u00e7a, nos ataques aos professores, m\u00e9dicos e outros profissionais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 sem motivo que alguns, em desespero, chegam a cogitar a volta dos militares ao poder, para por um pouco de ordem num pa\u00eds que parece desmanchar aos olhos de todos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cNo Brasil, quem tem \u00e9tica parece anormal.\u201d\u00a0 \u00a0M\u00e1rio Covas<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Maldade<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">Na parada antes da ponte JK a mo\u00e7a fez sinal para o \u00f4nibus da Pioneira parar. O olhar era de esperan\u00e7a mas o sorriso nervoso mostrava que dependia da boa vontade do motorista, que n\u00e3o parou. Depois disso s\u00f3 deu para ver o olhar conformado em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pista, buscando o pr\u00f3ximo. Foi ontem, por volta das 3h40, sentido S\u00e3o Sebasti\u00e3o, \u00f4nibus da Pioneira \u00c1rea 2, linha 147.2, n\u00famero 220833.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11134 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira.jpg\" alt=\"\" width=\"379\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira.jpg 1653w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-350x263.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-1440x1080.jpg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-550x413.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/comil_svelto_viacao_pioneira-230x173.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Correio<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">Erro no uso da palavra gera reclama\u00e7\u00f5es para a institui\u00e7\u00e3o errada. Cartas s\u00e3o entregues nos Correios (plural). O jornal conceituado de Bras\u00edlia \u00e9 o Correio (no singular). Pois bem. No portal do Reclame aqui, os protestos contra correspond\u00eancia e encomendas extraviadas aparecem trazem o respons\u00e1vel como o Correio. Seria bom que os respons\u00e1veis corrigissem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11135 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/reclame-aqui-2.jpg\" alt=\"\" width=\"238\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/reclame-aqui-2.jpg 556w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/reclame-aqui-2-300x204.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/reclame-aqui-2-350x239.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/reclame-aqui-2-550x375.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/06\/reclame-aqui-2-230x157.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Insuport\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">Depois da proposta inconstitucional do deputado distrital petista Ricardo Valle sobre a Lei do Barulho quem quer sil\u00eancio est\u00e1 sofrendo mais. \u00c9 preciso que o GDF disponibilize espa\u00e7o no portal para receber e publicar as reclama\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o sobre altos decib\u00e9is fora de hora. O que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel \u00e9 ter que aturar uma festa que se estende at\u00e9 as 3h40 da manh\u00e3 de uma segunda-feira e ningu\u00e9m faz nada, por falta de canais de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>E mais<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">A pol\u00edcia tamb\u00e9m \u00e9 conivente com os decib\u00e9is madrugada a dentro. Festas desse tipo s\u00e3o um achado para quem busca drogas e traficantes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 H\u00e1, na C\u00e2mara, um projeto do Mons. Arruda C\u00e2mara, efetivando todos os interinos com mais de cinco anos de trabalho. A justifica\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 a de que um funcion\u00e1rio com cinco anos de interinidade j\u00e1 deu prova de merecimento, ou j\u00e1 teria sido demitido.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">(Publicado em 21.10.1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARI CUNHA Visto, lido e ouvido Desde 1960 com Circe Cunha e Mamfil colunadoaricunha@gmail.com; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Anomia , que o dicion\u00e1rio traduz como falta de regras e objetivos, decorrentes de um vazio de significado no cotidiano e da perda de identidade dos indiv\u00edduos, \u00e9 um processo ser\u00edssimo , ao qual devemos estar bem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":11133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-11132","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11132"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11140,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11132\/revisions\/11140"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}