{"id":13542,"date":"2019-03-05T00:30:50","date_gmt":"2019-03-05T03:30:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=13542"},"modified":"2019-03-05T00:35:16","modified_gmt":"2019-03-05T03:35:16","slug":"para-o-bem-geral-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/para-o-bem-geral-do-pais\/","title":{"rendered":"Para o bem geral do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960 Com Circe Cunha\u00a0 e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<figure id=\"attachment_13545\" aria-describedby=\"caption-attachment-13545\" style=\"width: 629px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13545 \" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794.jpg\" alt=\"\" width=\"629\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794.jpg 792w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794-300x149.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794-768x382.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794-350x174.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794-550x274.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/jutica-e1551756014794-230x114.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 629px) 100vw, 629px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13545\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: substantivoplural.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, os brasileiros passaram a ser apresentados a um novo fen\u00f4meno, antes restrito apenas ao mundo herm\u00e9tico dos assuntos de Estado: a judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica. Com isso, decis\u00f5es importantes, que historicamente sempre ficaram no \u00e2mbito dos Poderes Legislativo e Executivo, foram parar nas cortes de justi\u00e7a, provocando o que os cientistas pol\u00edticos apelidaram de \u201cdeslocamento do polo de decis\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Dessa forma, quanto mais o judici\u00e1rio era instado a dar pareceres sobre quest\u00f5es pol\u00edticas, mais aumentava o protagonismo do poder das cortes nos assuntos de Estado, com reflexos \u00f3bvios na vida nacional. Com a multiplica\u00e7\u00e3o dos esc\u00e2ndalos trazidos \u00e0 tona por centenas de investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal e do Minist\u00e9rio P\u00fablico contra os pol\u00edticos, o que eram simples consultas t\u00e9cnicas ao judici\u00e1rio sobre d\u00favidas na legisla\u00e7\u00e3o, ganharam uma dimens\u00e3o jamais vista. De uma hora para outra, o judici\u00e1rio passou a receber uma avalanche de requerimentos, questionando absolutamente tudo.<\/p>\n<p>O excesso de demandas por decis\u00f5es judiciais que alterassem entendimentos e disputas pol\u00edticas gerou, por sua vez, um outro fen\u00f4meno: o ativismo judicial. De certa forma, os ju\u00edzes foram impelidos a esse novo papel, n\u00e3o apenas pelas instabilidades cont\u00ednuas geradas pelo Legislativo e Executivo, mas, tamb\u00e9m, pelo modelo de escolha para a composi\u00e7\u00e3o dos membros da Suprema Corte.<\/p>\n<p>O que parecia imposs\u00edvel aconteceu: arrastados para a arena pol\u00edtica, e sob os olhos da na\u00e7\u00e3o, os ju\u00edzes n\u00e3o tiveram outra op\u00e7\u00e3o e acabaram por confessar seus favoritismos pol\u00edticos ideol\u00f3gicos. Nesse caso particular, o que resultou dessa imiscui\u00e7\u00e3o entre os Poderes foi o desequil\u00edbrio dos pr\u00f3prios Poderes. E n\u00e3o poderia ser diferente. Para refor\u00e7ar essa imagem da entrada definitiva do judici\u00e1rio no cotidiano do pa\u00eds, como algo natural, foram possibilitados ainda a transmiss\u00e3o direta de praticamente todos os julgamentos realizados na Alta Corte.<\/p>\n<p>Os brasileiros passaram a conhecer os membros dessa inst\u00e2ncia judicial, mais at\u00e9 do que a escala\u00e7\u00e3o dos jogadores da Sele\u00e7\u00e3o de Futebol. Ocorre, no entanto, que, o que essa familiaridade e popularidade dos membros do Supremo tem mostrado, \u00e9 que isso n\u00e3o \u00e9 bom para o pa\u00eds, para o equil\u00edbrio entre os Poderes, e n\u00e3o \u00e9 salutar para a pr\u00f3pria democracia. E a raz\u00e3o \u00e9 simples: os ju\u00edzes n\u00e3o foram eleitos pela popula\u00e7\u00e3o e, portanto, n\u00e3o cabe a eles dar andamento aos pleitos da popula\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 papel que cabe obrigatoriamente aos pol\u00edticos que foram eleitos para essa finalidade espec\u00edfica.<\/p>\n<p>De fato, esse novo modelo de democracia, inaugurada pelas sucessivas crises pol\u00edticas, ao diminuir, sensivelmente, o protagonismo dos pol\u00edticos, deu papel de destaque \u00e0queles que por fun\u00e7\u00e3o devem se manter resguardados da agita\u00e7\u00e3o e dos solavancos de governos. A diminui\u00e7\u00e3o da estatura moral dos pol\u00edticos, pelo excesso de den\u00fancias de malversa\u00e7\u00e3o do dinheiro, de corrup\u00e7\u00e3o, de pr\u00e1ticas criminosas diversas que abarcam praticamente todo o C\u00f3digo Penal, trouxe \u00e0 plan\u00edcie aqueles que por of\u00edcio deveriam pairar acima dos acontecimentos, at\u00e9 por uma raz\u00e3o de impessoalidade e isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Instaurado o banz\u00e9, todos passaram, igualmente, a compor o cen\u00e1rio da crise. A hipertrofia do Judici\u00e1rio, ao acontecer por absoluto descr\u00e9dito dos pol\u00edticos, conferiu, a esse Poder, de uma hora para outra, responsabilidades que, claramente, ele n\u00e3o possu\u00eda nessa crise.<\/p>\n<p>As condena\u00e7\u00f5es e pris\u00f5es de muitos desses representantes da popula\u00e7\u00e3o, inclusive de um ex-presidente, passou para a opini\u00e3o p\u00fablica a falsa sensa\u00e7\u00e3o de que o judici\u00e1rio seria a \u00faltima trincheira para salvar o pa\u00eds da derrocada pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Ocorre que, em nosso pa\u00eds, a exposi\u00e7\u00e3o excessiva \u00e0 luz dos holofotes e dos fatos n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fica \u00e0 imagem da maioria dos homens p\u00fablicos, sejam eles do Executivo, Legislativo ou do Judici\u00e1rio. Visto em seu contexto geral, a maior interpenetra\u00e7\u00e3o dos poderes da Rep\u00fablica, nessa fase recente de nossa hist\u00f3ria se deu em raz\u00e3o das crises pol\u00edticas geradas pelo mau comportamento dos representantes da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cessada e corrigida essas distor\u00e7\u00f5es moment\u00e2neas, \u00e9 hora de cada um retomar a seu posto, conforme manda a Constitui\u00e7\u00e3o, para o bem geral do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cOs poderes da rep\u00fablica est\u00e3o doentes. N\u00e3o existe equil\u00edbrio entre eles. Tornaram-se ref\u00e9ns de uma elite corrupta e gananciosa(&#8230;)\u201d<\/em><\/p>\n<p>Rui De Carvalho, Cantor, compositor, artista pl\u00e1stico e designer gr\u00e1fico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Muito bom!<\/strong><\/p>\n<p>Recebemos do professor Nagib Nassar o filme eg\u00edpcio: \u201cO outro Par\u201d, de apenas 2 minutos. A diretora Sara Rozik tem 20 anos de idade e recebeu o pr\u00eamio de melhor curta no Festival de Luxor, em 2014.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O outro Par, Sara Rozik\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vBxh_FwKlDk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vote<\/strong><\/p>\n<p>Vote no portal do UOL. A pergunta \u00e9 a seguinte: Voc\u00ea \u00e9 a favor que seu filho seja filmado cantando o Hino Nacional? 88,7% responderam que sim e 11,02% disseram n\u00e3o. Abaixo, o link para participa\u00e7\u00e3o na pesquisa.<\/p>\n<p>Link de acesso \u00e0 pesquisa: <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/indisciplina-e-violencia-nas-escolas-publicas\/\">Voc\u00ea \u00e9 a favor de que seu filho seja filmado ao cantar o hino nacional na escola?<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_13544\" aria-describedby=\"caption-attachment-13544\" style=\"width: 538px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-13544\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino.jpg\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino.jpg 900w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino-350x197.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino-550x309.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/03\/Hino-230x129.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-13544\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Rivaldo Gomes -23.fev.2018\/Folhapress<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recicle<\/strong><\/p>\n<p>Pouca gente sabe que, al\u00e9m das latinhas de refrigerante e cerveja, Bras\u00edlia recicla vidro. Atualmente s\u00e3o 150 toneladas de descarte de vidros. \u00c9 s\u00f3 ligar para o Green Ambiental (61) 30241448 ou 34045714.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Doutorado<\/strong><\/p>\n<p>Trabalho espetacular da Dra. Sylvana Kelly sobre as fotografias de Canind\u00e9 Soares. Minuciosa, Sylvana visitou lugares e entrevistou pessoas que convivem e conviveram com o fotografo. Fez curso de fotografia para tentar compreender o olhar de Canind\u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista. Fotografia de Canind\u00e9 Soares como tese de doutorado\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ytkptkaF1O8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 que falamos no cel. Dagoberto, que saudade dos outros tempos. Apenas para conhecimento do Jos\u00e9 Paulo Viana: nossos telefones da reda\u00e7\u00e3o est\u00e3o mudos h\u00e1 tr\u00eas dias, e a gente n\u00e3o pode sequer dar um sinalzinho de fuma\u00e7a, porque a chuva n\u00e3o deixa. <strong>(Publicado em 14.11.1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960 Com Circe Cunha\u00a0 e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Nos \u00faltimos anos, os brasileiros passaram a ser apresentados a um novo fen\u00f4meno, antes restrito apenas ao mundo herm\u00e9tico dos assuntos de Estado: a judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica. 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