{"id":14894,"date":"2019-09-14T00:00:38","date_gmt":"2019-09-14T03:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=14894"},"modified":"2019-09-14T09:41:01","modified_gmt":"2019-09-14T12:41:01","slug":"uma-historia-do-lago-paranoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/uma-historia-do-lago-paranoa\/","title":{"rendered":"Uma hist\u00f3ria do Lago Parano\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<figure id=\"attachment_14895\" aria-describedby=\"caption-attachment-14895\" style=\"width: 733px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-14895\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar.png\" alt=\"\" width=\"733\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar.png 733w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-300x172.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-350x201.png 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-550x316.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-230x132.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14895\" class=\"wp-caption-text\">Foto:capecentralhigh.com<\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"justify\">Tal como qualquer um de n\u00f3s, ao completar 60 anos de exist\u00eancia, o Lago Parano\u00e1 re\u00fane um conjunto significativo de lembran\u00e7as dispersas que falam de seu passado, de sua origem, contando hist\u00f3rias de pessoas e lugares que marcaram os primeiros anos da capital.<\/p>\n<p align=\"justify\">No caso particular desse Lago artificial, projetado para dar contorno paisag\u00edstico e urban\u00edstico a cidade, sua constru\u00e7\u00e3o obedecia tamb\u00e9m a crit\u00e9rios pr\u00e1ticos como a forma\u00e7\u00e3o de um microclima mais confort\u00e1vel em seu entorno, al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o preciosa de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos primeiros anos, quando ainda n\u00e3o existia praticamente nenhuma embarca\u00e7\u00e3o cruzando suas \u00e1guas e quando o Lago estava numa fase de acomoda\u00e7\u00e3o no terreno, era poss\u00edvel observar em suas margens a forma\u00e7\u00e3o de bolhas de ar que brotavam do fundo, indicando que as \u00e1guas desse espelho d\u2019\u00e1gua estavam lentamente penetrando no solo poroso do Cerrado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Naquele tempo era comum tamb\u00e9m avistar-se uma infinidade de imensos troncos de \u00e1rvores boiando sobre a superf\u00edcie do lago, resultado dos cortes e da limpeza da vegeta\u00e7\u00e3o que foram efetuados nos vales e matas ciliares que seriam cobertos pelas \u00e1guas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Eram nesses troncos que a garotada se divertia e se equilibrava para mergulhar e navegar nas \u00e1guas ainda limpas e cristalinas. Para os jovens que moravam pr\u00f3ximos ao lago, como na Vila Planalto, na Vila do Braguetto e outras, o Parano\u00e1 era um imenso parque aqu\u00e1tico a alegrar a vida simples e despretensiosa daqueles anos sessenta. Para a grande maioria daqueles candangos que n\u00e3o eram associados aos clubes que foram se estabelecendo ao longo das margens do Parano\u00e1, o lago era a grande piscina p\u00fablica com recrea\u00e7\u00e3o garantida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dos muitos personagens que se estabeleceram \u00e0s bordas do lago, onde constru\u00edram suas vidas e de onde retiravam o sustento para si, talvez um dos mais c\u00e9lebres e conhecidos por todos que buscavam esse tipo lazer, foi Seu Vicente. Vindo de Minas Gerais, no final dos anos cinquenta, ele construiu sua morada defronte ao antigo e imenso espelho d\u2019\u00e1gua que se formava com as \u00e1guas do Rio Bananal, nas proximidades da Ponte do Braguetto. Construiu sozinho sua casa, tijolo por tijolo, com a argila abundante encontrada naquela \u00e1rea. A \u00e1gua que consumia vinha de uma das muitas minas que brotavam naquela regi\u00e3o. Construiu tamb\u00e9m os barcos que arrendava para os visitantes. Alugava ainda as varas de pescar, com o bambu que plantara em sua ch\u00e1cara, fornecendo ainda os bor\u00f3s e as minhocas encontradas ao redor. Vivia desse of\u00edcio e sua clientela era variada e constante. A prosa mineira, cheia de mist\u00e9rios e introspec\u00e7\u00e3o era uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte a atrair plateias. Como bom mineiro, reservado, pouco se sabia da vida passada por seu Vicente. Preferia falar de outros assuntos, como de discos voadores, fantasmas e outras est\u00f3rias do al\u00e9m. Chamava a aten\u00e7\u00e3o de todos pelo h\u00e1bito, nada comum, de salpicar pequenas doses de terra que escolhia e selecionava, em seu prato de comida. Dizia que era necess\u00e1rio para manter o contato com o solo e com os minerais que eram nossa pr\u00f3pria origem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Naqueles anos o espelho d\u00b4\u00e1gua que se formava defronte sua casa, era magn\u00edfico, extremamente limpo, frio e profundo, o que atraia muitas aves e peixes. Para os visitantes nunca faltava uma fruta da regi\u00e3o, um peixe assado, um gole de pinga e fumo de rolo. Como todo autodidata ao estilo Robson Cruso\u00e9, costurava suas roupas, constru\u00eda seu pr\u00f3prio mobili\u00e1rio, mesa, cadeiras e cama. Era sem d\u00favida, uma figura \u00edmpar como que ilhado na pr\u00f3pria solid\u00e3o, perdido naquela regi\u00e3o. A constru\u00e7\u00e3o do Setor Noroeste, assim como da Trevo de Triagem Norte, ao contribu\u00edrem para assorear e destruir o belo espelho d\u2019\u00e1gua e soterrar as minas que brotavam naquela \u00e1rea, sepultou tamb\u00e9m aquela hist\u00f3ria, cumprindo a sina que afirma que o progresso \u00e9 o avan\u00e7o inevit\u00e1vel da poeira.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=252&amp;v=k0n3EhmbRU4<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cAntes que qualquer \u00e1rvore seja plantada ou qualquer lago seja constru\u00eddo, \u00e9 preciso que as \u00e1rvores e os lagos tenham nascido dentro da alma. Quem n\u00e3o tem jardim por dentro, n\u00e3o planta jardins por fora e nem passeia por eles.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Rubem Alves. psicanalista, educador, te\u00f3logo, escritor e pastor presbiteriano brasileiro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-14896 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-1.png\" alt=\"\" width=\"428\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-1.png 428w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-1-150x150.png 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-1-300x300.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-1-350x348.png 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-1-230x229.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 428px) 100vw, 428px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foi t\u00e3o avassalador o resultado da pesquisa feita pelo e-cidadania, do Senado sobre a PEC que limita a dura\u00e7\u00e3o das f\u00e9rias dos magistrados e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico a trinta dias. Havia tamb\u00e9m a pergunta sobre vedar a ado\u00e7\u00e3o da aposentadoria compuls\u00f3ria como san\u00e7\u00e3o disciplinar e prever a demiss\u00e3o, por interesse p\u00fablico, dos magistrados e dos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico. O votos foram para o sim 6.765 e para o n\u00e3o 4.139<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-14897 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-2.png\" alt=\"\" width=\"417\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-2.png 304w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-2-300x186.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-2-230x142.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 417px) 100vw, 417px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Partida<\/strong><\/p>\n<p>Ontem foi um dia pesado e triste. Recebemos a not\u00edcia do falecimento do ex-senador Odacir Soares e de Roberto Passarinho. Nosso abra\u00e7o \u00e0 Leinha e J\u00falia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_14898\" aria-describedby=\"caption-attachment-14898\" style=\"width: 285px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-14898\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-3.png\" alt=\"\" width=\"285\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-3.png 336w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-3-256x300.png 256w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-3-299x350.png 299w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar-3-230x269.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 285px) 100vw, 285px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14898\" class=\"wp-caption-text\">Foto: ex-senador Odacir Soares<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14899\" aria-describedby=\"caption-attachment-14899\" style=\"width: 284px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-14899\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/09\/Capturar1.png\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"271\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14899\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Roberto Passarinho<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Durante o governo do dr. J\u00e2nio n\u00e3o se fez nada em mat\u00e9ria de asfalto. Agora, at\u00e9 Deus est\u00e1 ajudando. Atrasou a chuva, o mais que p\u00f4de, para n\u00e3o prejudicar a pavimenta\u00e7\u00e3o. (Publicado em 30\/11\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido Tal como qualquer um de n\u00f3s, ao completar 60 anos de exist\u00eancia, o Lago Parano\u00e1 re\u00fane um conjunto significativo de lembran\u00e7as dispersas que falam de seu passado, de sua origem, contando hist\u00f3rias de pessoas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":14895,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[67,1786,631],"class_list":["post-14894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-abertura","tag-brasilia-historiadebrasilia-aricunha-circecunha-mamfil","tag-lagodebrasilia","tag-lagoparanoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14894"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14904,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14894\/revisions\/14904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14895"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}