{"id":17535,"date":"2020-09-12T01:00:20","date_gmt":"2020-09-12T04:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=17535"},"modified":"2020-09-11T22:32:28","modified_gmt":"2020-09-12T01:32:28","slug":"a-eficacia-da-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/a-eficacia-da-criacao\/","title":{"rendered":"A efic\u00e1cia da cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O homem que plantava \u00e1rvores (completo)\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cLajBygxwOk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recebi, muitos anos atr\u00e1s, de Helival Rios, um link, da sociedade Canad\u00e1, de um filmete contando a hist\u00f3ria \u201cO homem que plantava \u00e1rvores\u201d. Quem j\u00e1 leu o livro de Jean Giono (1895-1970), com o mesmo t\u00edtulo publicado em 1953, deparou-se com a frase: \u201c&#8230;os homens poderiam ser t\u00e3o eficazes como Deus em algo mais que a destrui\u00e7\u00e3o.\u201d Com isso, o autor quis dizer que os homens poderiam, se assim dispusessem, imitar o Criador, erguendo e cuidando de todas as formas de vida sobre a Terra, e n\u00e3o destruindo e reduzindo a cinzas como faz a morte, ao deixar escombros e aridez por onde passa.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o de Jean veio a prop\u00f3sito da incans\u00e1vel atividade de Elz\u00e9ard Bouffier, o personagem principal, que, durante a maior chacina de nossa hist\u00f3ria, representada pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), continuava, dia ap\u00f3s dia, plantando carvalhos numa regi\u00e3o agreste dos Baixos Alpes franceses, j\u00e1 abandonada pela popula\u00e7\u00e3o local, devido ao desmatamento secular promovido pelos carvoeiros naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O contraste, entre quem cuidava de recuperar a vida da regi\u00e3o e o mortic\u00ednio irracional da Guerra de 14\/18, \u00e9 flagrante e mostra, de forma crua, como os homens podem, ao mesmo tempo, abandonar de lado a vida em sua plenitude e seguir os passos da morte, mesmo sabendo dos resultados dessa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O texto, que chegou ao Brasil num curta metragem, foi publicado em livro, e parece cada vez mais atual, justamente por mostrar a capacidade do ser humano em mudar o mundo ao seu redor, tanto para o bem, quanto para o mal. Nesses tempos, em que o nosso planeta experimenta, por meio do fen\u00f4meno do aquecimento global, o que talvez seja o seu maior desafio de todos os tempos, e que pode p\u00f4r um fim \u00e0 exist\u00eancia da pr\u00f3pria esp\u00e9cie humana na Terra, nada mais hodierno e premonit\u00f3rio do que as mensagens contidas nesse texto escrito ainda no s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Buscar o exato significado para as \u00e1rvores, num tempo em que ainda se acredita n\u00e3o existir nenhum, \u00e9 uma tarefa e um desafio que pode nos colocar hoje entre permanecer por essas paragens ou ter que sair de fininho para outros mundos para n\u00e3o perecer. O desafio gigante que, na obra, \u00e9 realizado por um s\u00f3 homem, durante mais de 30 anos em que plantou, naquela regi\u00e3o, milh\u00f5es de \u00e1rvores, pode ser uma das respostas para esse dilema da atualidade.<\/p>\n<p>Embora pare\u00e7a uma tarefa imposs\u00edvel recuperar o planeta da degrada\u00e7\u00e3o imposta pelas consequ\u00eancias da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial em sua \u00e2nsia por adquirir mat\u00e9rias-primas, o livro mostra que bastou a persist\u00eancia de apenas um indiv\u00edduo para mudar a realidade local. \u201cUm \u00fanico homem, reduzido a seus recursos f\u00edsicos e morais, foi capaz de transformar um deserto em uma terra de Cana\u00e3\u201d, diz o autor.<\/p>\n<p>O que conhecemos hoje por meio da palavra muito em moda: resili\u00eancia, que significa a capacidade de resistir e se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as, tanto pode ser aplicada ao homem como \u00e0 pr\u00f3pria natureza, desde que lhes sejam ofertados a oportunidade. A esse fen\u00f4meno, que muitos classificam como um sinal e uma semente da pr\u00f3pria vida, \u00e9 que pode estar a reden\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, da humanidade.<\/p>\n<p>Obviamente que os exemplos a seguir n\u00e3o devem se resumir a uma obra de fic\u00e7\u00e3o. Mas podem nela se inspirar para promover as mudan\u00e7as necess\u00e1rias e urgentes que o momento exige. Toda grande obra pode ter seu in\u00edcio apenas movida pela inspira\u00e7\u00e3o trazida pelos belos exemplos, sejam eles reais ou n\u00e3o. O primeiro passo \u00e9 o das ideias, dado ainda no mundo abstrato dos projetos mentais. Pode vir a ser realidade concreta, pelo esfor\u00e7o f\u00edsico, o que \u00e9 uma mera consequ\u00eancia da capacidade de pensar. Nesse caso, pensar num mundo em que a vida seja ainda uma possibilidade real e que valha a pena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cAs \u00e1rvores s\u00e3o poemas que a terra escreve sobre o firmamento. Derrubamos para transform\u00e1-las em papel registrando nosso vazio.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Kahlil Gibran, ensa\u00edsta, poeta e pintor de origem libanesa<\/p>\n<figure id=\"attachment_17536\" aria-describedby=\"caption-attachment-17536\" style=\"width: 324px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17536\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/kahlil.jpg\" alt=\"\" width=\"324\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/kahlil.jpg 238w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/kahlil-211x300.jpg 211w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/kahlil-230x327.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17536\" class=\"wp-caption-text\">Kahlil Gibran. Foto: Al-Funoon, 1, No. 1 (April 1913)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>V\u00edtimas Unidas<\/strong><\/p>\n<p>Se os algozes t\u00eam a prote\u00e7\u00e3o da lei, as pessoas atacadas pela viol\u00eancia resolveram se unir formando o grupo V\u00edtimas Unidas. Recebem amea\u00e7as constantemente, a ponto de terem pedido socorro \u00e0 ministra Carmen L\u00facia, quando presidia o STF.<\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/professoramcunir\/videos\/1007186229746672<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Visto<\/strong><\/p>\n<p>Em parceria com o memorial JK, o Conselho Editorial do Senado lan\u00e7ou o segundo volume de \u201cMem\u00f3rias do Brasil\u201d, com os discursos de JK feitos em 1957. O primeiro volume, lan\u00e7ado em 2019, trazia os discursos de 1956, primeiro ano do mandato presidencial de Juscelino. Veja, no blog do Ari Cunha, a transmiss\u00e3o da TV Senado aberta pelo senador Randolfe Rodrigues.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Especial - Cedit: Senado e Memorial JK lan\u00e7am livro com discursos de Juscelino - 11\/09\/2020\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RAATi0g0D0M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lido<\/strong><\/p>\n<p>O assunto da abertura de hoje e de amanh\u00e3 est\u00e1 coincidentemente tratado nas historinhas de Bras\u00edlia publicadas em 1962, que podem ser lidas abaixo da coluna. A capital tinha um defensor: o titular Ari Cunha, que sempre procurou o que era melhor para a cidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_17537\" aria-describedby=\"caption-attachment-17537\" style=\"width: 493px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17537\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/ip\u00ea.jpg\" alt=\"\" width=\"493\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/ip\u00ea.jpg 493w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/ip\u00ea-300x198.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/09\/ip\u00ea-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 493px) 100vw, 493px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17537\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Gabriel Jabur\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Continuam fumando livremente, os cigarros ou charutos que bem entendem os passageiros da TCB. Efeito excelente vem surtindo a nossa campanha, par apadrinhamento das \u00e1rvores da W-3. Afora as firmas j\u00e1 publicadas, aderiram \u00e0 campanha a Mercearia Pirapora (6 \u00e1rvores), Lourival Almeida, da Drogaria Juvenal, na Quadra 9, Floricultura Bras\u00edlia, Bimbo \u2013 refei\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas, Vasp, S\u00edntese, Arte e Decora\u00e7\u00f5es, da quadra 8. <strong>(Publicado em 16\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Recebi, muitos anos atr\u00e1s, de Helival Rios, um link, da sociedade Canad\u00e1, de um filmete contando a hist\u00f3ria \u201cO homem que plantava \u00e1rvores\u201d. 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