{"id":18149,"date":"2020-12-11T01:00:20","date_gmt":"2020-12-11T04:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=18149"},"modified":"2020-12-11T18:57:07","modified_gmt":"2020-12-11T21:57:07","slug":"sem-liderancas-e-sem-coesao-o-brasil-vai-mal-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/sem-liderancas-e-sem-coesao-o-brasil-vai-mal-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Sem lideran\u00e7as e sem coes\u00e3o: o Brasil vai mal na pandemia"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18152\" aria-describedby=\"caption-attachment-18152\" style=\"width: 623px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18152\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/corona.jpg\" alt=\"\" width=\"623\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/corona.jpg 597w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/corona-300x198.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/corona-550x364.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/corona-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18152\" class=\"wp-caption-text\">Governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o D\u00f3ria. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/Twitter<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estamos distantes ainda de um n\u00edvel aceit\u00e1vel de Estado civilizado e coeso. Diferentemente de outros pa\u00edses desenvolvidos do Ocidente, onde, em tempos de afli\u00e7\u00e3o generalizada, sempre que o destino adverso p\u00f4s em \u00a0risco a integridade da na\u00e7\u00e3o, mais e mais, foi refor\u00e7ado o sentimento geral de que a uni\u00e3o de todos, em torno de um objetivo comum, era a solu\u00e7\u00e3o ideal.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmulas m\u00e1gicas, capazes de restabelecer a normalidade de um pa\u00eds submetido a amea\u00e7as, ainda mais quando o que est\u00e1 em pauta \u00e9 a sobreviv\u00eancia de sua popula\u00e7\u00e3o. Em nosso pa\u00eds, o quadro \u00e9 outro. Desde o in\u00edcio do an\u00fancio da exist\u00eancia do v\u00edrus, o que j\u00e1 era um desassossego geral, por falta de estrat\u00e9gias racionais e un\u00edssonas para enfrentar a pandemia, transformou-se numa rinha pol\u00edtica generalizada.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio surreal, at\u00e9 mesmo a chegada da t\u00e3o esperada e redentora vacina passou a ser utilizada, mesquinhamente, como palanque pol\u00edtico, onde passaram a se exibir, um a um, os candidatos a paladinos da sa\u00fade. A desfa\u00e7atez com que passaram a utilizar a vacina como propaganda pol\u00edtico e partid\u00e1ria deixou patente a todos que, mesmo sobre caix\u00f5es de mortos, \u00e9 poss\u00edvel erguer palanques para campanhas.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a diferen\u00e7a b\u00e1sica a demonstrar o quanto ainda temos que percorrer at\u00e9 chegarmos ao patamar em que est\u00e3o outras na\u00e7\u00f5es no enfrentamento \u00e0 pandemia. Nesta altura dos acontecimentos, n\u00e3o resta d\u00favida de que at\u00e9 a pandemia mortal pode ser colocada em segundo plano, quando o que est\u00e1 em jogo s\u00e3o das disputas por espa\u00e7os pol\u00edticos individuais.<\/p>\n<p>No parlamento e mesmo na justi\u00e7a, o assunto \u00e9 secund\u00e1rio e s\u00f3 ressurge quando a quest\u00e3o p\u00f5e em risco projetos pessoais. Um estrangeiro, que circulasse pelos corredores do Poder, ficaria estarrecido com o grau de aliena\u00e7\u00e3o da maioria de nossas lideran\u00e7as, num momento como esse. Pensaria, inclusive, que o pa\u00eds j\u00e1 estivesse livre da virose, tal a pouca import\u00e2ncia que a quest\u00e3o desperta em cada um.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es de 2022 se sobrepuseram \u00e0 quest\u00e3o da pandemia. A tudo a popula\u00e7\u00e3o assiste, entre espanto e medo. Obviamente que os laborat\u00f3rios internacionais, com a China na ponta, sabedores desse pandem\u00f4nio em que o pa\u00eds parece mergulhado, por conta do vai e vem e das decis\u00f5es sem projetos claros, ir\u00e3o cobrar pre\u00e7os altos pelas indecis\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar que o setor da farmoqu\u00edmica internacional \u00e9, tradicionalmente, bafejado pela sorte e pelos lucros exorbitantes, toda a vez que uma pandemia se anuncia no horizonte, n\u00e3o sendo diferente nesse caso, onde a doen\u00e7a parece ter atingido o grosso da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>O notici\u00e1rio geral d\u00e1 como certo que, nessa batalha contra a pandemia, o maior perdedor venha a ser justamente o presidente da Rep\u00fablica, pela demora e pela insensibilidade com que tratou do tema desde o in\u00edcio. Nesse caso, tanto ele como o governador de S\u00e3o Paulo, pela explora\u00e7\u00e3o excessiva do assunto para fins eleitorais, igualam-se quando o assunto s\u00e3o as cr\u00edticas da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de cada um.<\/p>\n<p>Para complicar ainda mais um cen\u00e1rio que j\u00e1 \u00e9 confuso o bastante, os exemplos vindos dos governantes e a seriedade ou n\u00e3o com que tratam essa quest\u00e3o acabam refletindo no comportamento da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o que, pouco a pouco, vai relaxando nas estrat\u00e9gias de auto defesa, principalmente a popula\u00e7\u00e3o mais jovem, que vai se entregando aos antigos h\u00e1bitos de aglomera\u00e7\u00e3o e de festas.<\/p>\n<p>Sem coes\u00e3o e sem lideran\u00e7as capazes, n\u00e3o ser\u00e1 surpresa se viermos a ocupar, no ranking da pandemia, a posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a mundial em infectados e mortos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;O segredo da gest\u00e3o de crises n\u00e3o \u00e9 o bem versus o mal, \u00e9 evitar que o mal piore.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Andrew Gilman, Presidente e fundador da CommCore, jornalista premiado e advogado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18150\" aria-describedby=\"caption-attachment-18150\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18150\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Andrew-Gilman.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Andrew-Gilman.jpg 400w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Andrew-Gilman-246x300.jpg 246w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/Andrew-Gilman-230x281.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18150\" class=\"wp-caption-text\">Andrew Gilman. Foto: commcoreconsulting.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>D\u00e9j\u00e0-vu<\/strong><\/p>\n<p>Jornalismo \u00e9 uma profiss\u00e3o muito f\u00e1cil quando as coisas n\u00e3o mudam. Basta mudar o nome dos respons\u00e1veis. Observe o que diz a Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia registrada por Ari Cunha no final desta coluna. Quase 60 anos, e a invas\u00e3o de terras no DF continua na mesma. A premia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18151\" aria-describedby=\"caption-attachment-18151\" style=\"width: 548px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18151\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/INVAS\u00c3O.jpg\" alt=\"\" width=\"548\" height=\"373\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/INVAS\u00c3O.jpg 667w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/INVAS\u00c3O-300x204.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/INVAS\u00c3O-550x374.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/12\/INVAS\u00c3O-230x157.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18151\" class=\"wp-caption-text\">Foto: correiobraziliense.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carpe Diem<\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, jornalismo se torna a profiss\u00e3o mais desafiante quando as vaidades das autoridades se sobrep\u00f5em aos interesses do Brasil. Nem que seja uma linha a mais no curr\u00edculo, \u00e0s custas de acordos escusos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>O regime de premiar os invasores com um lote, dar caminh\u00e3o para transportar o barraco ajudar de custo, afora ser dispendioso demais, \u00e9 aviltante, porque premia os que apossam do que n\u00e3o lhes pertence. <strong>(Publicado em 20\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Estamos distantes ainda de um n\u00edvel aceit\u00e1vel de Estado civilizado e coeso. 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