{"id":18310,"date":"2021-01-15T01:00:23","date_gmt":"2021-01-15T04:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=18310"},"modified":"2021-01-14T19:27:30","modified_gmt":"2021-01-14T22:27:30","slug":"bancosdememoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/bancosdememoria\/","title":{"rendered":"Bancos de mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18314\" aria-describedby=\"caption-attachment-18314\" style=\"width: 382px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18314\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/duke.jpg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/duke.jpg 382w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/duke-300x273.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/duke-230x210.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18314\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Duke<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dar um novo significado ao papel desempenhado pelos bancos, na economia e na vida dos cidad\u00e3os em geral, n\u00e3o apenas as institui\u00e7\u00f5es pertencentes ao Estado, mas, de forma ampla, parecem ser, quer queiram ou n\u00e3o, os governos ou seus acionistas majorit\u00e1rios a \u00fanica sa\u00edda para enfrentar os desafios impostos pelo novo mil\u00eanio e pela pandemia mundial.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da tecnologia da inform\u00e1tica, associada \u00e0 internet, obrigou tanto os bancos do Estado quanto os privados a uma mudan\u00e7a em suas rela\u00e7\u00f5es com os clientes, ao mesmo tempo em que agilizou a presta\u00e7\u00e3o de contas, de modo imediato, com o Banco Central, fazendo dessas opera\u00e7\u00f5es quase que um toque de dedo. Mais importante do que tudo isso, e talvez o mais prejudicial para cada um dos lados do balc\u00e3o, vai, paulatinamente, eliminando o contato pessoal dos correntistas com o pessoal de suas ag\u00eancias originais.<\/p>\n<p>Est\u00e1 sendo institu\u00edda uma esp\u00e9cie de relacionamento impessoal rec\u00edproco. Mesmo nas chamadas de atendimento por telefone, quem atende s\u00e3o rob\u00f4s com script pr\u00e9-definido, esfriando qualquer possibilidade de interlocu\u00e7\u00e3o humana. Tempo houve em que o gerente de uma ag\u00eancia era visto como um misto de banc\u00e1rio mais graduado, com confidente, psic\u00f3logo e orientador, disposto a resolver problemas que iam da falta de cr\u00e9dito a conflitos familiares.<\/p>\n<p>Esse tempo ficou para tr\u00e1s, como ficou no passado, tamb\u00e9m, as garantias pessoais e os relacionamentos mais humanos. N\u00e3o que os bancos fossem conventos de virtudes. De fato, muita derrocada nos neg\u00f3cios, perda da casa pr\u00f3pria, deram-se por vontade onipotente dos bancos e as intransig\u00eancias que o dinheiro imp\u00f5e. Mas, quanto ao fen\u00f4meno da impessoalidade e da interlocu\u00e7\u00e3o com rob\u00f4s, tem sido o m\u00e1ximo da tortura. Vivemos nesse campo como que exilados na Sib\u00e9ria g\u00e9lida, sem possibilidade de contato. \u00a0Essa \u00e9 a nova cara dos bancos, quer se goste ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Do lado de dentro do balc\u00e3o, a vida profissional dos banc\u00e1rios n\u00e3o tem sido facilitada pela introdu\u00e7\u00e3o das novas tecnologias. Demiss\u00f5es e terceiriza\u00e7\u00f5es, de diversos servi\u00e7os e setores, t\u00eam posto na rua milhares de profissionais que j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam a quem recorrer, j\u00e1 que mesmo os antigos e poderosos sindicatos, pelo esvaziamento de filiados, perderam a for\u00e7a e o poder de impor negocia\u00e7\u00f5es. Foi-se o tempo em que ser funcion\u00e1rio de institui\u00e7\u00f5es como o Banco do Brasil ou da Caixa Econ\u00f4mica era sinal de status e de garantia de uma boa carreira. Ao final, a tecnologia cuidou de cobrir com sua neve espessa os antigos relacionamentos, congelando, num tempo distante, o que eram as ag\u00eancias banc\u00e1rias de outrora.<\/p>\n<p>No mundo sem alma dos neg\u00f3cios e dos juros pecaminosos nada restou, nem ao menos a saudade. O que fica de preocupa\u00e7\u00e3o e de incertezas \u00e9 que toda essa informalidade acabe por condenar os correntistas e mesmo os acionistas a serem reduzidos a c\u00f3digos e outros d\u00edgitos incompreens\u00edveis, tamb\u00e9m despossu\u00eddos de alma e rosto. O fato \u00e9 que essa \u00e9 a cara do novo mundo: impessoal e sem voz.<\/p>\n<p>Por certo, o dinheiro em esp\u00e9cie ir\u00e1 sumir, assim como a maioria das ag\u00eancias tal qual conhecemos hoje. Depois ir\u00e3o sumir os banc\u00e1rios, os sindicatos dessa categoria, as logomarcas e tudo mais. Houvesse, por parte do atual governo, mais miolo e menos proselitismo vazio, por certo, ao menos o Banco do Brasil iria se fundir com a Caixa Econ\u00f4mica, criando assim uma institui\u00e7\u00e3o mais enxuta e qui\u00e7\u00e1 mais preparada para esses tempos de redemoinhos, surgindo uma esp\u00e9cie de Banco Econ\u00f4mico Federal ou coisa semelhante, prolongando a vida dessas institui\u00e7\u00f5es e retirando-as do corredor da morte, abatidas pela modernidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cPol\u00edtico \u00e9 como piloto de avi\u00e3o: se souber decolar e aterrissar, o resto vai bem.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Dizia o senador Dinarte Mariz, do Rio Grande do Norte<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MEM\u00d3RIA VIVA | Dinarte Mariz (1980)\" width=\"720\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0QDAiswhrag?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Crime livre<\/strong><\/p>\n<p>Flagrados por c\u00e2mera vandalizando em placas de sinaliza\u00e7\u00e3o da cidade precisam receber o castigo certo. Limpar a sujeira que fizeram. O que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 essa complac\u00eancia com o crime. O DER recuperou mais de 300 placas. Vamos acompanhar quanto tempo v\u00e3o durar limpas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18313\" aria-describedby=\"caption-attachment-18313\" style=\"width: 545px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18313\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/TOTENS.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/TOTENS.jpg 726w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/TOTENS-300x196.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/TOTENS-550x360.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/TOTENS-230x150.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18313\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Paulo H. Carvalho\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Covardia<\/strong><\/p>\n<p>Em discuss\u00e3o pelo Facebook, a mo\u00e7a repetia o script de que era dona do pr\u00f3prio corpo e faria aborto na hora em que quisesse. Ao replicar que o corpo abortado n\u00e3o era dela, a briga esquentou tanto com os coment\u00e1rios feitos com a abortista que o interlocutor saiu-se com essa: Voc\u00ea parece corajosa para lutar pelos seus direitos. Pena que seja \u00e0s custas de um ser humano indefeso, sem armas e que n\u00e3o est\u00e1 pronto para correr do seu ataque.<\/p>\n<figure id=\"attachment_11726\" aria-describedby=\"caption-attachment-11726\" style=\"width: 545px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-11726\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1.jpeg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1-300x200.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1-350x233.jpeg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1-550x367.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/WhatsApp-Image-2018-08-05-at-21.28.39-1-230x153.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11726\" class=\"wp-caption-text\">Esta escultura \u00e9 obra do artista tcheco Martin Hud\u00e1\u010dek e se chama &#8220;Memorial a Crian\u00e7a N\u00e3o Nascida&#8221;. A crian\u00e7a perdoa a m\u00e3e pelo crime do aborto. A m\u00e3e \u00e9 m\u00e1rmore: o peso e a dor do arrependimento. A crian\u00e7a \u00e9 transl\u00facida: como o perd\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pense<\/strong><\/p>\n<p>As \u00faltimas consequ\u00eancias podem ser fatais. \u201cImpressionaram-me particularmente as proje\u00e7\u00f5es do analista Andr\u00e9s Cardenal \u2013 n\u00e3o sei se \u00e9 doutor, mestre ou especialista &#8211; seguido por onze mil investidores ao redor do mundo. Do seu portf\u00f3lio consta que, em 2020, ano da pandemia, ele bateu o mercado por 5 a 1, em acerto nas proje\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, dispon\u00edveis somente no Data Driven Investors, para assinantes da newsletter digital.\u201d Leia, a seguir, a \u00edntegra do artigo do professor Ayl\u00ea-Salassi\u00e9 F. Quint\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16735\" aria-describedby=\"caption-attachment-16735\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16735\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/ayle.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/ayle.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/06\/ayle-199x300.jpg 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16735\" class=\"wp-caption-text\">Foto: camara.leg<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>&#8211;&gt;\u00a0<strong>As \u00faltimas consequ\u00eancias podem ser fatais.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Ayl\u00ea-Salassi\u00e9 F. Quint\u00e3o*<\/em><\/p>\n<p><em>O futuro nem chegou e o governo, com milhares de famintos batendo \u00e0s suas portas e os estados e munic\u00edpios quase insolventes,\u00a0 j\u00e1 anuncia que est\u00e1 quebrado .\u00a0 N\u00e3o estamos s\u00f3s&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Viciado em opini\u00f5es e leituras acad\u00eamicas, qual n\u00e3o foi minha surpresa recente,\u00a0 ao consultar, por curiosidade, um grupo de analistas de mercado da\u00a0Seeking Alfa (Nova York)\u00a0, e deparar com gente altamente antenada\u00a0 na realidade conjuntural global e que se encaixa perfeitamente na realidade brasileira atual.<\/em><\/p>\n<p><em>Impressionaram-me particularmente as proje\u00e7\u00f5es do analista Andr\u00e9s Cardenal \u2013 n\u00e3o sei se \u00e9 doutor, mestre ou especialista &#8211; seguido por onze mil investidores ao redor do mundo . Do seu portif\u00f3lio consta que, em 2020, ano da pandemia, ele bateu o mercado por 5 \u00a0a 1, em acerto nas proje\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, dispon\u00edveis somente no\u00a0Data Driven Investors,\u00a0para assinantes da\u00a0newsletter\u00a0digital.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0Cardenal f<\/em><em>ala agora dos efeitos do Covid. Sugere\u00a0<\/em><em>uma revis\u00e3o do cen\u00e1rio de investimentos para este ano (edi\u00e7\u00e3o de 2020, 07.01.2021) . Pontua que\u00a0<\/em><em>as medidas restritivas dos governos no ano passado afetaram importantes segmentos da economia global, apontando para uma recess\u00e3o. Lembra que as iniciativassem precedentes\u00a0 dos governos e dos bancos centrais tentando mitigar a crise n\u00e3o impactou diretamente, mas resvalou nas grandes corpora\u00e7\u00f5es, no mercado imobili\u00e1rio e no financeiro.<\/em><\/p>\n<p><em>Pior, gerou uma desconex\u00e3o com as economias saud\u00e1veis, que elevaram em 20%, U$14 trilh\u00f5es, o suprimento de dinheiro no mercado. Com isso o d\u00e9ficit fiscal global, dos governos, cresceu para 13%\u00a0do PIB, conforme vem mostra o FMI.<\/em><\/p>\n<p><em>Surgido subitamente o Covid, que\u00a0 infectou, at\u00e9 agora, 80 milh\u00f5es de pessoas no mundo, com 1,8 milh\u00e3o de mortes, vem se mostrando como um\u00a0 dilema para os governos\u00a0\u00a0\u00a0 do mundo que , em 2020, teve de optar entre a sa\u00fade p\u00fablica ou a economia, levando \u00e0 maior contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em 75 anos. Os incentivos financeiros e a liberdade de expans\u00e3o do d\u00e9ficit p\u00fablico produziu efeitos ef\u00eameros e, ao contr\u00e1rio do que se esperava, desencadeou\u00a0 uma press\u00e3o\u00a0 sobre os custos e uma acumula\u00e7\u00e3o espantosa de d\u00e9bitos.<\/em><em>\u00a0Os gastos de governo suavizaram o golpe para as empresas e fam\u00edlias e at\u00e9 deram uma ilus\u00e3o de riqueza e prosperidade para quem opera no mercado de capitais.<\/em><\/p>\n<p><em>Contudo, embora ainda pouco claro, nos anos vindouros a sociedade poder\u00e1 vir a ser v\u00edtima das consequencias danosas de algumas dessas iniciativas atenuantes do presente. As correntes economicistas e, sobretudo, as pol\u00edticas, que defendem essa expans\u00e3o artificial\u00a0 da base monet\u00e1ria como um\u00a0empr\u00e9stimo para o futuro,\u00a0poder\u00e3o ter dificuldades de encontrar uma sa\u00edda justa e democr\u00e1tica para o aumento r\u00e1pido e desastroso do n\u00edvel de endividamento, dos pre\u00e7os abusivamente distorcidos\u00a0 e o redirecionamento\u00a0 do capital para usos improdutivos.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 um vis\u00edvel agravamento da<\/em><em> degrada\u00e7\u00e3o das moedas fiduci\u00e1rias &#8211;\u00a0 <\/em><em>t\u00edtulos n\u00e3o-convers\u00edveis, sem lastro material, emitidos com base na confian\u00e7a entre as pessoas: uma ordem de pagamento, t\u00edtulos de cr\u00e9dito, dinheiro de papel, entre outros,<\/em><em> alimentando o descr\u00e9dito social e nos neg\u00f3cios. Criam infla\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos ativos, exarcebando a\u00a0 <\/em><em>desigualdade e as tens\u00f5es sociais. N\u00e3o se deve esquecer a iniciativa dos \u201cfiscais do Sarney\u201d: Basta um grito na multid\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><em>Um governo s\u00e9rio preparar-se-ia para quando esse carnaval se esgotar\u00a0 , e n\u00e3o ignoraria as proje\u00e7\u00f5es do planejamento das pol\u00edticas p\u00fablicas. Analistas, como Cardenal enfatizam a necessidade de se enxergar aquilo que n\u00e3o se v\u00ea em tudo que se v\u00ea (Bastiat,&#8230;) . Pequenas coisas, atos impulsivos, casu\u00edsticos, voltados para administrar quest\u00f5es temporarias e espec\u00edficas, tendem a produzir efeitos imprevistos. Qualquer iniciativa pontual precisa ter seus efeitos futuros projetados e avaliados: consequ\u00eancias imediatas podem ser favoraveis, mas as \u00faltimas podem ser fatais para as economias, para os governos e at\u00e9 para os regimes pol\u00edticos. U<\/em><em>m pequeno bem no presente poder\u00e1 ser seguido por uma catastr\u00f3fica mudan\u00e7a no por vir.<\/em><\/p>\n<p><em>Olhando para 2020, parece que por aqui n\u00e3o houve, nem tem havido, preocupa\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas de efeitos futuro. O d\u00e9ficit de U$ 260 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento e a\u00a0 d\u00edvida de U$ 500 bilh\u00f5es dos estados, inadimplentes, vai sendo deglutido irresponsavelmente\u00a0 por todos. Geram-se\u00a0 moedas e facilita-se endividamentos como se fossem algo corrigueiro. Ignoram-se os\u00a0 riscos significantes pela frente.<\/em><em> Lamentavelmente, vis\u00f5es levianas tem sido a resposta a todo e qualquer ind\u00edcio de estresse econ\u00f4mico e financeiro. A escolha mais popular tem sido a op\u00e7\u00e3o para os economistas gestores das pol\u00edticas p\u00fablicas.\u00a0 Quando n\u00e3o d\u00e3o certo, defendem-se dizendo comodamente que a\u00a0 \u201ccrise teria sido pior sem nossas a\u00e7\u00f5es\u201d. \u00c9 a\u00ed que os acad\u00eamicos entram, enfim, em campo.<\/em><\/p>\n<pre><em><span lang=\"PT\">*Jornalista e professor<\/span><\/em><\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Parab\u00e9ns<\/strong><\/p>\n<p>Professor Bohmil Med lembra que hoje \u00e9 Dia dos Compositores. Tanto faz, nas teclas do piano ou do computador. Usando notas musicais ou produzindo notas informativas. Not\u00edcias fort\u00edssimas ou em pian\u00edssimo. Com vida acelerada, desacelerada sempre com rubatos entre elas. Uma coisa \u00e9 certa: tanto a not\u00edcia quanto a m\u00fasica precisam ser boas, ou para ter o reconhecimento do p\u00fablico, ou para gerar a satisfa\u00e7\u00e3o ao criador.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18312 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/Compositor.jpg\" alt=\"\" width=\"439\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/Compositor.jpg 439w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/Compositor-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/Compositor-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/01\/Compositor-230x230.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 439px) 100vw, 439px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 triste a gente ver tanto apartamento vago, com seu propriet\u00e1rio no Rio, enquanto o Hospital Distrital se ressente de enfermeiros de categoria por falta de habita\u00e7\u00e3o. Funcion\u00e1rios est\u00e3o no Rio, prontos para embarcar, muitos j\u00e1 venderam seus m\u00f3veis e pertences, e n\u00e3o podem viajar por falta de moradia. Tudo isto \u00e9 assunto para revis\u00e3o.\u00a0<strong>(Publicado em 24\/01\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Dar um novo significado ao papel desempenhado pelos bancos, na economia e na vida dos cidad\u00e3os em geral, n\u00e3o apenas as institui\u00e7\u00f5es pertencentes ao Estado, mas, de forma ampla, parecem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":18314,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2620,2619,2338,2339,2623,114,2340,2624,2622,2621],"class_list":["post-18310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-atendimento","tag-bancosnobrasil","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-cliente","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-mauatendimento","tag-servicosnobrasil","tag-telemarketing"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18310"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18316,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18310\/revisions\/18316"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}