{"id":19628,"date":"2021-07-18T01:00:45","date_gmt":"2021-07-18T04:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=19628"},"modified":"2021-07-18T12:25:20","modified_gmt":"2021-07-18T15:25:20","slug":"o-peso-da-utilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-peso-da-utilidade\/","title":{"rendered":"O peso da utilidade"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19631\" aria-describedby=\"caption-attachment-19631\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19631\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/alaro.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/alaro.jpg 697w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/alaro-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/alaro-550x309.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/alaro-230x129.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19631\" class=\"wp-caption-text\">Foto: \u00c1lvaro Laforet<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos justos o que \u00e9 de justi\u00e7a. Pelo menos \u00e9 o que ainda teimam em acreditar aqueles que sempre tiveram a \u00e9tica como norte. Mas, como os tempos s\u00e3o outros, outros costumes tamb\u00e9m se estabeleceram, vindos, como uma esp\u00e9cie de invas\u00e3o b\u00e1rbara, n\u00e3o se sabem bem de onde. Com essas novas hordas tamb\u00e9m vieram novos sentidos e interpreta\u00e7\u00f5es para as leis, transformando-as todas em letras a servi\u00e7o daqueles que, pelo poder da for\u00e7a e da posi\u00e7\u00e3o, podem, inclusive, feri-la de morte sem receio algum.<br \/>\nMuitos brasileiros j\u00e1 est\u00e3o certos de que dobramos o Cabo da Impunidade e da injusti\u00e7a, donde parece n\u00e3o haver mais regresso. A pandemia deixou patente para todos que, aqueles que mais mereciam ter o amparo do Estado, justamente por estarem nos postos avan\u00e7ados de combate \u00e0 doen\u00e7a, foram os que menos receberam a ajuda devida. Erram aqueles que creem que a popula\u00e7\u00e3o aceita, conformada, essas distor\u00e7\u00f5es que fazem com que as elites do Estado possam, l\u00e1 na long\u00ednqua retaguarda confort\u00e1vel e protegida de seus lares, receber toda a prote\u00e7\u00e3o e cobertura m\u00e9dica de ponta.<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o poucos os que entendem que os reais merecedores de toda a prote\u00e7\u00e3o m\u00e9dica por parte do Estado deveriam ser aqueles que sempre arriscam a pr\u00f3pria vida para assegurar a seguran\u00e7a de outros. At\u00e9 por uma quest\u00e3o de reconhecimento e humanidade, os maiores beneficiados por planos de sa\u00fade de ponta, custeados pela Uni\u00e3o, deveriam ser m\u00e9dicos,\u00a0 param\u00e9dicos, enfermeiros, padioleiros, motoristas de ambul\u00e2ncias e, sobretudo, os servidores do Corpo de Bombeiros, que, durante todo o per\u00edodo da pandemia, cortavam a cidade de um extremo ao outro socorrendo os necessitados, na sua grande maioria, pessoas de baixa renda, que, nas horas de dificuldade, s\u00f3 podem contar com esse apoio.<br \/>\nA esses servidores, que trabalham na beira do abismo, sem prote\u00e7\u00e3o e em troca de sal\u00e1rios que, todos sabem, irris\u00f3rios, deveriam caber prote\u00e7\u00e3o e o escudo do Estado, para que, ao menos, sigam vivos e dispostos em suas tarefas de salvar outras vidas.<br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o \u00e9 o que se v\u00ea at\u00e9 aqui. Os n\u00fameros ainda s\u00e3o incertos e continuam a aumentar, mas dados coletados, apenas no ano de 2020, d\u00e3o conta de que quase 6 mil profissionais de sa\u00fade morreram, vitimados pela Covid-19, numa m\u00e9dia de uma morte a cada 19 horas. Os casos de mortes desses trabalhadores aumentaram 26% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, quando ainda n\u00e3o havia ocorr\u00eancia dessa virose. Em 2021 n\u00e3o tem sido diferente, e segue em alta.<br \/>\nSe, at\u00e9 o final do ano, continuarmos nesse ritmo, o n\u00famero de mortos desses servidores deve saltar para quase 8 mil. Isso \u00e9 o que apontam os n\u00fameros da Arpen-Brasil. As maiores baixas foram registradas em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Paran\u00e1. Dos profissionais de sa\u00fade mortos durante a pandemia at\u00e9 aqui, o pessoal de enfermagem ocupa o maior n\u00famero, com mais de 2 mil mortes.<br \/>\nMais do que simples estat\u00edsticas, dispostas em gr\u00e1ficos matem\u00e1ticos, a perda desses trabalhadores representa uma brecha enorme, por onde a virose certamente ir\u00e1 penetrar para infectar e matar mais pessoas. Fossem colocados numa balan\u00e7a do tipo \u201cutilidade para vida\u201d, comparados vis a vis com a elite do Estado, digamos, um pol\u00edtico ou alto magistrado ou outro da mesma esp\u00e9cie, quem voc\u00eas acreditariam que possuiria maior peso nesse quesito? N\u00e3o precisam responder. Essa \u00e9 apenas uma quest\u00e3o a explicar porque se deveria dar aos justos o que \u00e9 de justi\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA escala da maldade de um homem n\u00e3o deve ser medida inteiramente por suas consequ\u00eancias pr\u00e1ticas. Os homens cometem o mal dentro do escopo dispon\u00edvel para eles.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Theodore Dalrymple, Our Culture, o que resta dela: os mandarins e as massas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_19632\" aria-describedby=\"caption-attachment-19632\" style=\"width: 542px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19632\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/m\u00e9d.jpg\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/m\u00e9d.jpg 544w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/m\u00e9d-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/m\u00e9d-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19632\" class=\"wp-caption-text\">Theodore Dalrymple. Foto: PovertyCure\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Excelente<\/strong><br \/>\nImpressionante a efici\u00eancia do aplicativo Moovit. Agora, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar os hor\u00e1rios dos transportes p\u00fablicos por todo o DF e regi\u00e3o do entorno.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"TDWC 2020 | Entrevista com Pedro Palhares, gerente geral da Moovit Brasil\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Qv_msXTND5M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Humor<\/strong><br \/>\nNo Coro Sinf\u00f4nico da UnB, a regra era a seguinte: faltas justificadas contariam como presen\u00e7a. At\u00e9 que um esp\u00edrito de porco deixou um bilhetinho na mesa da Secretaria. \u201cNa semana que vem, estarei com amigdalite.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_19635\" aria-describedby=\"caption-attachment-19635\" style=\"width: 544px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19635\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/coro.jpg\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/coro.jpg 665w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/coro-300x190.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/coro-550x348.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/coro-230x146.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19635\" class=\"wp-caption-text\">Coro sinf\u00f4nico da UnB. Foto: correiobraziliense.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cores<\/strong><br \/>\nRaimundo Neto nos envia uma foto bem candanga com a frase: s\u00f3 em Bras\u00edlia o verde se encontra com o roxo e o azul. Veja a seguir.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19634 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/ipe.jpg\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/ipe.jpg 349w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/ipe-169x300.jpg 169w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/07\/ipe-230x407.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vale ver<\/strong><br \/>\nFuturos radicais: liberdade para transformar. Como novas tecnologias podem contribuir para democracias mais saud\u00e1veis e eficazes? A Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica acompanha as novidades no mundo para o uso da tecnologia na comunica\u00e7\u00e3o, na integra\u00e7\u00e3o e na coopera\u00e7\u00e3o. O webn\u00e1rio ainda est\u00e1 dispon\u00edvel no Youtube. Muito interessante.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4bIW4jAMS2c<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nOs cart\u00f3rios estavam cobrando 2.500 cruzeiros por servi\u00e7os em desobedi\u00eancia \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 agora respeitada de acordo com a portaria do vice-presidente do Tribunal de Justi\u00e7a do DF.\u00a0<strong>(Publicado em 04.02.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Aos justos o que \u00e9 de justi\u00e7a. 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