{"id":19781,"date":"2021-08-15T01:00:53","date_gmt":"2021-08-15T04:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=19781"},"modified":"2021-08-15T23:17:53","modified_gmt":"2021-08-16T02:17:53","slug":"brasil-e-o-mundo-perante-a-ameaca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/brasil-e-o-mundo-perante-a-ameaca-climatica\/","title":{"rendered":"Brasil e o mundo perante a amea\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19784\" aria-describedby=\"caption-attachment-19784\" style=\"width: 674px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19784\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim.jpg\" alt=\"\" width=\"674\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim.jpg 803w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim-300x168.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim-768x429.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim-800x447.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim-550x308.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/aquecim-230x129.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19784\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Sean Gallup\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamanho \u00e9 destino. Pelo menos \u00e9 o que sempre dizia o fil\u00f3sofo de Mondubim. Em se tratando de uma quest\u00e3o t\u00e3o vital e urgente aos seres humanos, como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a continentalidade do Brasil e o fato de esse territ\u00f3rio enorme concentrar a maior floresta tropical do planeta, por onde corre tamb\u00e9m o mais volumoso e precioso curso d\u2019\u00e1gua doce do mundo, confere, ao nosso pa\u00eds, independentemente daqueles que pensam o contr\u00e1rio, incluindo aqui o atual governo, e aos brasileiros, uma imensa responsabilidade no combate ao efeito estufa, respons\u00e1vel pelo aquecimento acentuado da Terra.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 como fugir ou fingir que esse \u00e9 um problema que compete exclusivamente aos pa\u00edses desenvolvidos e que tradicionalmente sempre emitiram gases como o CO2 (di\u00f3xido de carbono) e o CH4 (metano), respons\u00e1veis pelos efeitos danosos do aquecimento desenfreado da atmosfera planet\u00e1ria nos \u00faltimos dois s\u00e9culos. Trata-se de um problema de escala global e, como tal, sua solu\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 advir com a colabora\u00e7\u00e3o conjunta de cada um dos habitantes do mundo.<br \/>\nO Brasil, nesse contexto, tamb\u00e9m tem contribu\u00eddo significativamente com emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, quer pelas ind\u00fastrias que possui em atividade, quer pelo desmatamento intenso, que prossegue em ritmo crescente h\u00e1 d\u00e9cadas, quer pela queima de grandes volumes de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Queimadas nas regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia, no Pantanal e nas \u00e1reas de cerrado, mais do que um problema local, t\u00eam sido apontadas por cientistas de todo o mundo como um dos principais gargalos a ser contido, caso a humanidade deseje mesmo evitar o pior.<br \/>\nA import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas nacionais \u00e9 fundamental n\u00e3o s\u00f3 para o pa\u00eds, mas para o mundo, alertam os ambientalistas. Vivemos neste s\u00e9culo 21 o que seria o maior desafio j\u00e1 enfrentado pelos seres humanos em toda a sua exist\u00eancia.<br \/>\nApesar dos poucos dados coletados internamente nos \u00faltimos 100 anos, mapas de temperatura elaborados aqui e em outras partes do mundo mostram o dr\u00e1stico aumento de temperatura verificado em nosso continente entre os anos 1880 e 1980. S\u00f3 n\u00e3o veem os efeitos desse aquecimento, que pode levar \u00e0 nossa extin\u00e7\u00e3o como esp\u00e9cie, aqueles que, por alguns motivos pouco nobres ou materiais, n\u00e3o querem enxergar.<br \/>\nA lista de cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas aumenta a cada ano. Aqui mesmo temos visto as secas do Pantanal, a seca dos rios Paraguai e Vermelho. Alertas emitidos pelo Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) mostram que os rios brasileiros v\u00eam registrando, ano ap\u00f3s ano, os menores volumes de \u00e1gua dos \u00faltimos 91 anos. As secas repetidas na bacia do Rio Paran\u00e1 v\u00eam se acentuando a um ponto cr\u00edtico, amea\u00e7ando as regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste.<br \/>\nNos pr\u00f3ximos anos, os apag\u00f5es el\u00e9tricos, os rod\u00edzios e mesmo a falta de \u00e1gua ser\u00e3o realidades cada vez mais presentes. Tamb\u00e9m a Bacia do Rio Parana\u00edba e do Rio Grande est\u00e3o com baixas hist\u00f3ricas em seus volumes de \u00e1gua, apontando para um per\u00edodo de grande escassez para os humanos e para a gera\u00e7\u00e3o de energia. A quest\u00e3o aqui \u00e9 saber por que situa\u00e7\u00f5es como essas v\u00eam se repetindo com cada vez mais frequ\u00eancia e mais intensidade.<br \/>\nO que estaria por tr\u00e1s desses fen\u00f4menos? Para um bom observador, o \u00f3bvio \u00e9 ululante e n\u00e3o carece de mais explica\u00e7\u00f5es. Est\u00e1 tudo a\u00ed. \u00c9 preciso destacar que apenas 6,5 % dos brasileiros recebem, em suas casas, \u00e1gua de boa qualidade para o consumo. At\u00e9 mesmo a antiga capital do pa\u00eds, Rio de Janeiro, sofre com a p\u00e9ssima qualidade da \u00e1gua distribu\u00edda aos habitantes. Esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua, como a do Rio Guandu, mais se assemelham a esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto, tal o mau cheiro, a cor e o aspecto geral das \u00e1guas naquele local.<br \/>\nAqui no Centro-Oeste, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 melhor, e piora com o passar do tempo. O desmatamento acentuado, motivado pela intensifica\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, praticado em grandes latif\u00fandios de monocultura, h\u00e1 muito deixou de ser uma amea\u00e7a ao delicado equil\u00edbrio do bioma cerrado e j\u00e1 se constitui numa realidade a dizimar, sem piedade, boa parte do ecossistema local, tornando grandes extens\u00f5es de terra em solo \u00e1rido e des\u00e9rtico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cO que digo sobre o aquecimento global \u00e9 que o que n\u00f3s tomamos como garantido pode n\u00e3o estar aqui para os nossos filhos.\u201d<\/em><br \/>\nAl Gore<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cidad\u00e3o Global 2021 - Melhores momentos, com Al Gore\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PgNscaFYel8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Insustent\u00e1vel<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 passando do controle o n\u00famero de capivaras no DF. No Setor de Mans\u00f5es do Lago Norte, onde o acesso ao lago \u00e9 permitido por lei, os bichos invadem o gramado, espalham carrapato, deixam um rastro de excrementos e colocam em risco a vida de pequenos animais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-19785 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/cap.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/cap.jpg 585w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/cap-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/cap-550x412.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/cap-230x172.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bem comum<\/strong><br \/>\nEm qualquer regi\u00e3o administrativa, \u00e9 poss\u00edvel atestar o descaso de moradores com a \u00e1rea p\u00fablica. Invadem sem cerim\u00f4nia e n\u00e3o questionam esse direito. A consequ\u00eancia \u00e9 o perigo para motoristas, que perdem a vis\u00e3o da pista para acess\u00e1-la e, principalmente, dos pedestres, que se arriscam precisando descer para o asfalto por falta de cal\u00e7ada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19786 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"406\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/1.jpg 406w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/1-230x300.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19787 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/2.jpg 582w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/2-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/2-550x413.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/2-230x173.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nNingu\u00e9m, no momento, quis entender isto, e como o dr. J\u00e2nio tinha mandado construir, fecharam-se os olhos e ouvidos, e m\u00e3os \u00e0s obras. Ocorre que a obra j\u00e1 foi come\u00e7ada, e s\u00f3 agora veio o bom senso. <strong>(Publicada em 07\/02\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Tamanho \u00e9 destino. Pelo menos \u00e9 o que sempre dizia o fil\u00f3sofo de Mondubim. 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