{"id":20391,"date":"2021-12-01T05:57:11","date_gmt":"2021-12-01T08:57:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=20391"},"modified":"2021-12-01T05:57:11","modified_gmt":"2021-12-01T08:57:11","slug":"escolas-cidade-e-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/escolas-cidade-e-pandemia\/","title":{"rendered":"Escolas, cidade e pandemia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_15679\" aria-describedby=\"caption-attachment-15679\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15679\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/01\/escolas-df-1024x683-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15679\" class=\"wp-caption-text\">Foto: jovempan.com<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por certo, de todos os efeitos delet\u00e9rios \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental dos indiv\u00edduos, trazidos pela pandemia, nenhum outro \u00e9 mais nocivo ao corpo e \u00e0 mente do que o isolamento social, imposto pelas autoridades de governo, principalmente nos centros urbanos, onde o processo de intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas \u00e9 fator fundamental para a exist\u00eancia da pr\u00f3pria cidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A quest\u00e3o contradit\u00f3ria est\u00e1 em como fazer para que as cidades funcionem sem o protagonismo daqueles que s\u00e3o os respons\u00e1veis diretos por seu dinamismo. De fato, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a movimenta\u00e7\u00e3o de toda a engrenagem de uma cidade, sem suas pe\u00e7as principais, representadas pelas pessoas e, n\u00e3o o m\u00ednimo de racionalidade em ter toda uma infraestrutura e mec\u00e2nica de uma cidade, sem aqueles a quem se destina todo esse esfor\u00e7o. Pelo jeito, estamos na trilha certa, para tornamos nossas cidades em lugares fantasmas, tomadas pelo p\u00f3 denso da decad\u00eancia, num processo que, depois de iniciado, ser\u00e1 dif\u00edcil deter. Ao contr\u00e1rio do que muitos imaginam, as cidades n\u00e3o adormecem, n\u00e3o fecham para balan\u00e7o e n\u00e3o tiram f\u00e9rias. Para as cidades n\u00e3o vale a c\u00e9lebre express\u00e3o \u201ceppur si muove\u201d , provavelmente dita em 1633 por Galilei Galilei, perante o tribunal da Inquisi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o mecanismo urbano \u00e9 operado diuturnamente pelo g\u00eanero humano. A autonomia dada aos habitantes dos centros urbanos, n\u00e3o vale em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dito isso, fica mais f\u00e1cil entender que o pr\u00f3prio futuro de nossas cidades e de toda a vida social, \u00e9 dependente direto e perp\u00e9tuo do lento processo de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de seus habitantes. Em outras palavras, \u00e9 preciso formar, sempre e cada vez mais, pessoas aptas a conduzir as cidades, sob pena de termos que abandon\u00e1-las, amea\u00e7ados pelo eventual caos, que representaria para todos n\u00f3s, deix\u00e1-las administradas por m\u00e3os inabilitadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Nesse ponto \u00e9 preciso entender que a pandemia, muito antes de representar um fator de perigo para cada um de n\u00f3s, representa uma amea\u00e7a ainda maior para nosso habitat, tornando, inclusive, nossos centros urbanos em uma amea\u00e7a \u00e0 nossa integridade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As contradi\u00e7\u00f5es, em tempos de pandemia, se acumulam. N\u00e3o h\u00e1 como ficar na pretensa seguran\u00e7a do lar, deixando \u00e0 cidade entregue as for\u00e7as naturais da in\u00e9rcia. T\u00e3o ou mais importante que n\u00e3o deixar as engrenagens das cidades pararem, colocando a m\u00e3o na massa, como fazem, por exemplo, m\u00e9dicos, trabalhadores da limpeza, da seguran\u00e7a e outros, \u00e9 manter, de forma ininterrupta, sobretudo os mais jovens, nas escolas, em salas de aula, num intenso trabalho de prepara\u00e7\u00e3o intelectual para uma futura substitui\u00e7\u00e3o dos mais velhos no controle de nossa vida coletiva e urbana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Salvar as cidades da pandemia, \u00e9 salvar seus habitantes. A possibilidade de uma nova onda, que se anuncia com essa nova variante do corona v\u00edrus, denominada de \u00d4nicrom, quando ainda muitas de nossas cidades nem tiveram tempo de se recuperar de um primeiro surto, deixa ainda mais incertezas e aponta para a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o redobrada de nossas cidades.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00c9 sabido, por muitos povos, que a cidade \u00e9 a extens\u00e3o natural de nossas casas. Portanto est\u00e1 dentro dos limites do que seria o nosso territ\u00f3rio de viv\u00eancia. Fechar as cidades, deixando-a entregues \u00e0 pr\u00f3pria sorte, como tem acontecido em outras partes do pa\u00eds e do mundo, \u00e9 apostar na nossa ru\u00edna.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por isso, preservar os mais jovens significa, antes de tudo, dar-lhes os instrumentos necess\u00e1rios, atrav\u00e9s do ensino continuado, para que possam mais do que sobreviver, encontrar a plenitude da vida em ambientes saud\u00e1veis e seguros. Somente a escola e o ensino de qualidade podem garantir, nesse momento de expectativas e receios, um porto seguro para as futuras gera\u00e7\u00f5es. \u00c9 no ambiente escolar que est\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 todas as respostas para a supera\u00e7\u00e3o desse momento de afli\u00e7\u00e3o, como para continuidade de nossas cidades e o prosseguimento de nossa pr\u00f3pria esp\u00e9cie.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">A frase que foi pronunciada:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cDuas pessoas encurtam a estrada.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ditado irland\u00eas<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Muito estranho<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Desde que criaram a faixa central no Eix\u00e3o, sabe-se que serve para emerg\u00eancias. Ter uma carreta autorizada pelo Detran para emitir frases e se postar na faixa de emerg\u00eancia \u00e9 uma cena inacredit\u00e1vel. T\u00edpico de quem n\u00e3o conhece a cidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Observat\u00f3rio<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Devair Sebasti\u00e3o Nunes, analista de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o do Prodasen, foi o respons\u00e1vel por elaborar o material do lan\u00e7amento do Observat\u00f3rio de Equidade no Legislativo. Com dados em m\u00e3os, ele afirmou que \u201cperto dos homens brancos, uma mulher negra ter\u00e1 muito mais dificuldades para obter uma cadeira no parlamento.\u201d Parece que h\u00e1 problemas com o g\u00eanero. Competente como \u00e9, a senadora Simone Tebet que o diga. \u00c9 um sim e dois n\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Acesso<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Por falar em Observat\u00f3rio da Equidade, os m\u00e9ritos v\u00e3o para a diretora geral do Senado, Ilana Trombka que trabalha com o tema desde 2015, e agora consolida essa pol\u00edtica organizacional que poder\u00e1 ser consultada pela popula\u00e7\u00e3o brasileira na p\u00e1gina do Senado Federal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cO presidente Jo\u00e3o Goulart mandou dar cinco parcelas do dinheiro que est\u00e1 sendo gasto com alguma coisa ou com tudo, menos com as obras. (Publicada em 15\/02\/1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por certo, de todos os efeitos delet\u00e9rios \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental dos indiv\u00edduos, trazidos pela pandemia, nenhum outro \u00e9 mais nocivo ao corpo e \u00e0 mente do que o isolamento social, imposto pelas autoridades de governo, principalmente nos centros urbanos, onde o processo de intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas \u00e9 fator fundamental para a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20391","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20391"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20391\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20393,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20391\/revisions\/20393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}