{"id":20424,"date":"2021-12-17T04:42:29","date_gmt":"2021-12-17T07:42:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=20424"},"modified":"2021-12-16T17:42:15","modified_gmt":"2021-12-16T20:42:15","slug":"o-grande-circo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-grande-circo-brasil\/","title":{"rendered":"O grande circo Brasil"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Das opera\u00e7\u00f5es do intelecto capazes de definir e distinguir o falso do verdadeiro, a l\u00f3gica \u00e9, seguramente a mais importante das fun\u00e7\u00f5es humanas . Mesmo assim, essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o pouco ou nada usada quando o assunto \u00e9 pol\u00edtica nacional na condu\u00e7\u00e3o do Estado. \u00c9 nesse ponto que reside a nossa grande diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos demais pa\u00edses do mundo civilizado.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica se liga \u00e0 verdade, quando demonstra satisfazer as duras exig\u00eancias da \u00e9tica humana. A falta de l\u00f3gica em nosso modelo pol\u00edtico de gest\u00e3o do Estado, demonstra que n\u00e3o h\u00e1 verdade naquilo que \u00e9 feito. Com isso fica a premissa de que nosso Estado \u00e9 uma entidade falsa. O que se tem \u00e9 uma fachada c\u00eanica. Por detr\u00e1s movem-se os eleitos pol\u00edticos, numa encena\u00e7\u00e3o mambembe, que se repete a cada temporada do Grande Teatro Brasil , de quatro em quatro anos.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, nada no mundo da pol\u00edtica nacional parece fazer sentido para o cidad\u00e3o de bem desse pa\u00eds. Entre n\u00f3s, n\u00e3o h\u00e1 regras ou scripts que n\u00e3o possam ser mudados e adaptadas para que nela se encaixem todos os desejos e vontades do elenco formado por nossa classe dirigente. Fica imposs\u00edvel saber at\u00e9 em que terreno estamos pisando.<\/p>\n<p>O que existe, de fato, s\u00e3o dois mundos d\u00edspares. Um no palco e outro na plateia . Um formando pelos dirigentes do Estado, incluindo a\u00ed os pr\u00f3ceres dos 3 Poderes. Outro mundo, totalmente diferente e at\u00e9 distante, \u00e9 aquele formado por milh\u00f5es de cidad\u00e3os, que fazem o poss\u00edvel para conduzirem suas vidas o mais distante poss\u00edvel de tudo o que Estado possa representar. N\u00e3o h\u00e1 liga\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre esses dois mundos. Diante de uma constata\u00e7\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sica como essa. Fica at\u00e9 dif\u00edcil saber por onde come\u00e7ar para p\u00f4r um fim \u00e0 essa pantomima que transforma nossas vidas numa trag\u00e9dia sem fim.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos, \u00e0 guisa de imagina\u00e7\u00e3o, come\u00e7ar por substituir as elei\u00e7\u00f5es de 22, por um referendo popular, que reunisse sugest\u00f5es para acabar, de vez, com o atual modelo pol\u00edtico vigente, reduzindo o Estado, enxugando a m\u00e1quina p\u00fablica, extinguindo privil\u00e9gios de toda a ordem, cortando benef\u00edcios sup\u00e9rfluos, interrompendo fundos partid\u00e1rios e eleitorais, pondo um fim na ciranda eterna da impunidade, nivelando nosso modelo de Estado com outros do mundo desenvolvido e dando, quem sabe, um passo decisivo para adentrarmos, de fato no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Ou \u00e9 isso ou \u00e9 nada. As elei\u00e7\u00f5es vindouras, a permitir a repeti\u00e7\u00e3o desse falso modelo de Estado que ai temos, em nada resultar\u00e1 de produtiva ou l\u00f3gica. Sem a possibilidade de um amplo plebiscito que remova o velho Estado e inaugure o Estado da l\u00f3gica, fundado na verdade e na \u00e9tica, as elei\u00e7\u00f5es apenas servir\u00e3o para renovar alguns poucos quadros desse elenco de embusteiros, sendo que o essencial ficar\u00e1 imut\u00e1vel. Muito mais importantes do que as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es \u00e9 a mudan\u00e7a de modelo, capaz de varrer para longe esses seres do nosso leviat\u00e3 moderno.<\/p>\n<p>Pelo que se afigura na linha do horizonte, onde pesadas nuvens de fuligem se agigantam, escalando o c\u00e9u, nada de promissor , sa\u00eddos das urnas , vir\u00e1 ao nosso encontro. Ou usamos da l\u00f3gica para encontrara verdade que queremos , ou vamos para mais um quadri\u00eanio com uma nova temporada do Grande Circo de horrores Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 cercear o direito de informa\u00e7\u00e3o do eleitor e abrir espa\u00e7o para fake news. Uma vez que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel divulgar pesquisa na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o por um ve\u00edculo oficial de uma forma regulamentada como prev\u00ea a lei, abre-se espa\u00e7o para circula\u00e7\u00e3o de supostas pesquisas nos grupos sociais, nas redes sociais e grupos de WhatsApp, gerando espa\u00e7o a\u00ed para fake news\u201d.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia Cavallari, CEO da Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria (Ipec).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Representante<\/p>\n<p>Existe uma regra dentro do Congresso que faz com que os pol\u00edticos que se preocupam com quest\u00f5es como a \u00e9tica p\u00fablica, gastos exorbitantes do Estado , corrup\u00e7\u00e3o entre outros temas de interesse direto da popula\u00e7\u00e3o, dificilmente conseguem espa\u00e7o e apoio de seus pares para fazer avan\u00e7ar seus projetos. In\u00fameros s\u00e3o os exemplos de parlamentares que nunca viram prosperarem projetos seus acabando com privil\u00e9gios e outros direitos reservados apenas para aqueles que est\u00e3o no poder. Um desses casos \u00e9 do senador Jos\u00e9 Reguffe (podemos-DF), proposta de sal autoria acabando com cargos vital\u00edcios nos tribunais de contas e nas altas cortes, assim como a nomea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de indiv\u00edduos para essas importantes fun\u00e7\u00f5es, aguardam a vez de serem apreciadas h\u00e1 pelo menos quatro anos, e sem qualquer esperan\u00e7a de que venha a s\u00ea-lo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pap\u00e9is<\/p>\n<p>Seja nos \u00f4nibus ou em qualquer estabelecimento comercial, os funcion\u00e1rios deveriam ser proibidos de fazer qualquer coment\u00e1rio no momento de dar o troco. A obriga\u00e7\u00e3o de ter trocado \u00e9 do com\u00e9rcio, n\u00e3o do consumidor. Pela Lei do Troco o comerciante n\u00e3o pode dar balinhas ou f\u00f3sforo como troco sem o consentimento do consumidor e se n\u00e3o tiver troco precisa arredondar o valor para uma quantia menor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>\u00c9 calamitosa, a situa\u00e7\u00e3o do DCT em Bras\u00edlia. T\u00f4da reparti\u00e7\u00e3o quando transfere seus funcion\u00e1rios tem o inter\u00easse de localiz\u00e1-los, antes, em apartamentos. No DCT isto n\u00e3o aconteceu, e o que h\u00e1 \u00e9 um salve-se quem puder. Os chefes, como podem mais, ganham primeiro. (Publicada em 16\/02\/1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Das opera\u00e7\u00f5es do intelecto capazes de definir e distinguir o falso do verdadeiro, a l\u00f3gica \u00e9, seguramente a mais importante das fun\u00e7\u00f5es humanas . 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