{"id":21122,"date":"2022-05-25T01:00:15","date_gmt":"2022-05-25T04:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=21122"},"modified":"2022-05-25T20:31:32","modified_gmt":"2022-05-25T23:31:32","slug":"e-ou-nao-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/e-ou-nao-e\/","title":{"rendered":"\u00c9 ou n\u00e3o \u00e9?"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>Instagram.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_21125\" aria-describedby=\"caption-attachment-21125\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-21125\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"723\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira.png 1018w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira-300x226.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira-768x579.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira-800x603.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira-550x414.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mentira-230x173.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-21125\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Cazo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nunca, em tempo algum, o Brasil, como o resto do mundo, teve tanta necessidade de conhecer ou at\u00e9 mesmo se aproximar da poderosa luz da verdade. O que nos parece, nesses tempos de niilismo extremado e de uma distopia generalizada, \u00e9 que nos aproximamos do que muitos acreditam ser a chegada de um apocalipse b\u00edblico. Vivemos um per\u00edodo muito peculiar, intensificado pela passagem simult\u00e2nea de s\u00e9culo e de mil\u00eanio. De fato, o s\u00e9culo XXI teve sua inaugura\u00e7\u00e3o no folhetim das a\u00e7\u00f5es humanas, com os ataques \u00e0s Torres G\u00eameas em Nova Iorque, no dia 11 de setembro de 2001, numa esp\u00e9cie de revival anacr\u00f4nico das antigas cruzadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nada do que acontece hoje deve ser deixado de lado, sob pena de virmos a nos arrepender depois. Pud\u00e9ssemos ouvir o que conversam em particular, no recato do lar ou entre amigos de longa data, as autoridades e as elites deste pa\u00eds, por certo, a maioria seria banida da vida p\u00fablica ou presa e linchada em pra\u00e7a p\u00fablica. Repetia o fil\u00f3sofo de Mondubim:\u00a0<em>In vino veritas<\/em>, querendo, com isso, confirmar que, sob o efeito embriagador dessa bebida, o c\u00e9rebro entorpecido pelas musas do \u00e1lcool faz com que as travas na l\u00edngua e a prud\u00eancia verbal deixem de existir, despindo o indiv\u00edduo de suas m\u00e1scaras di\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A verdade vale por sua conveni\u00eancia de momento. Os ministros do Supremo Tribunal Federal n\u00e3o tiveram receio ou pudor em usar as escutas telef\u00f4nicas, feitas de modo ilegal, para ouvir as conversas entre o juiz S\u00e9rgio Moro e os procuradores, conversas essas totalmente normais entre envolvidos num caso t\u00e3o rumoroso e delicado como foi a Lava Jato, apenas para encontrar filigranas jur\u00eddicas por onde enveredaram seus pareceres para libertarem os padrinhos poderosos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse caso, as mentiras n\u00e3o estavam nos di\u00e1logos ouvidos, mas sim nas manobras por onde obtiveram a desculpa para anular a custosa opera\u00e7\u00e3o. A verdade, assim como sua ant\u00edpoda, a mentira, pode conduzir, sobre suas costas, a carga da conveni\u00eancia ou seu oposto, de acordo com interesses de cada grupo e em certas ocasi\u00f5es. Assim \u00e9 que, em nosso tempo, em que vamos erguendo essa Torre de Babel moderna, verdade e mentira se misturam ao gosto do fregu\u00eas, criando o que j\u00e1 chamam de p\u00f3s-verdade. S\u00e3o as chamadas mentiras sinceras ou verdades fict\u00edcias, tudo muito bem ajeitado e amarrado, dentro do embrulho que passou a ser conhecido como a meta-verdade, dentro desse mundo virtual em que vamos nos enfiando at\u00e9 o pesco\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O trabalho em desembara\u00e7ar o ex-presidi\u00e1rio Lula das amarras da Justi\u00e7a, depois de um caminh\u00e3o de provas, confiss\u00f5es de c\u00famplices e devolu\u00e7\u00e3o real de grandes somas de dinheiro, \u00e9 um exemplo dessa p\u00f3s-verdade, constru\u00edda dentro desse mundo virtual de apar\u00eancias, onde o verdadeiro e o falso ganham mesmo protagonismo e roupagem, transformando o que \u00e9 em o que n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim como a coragem humana, a verdade vai se exilando para longe e hoje s\u00e3o raros os exemplos daqueles que defendem e lutam pela luz da verdade, j\u00e1 que a maioria prefere repousar sob a sombra da mentira. N\u00e3o fosse por essas nuances singelas entre os padr\u00f5es modernos a classificar verdade e mentira, pouco ou nada haveria o que comentar. Ocorre \u00e9 que existe, exatamente entre essas t\u00eanues varia\u00e7\u00f5es, todo um conjunto de realidades que vai afetando nosso cotidiano, colocando-nos num mundo de incertezas e d\u00favidas, em que os honestos e \u00e9ticos v\u00e3o se assemelhando aos criminosos, sendo as virtudes iguais aos v\u00edcios, com o homem de bem se envergonhando de seu comportamento, considerado hoje conservador e ultrapassado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Mesmo o combate \u00e0s chamadas fakenews e sua coirm\u00e3 representada pelo controle da m\u00eddia, defendido justamente pela alma mais mentirosa deste pa\u00eds e seu grupo, encastelado nas altas cortes, entram nesse \u201cnovil\u00edssimo\u201d processo de falsa purifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por uma busca e sede de verdade, mas por estrat\u00e9gias pol\u00edticas que visam manter essa confus\u00e3o em que as l\u00ednguas foram costuradas com arames e ningu\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o se entende. O fato \u00e9 que, ao acenderem as luzes sobre as leis, haver\u00e1 de ficar claro, para todos, que n\u00e3o se faz e n\u00e3o se opera justi\u00e7a alguma sobre um mar de mentiras. \u00c9 ou n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cNo Brasil, quem tem \u00e9tica parece anormal.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">M\u00e1rio Covas<\/p>\n<figure id=\"attachment_21126\" aria-describedby=\"caption-attachment-21126\" style=\"width: 559px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-21126\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mario.png\" alt=\"\" width=\"559\" height=\"826\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mario.png 585w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mario-203x300.png 203w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mario-550x812.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/mario-230x340.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-21126\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Covas. Foto: Ag\u00eancia Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Di\u00e1rio de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Caf\u00e9, leite, p\u00e3o quente, manteiga e jornal. Era esse o pensamento de Geraldo Vasconcelos quando capitaneou o lan\u00e7amento do Di\u00e1rio de Bras\u00edlia, em 1\u00b0 de Maio de 1972. A not\u00edcia vinha com o primeiro alimento da manh\u00e3. Para o corpo e para as tomadas de decis\u00e3o. Veja a foto do jornal a seguir.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21127 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/di\u00e1rio.png\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"716\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/di\u00e1rio.png 605w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/di\u00e1rio-253x300.png 253w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/di\u00e1rio-550x651.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/05\/di\u00e1rio-230x272.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Corpo<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Participaram, do Di\u00e1rio de Bras\u00edlia, Ant\u00f4nio Carlos Elizeide Os\u00f3rio, vice-presidente do jornal e primeiro advogado de Bras\u00edlia; Jos\u00e9 de Ribamar Oliveira Costa, diretor financeiro; Ivo Borges de Lima, diretor comercial; Oswaldo Almeida Fischer, escritor; Wilson Menezes Pedrosa, diretor de impress\u00e3o, que foi tamb\u00e9m diretor da gr\u00e1fica do Senado; Jos\u00e9 Carlos Vasconcelos, integrante da equipe da gr\u00e1fica; Nuevo Baby, redator-chefe; e Maria Julia Ludovico, secret\u00e1ria executiva da diretoria. Tamb\u00e9m colaboraram os jornalistas Jos\u00e9 Wilson Ibiapina, Fernando C\u00e9sar Mesquita e Paulo Fona.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O governo anunciou h\u00e1 tr\u00eas meses, a diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do g\u00e1s engarrafado. Anunciou certamente sem saber o que estava prometendo, porque veio, agora, um aumento de uma viol\u00eancia sem paradeiro.\u00a0<strong>(Publicada em\u00a001.03.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam) Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido Instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nunca, em tempo algum, o Brasil, como o resto do mundo, teve tanta necessidade de conhecer ou at\u00e9 mesmo se aproximar da poderosa luz da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":21125,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,2642,114,1475,553,2340,261,119,881],"class_list":["post-21122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-eleicoes2022","tag-historiadebrasilia","tag-justicanobrasil","tag-lula","tag-mamfil-2","tag-politicanobrasil","tag-pt","tag-supremotribunalfederal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21122"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21122\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21130,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21122\/revisions\/21130"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}