{"id":217,"date":"2015-06-27T01:40:00","date_gmt":"2015-06-27T04:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-173\/"},"modified":"2016-05-13T19:29:59","modified_gmt":"2016-05-13T22:29:59","slug":"visto_lido_e_ouvido-173","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-173\/","title":{"rendered":"VISTO, LIDO E OUVIDO"},"content":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br <\/p>\n<p><b>Cento e cinquenta e cinco mil<\/b>  &nbsp;  Em pleno s\u00e9culo XXI este \u00e9 o n\u00famero de pessoas sobrevivendo sob o regime de trabalho escravo no Brasil. A estimativa \u00e9 da prestigiosa ONG internacional Walk Free. Para o Governo Federal , em relat\u00f3rio apresentado diante da ONU , n\u00e3o passa de 25 mil. O descompasso nestes n\u00fameros tem uma explica\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica: o governo conta atualmente com apenas quatro equipes m\u00f3veis de fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho para percorrer todos os oito milh\u00f5es de meio de quil\u00f4metros quadrados do territ\u00f3rio nacional. Tudo come\u00e7a com o aliciamento dos \u201cgatos\u201d, que com promessas irrecus\u00e1veis alimentam o sonho dos pe\u00f5es em dar uma vida melhor \u00e0 fam\u00edlia.&nbsp; Alguns anos atr\u00e1s eram dez equipes fiscalizando o trabalho escravo , o que , convenhamos, ainda \u00e9 um n\u00famero irris\u00f3rio. Mesmo com toda a precariedade, o Grupo M\u00f3vel de auditores fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho, criado em 1995, conseguiu a proeza de libertar mais de 49 mil pessoas submetidas a regime for\u00e7ado de trabalho. Este lado esquecido do pa\u00eds, geralmente localizado no interior agreste, perdido nos grot\u00f5es da mata amaz\u00f4nica e em lugares ermos e de dif\u00edcil acesso , esconde uma parte da nossa hist\u00f3ria da inf\u00e2mia . O estado do Par\u00e1 lidera em casos de trabalho an\u00e1logo ao escravo. Segundo fontes do Minist\u00e9rio 12. 761 trabalhadores foram identificados e libertados nos \u00faltimos anos naquele estado. Mato Grosso, com quase 6 mil casos identificados ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o. Goi\u00e1s, Minas Gerais, Maranh\u00e3o, Bahia e Tocantins seguem por ordem neste ranking da vergonha. O perfil desses escravos modernos mostra que 95% s\u00e3o homens , 83% tem entre 18 e 44 anos, sendo que 62 % s\u00e3o analfabetos. A origem desses trabalhadores aponta que 23%, s\u00e3o do Maranh\u00e3o, 9,4% da Bahia, 8,9% da Par\u00e1 e 8,3% de Minas Gerais. Dentre as principais atividades que atraem esses trabalhadores a pecu\u00e1ria fica com 29%, seguida da produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar com 25% e outras lavouras com uma m\u00e9dia de 19%. Amanh\u00e3 a coluna tratar\u00e1 da auditora paraibana Marinalva Dantas.   <b>&nbsp;<\/b><b>  <\/b><b>A frase que FOI pronunciada:<\/b>  \u201c O mundo trata melhor quem se veste bem.\u201d   Campanha da Ellus  &nbsp;  <b>Sucesso reconhecido<\/b>  Da capital n\u00e3o se tem a menor no\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo o atendimento dos m\u00e9dicos cubanos pelo interior do pa\u00eds. Qualquer prefeito que ameace tirar o atendimento a popula\u00e7\u00e3o reage imediatamente. Infelizmente nossos estudantes de medicina, a  &nbsp;<b>  <\/b><b>Programe-se<\/b>  Um projeto sensacional no Museu Nacional da Rep\u00fablica. Cineclube no Matin\u00ea Maturidade. Filmes sobre o envelhecimento. Toda sess\u00e3o ser\u00e1 finalizada com uma debate. No comando da ideia sessent\u00f5es e setent\u00f5es. A entrada \u00e9 franqueada ao p\u00fablico. O primeiro filme a ser exibido ser\u00e1 o iraniano \u201cSepara\u00e7\u00e3o\u201d nessa segunda-feira, a partir das 14h30.  &nbsp;  <b>Novos Amigos<\/b>  Todas as sess\u00f5es do Cineclube v\u00e3o acontecer nas segundas-feiras at\u00e9 dezembro. Os temas variam entre velhice, aposentadoria, rela\u00e7\u00e3o familiar, amor, sexualidade, trocas sociais, isolamento, projeto de vida, morte, doen\u00e7a, depend\u00eancia, identidade, discrimina\u00e7\u00e3o, dentre outros.  &nbsp;  <b>Legislar por legislar <\/b>  Novamente a coluna recebe a confirma\u00e7\u00e3o do fracasso de alguns legisladores que teimam em ignorar a import\u00e2ncia t\u00e9cnica das leis. Frederico Fl\u00f3sculo, professor respeitado da UnB critica a Lei do Sil\u00eancio por n\u00e3o estar de acordo com as normas da ABNT. Na p\u00e1gina da universodade ele esclarece: \u201cA lei n\u00e3o tem o menor fundamento t\u00e9cnico. Ela ignora sa\u00fade urbana, ignora os moradores, funcion\u00e1rios de bares e o bem estar da cidade\u201d.  &nbsp;  <b>Presen\u00e7a<\/b>  A senadora Lucia Vania fez sucesso quando visitou a Ouvidoria do Senado Federal. Simp\u00e1tica e atenciosa como sempre, tirou fotos com funcion\u00e1rios e ouviu muitos elogios sobre a atua\u00e7\u00e3o parlamentar.  <\/p>\n<p><b>Valorizar<\/b>  &nbsp;  Por falar nisso, a senadora Lucia Vania faz parte de uma minoria parlamentar que busca orienta\u00e7\u00e3o de gente experiente e com pr\u00e1tica. Ningu\u00e9m fica menor quando respeita a bagagem dos outros. Ela entendeu isso e conta com H\u00e9del Torres, acad\u00eamico escolhido para as orienta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br Cento e cinquenta e cinco mil &nbsp; Em pleno s\u00e9culo XXI este \u00e9 o n\u00famero de pessoas sobrevivendo sob o regime de trabalho escravo no Brasil. A estimativa \u00e9 da prestigiosa ONG internacional Walk Free. Para o Governo Federal , em relat\u00f3rio apresentado diante da ONU , n\u00e3o passa de 25 mil. 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