{"id":22650,"date":"2023-03-01T01:00:07","date_gmt":"2023-03-01T04:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=22650"},"modified":"2023-03-01T09:04:24","modified_gmt":"2023-03-01T12:04:24","slug":"a-hora-e-a-vez-do-escambo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/a-hora-e-a-vez-do-escambo\/","title":{"rendered":"A hora e a vez do escambo"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>Facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_22653\" aria-describedby=\"caption-attachment-22653\" style=\"width: 484px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22653\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/03\/escambo.png\" alt=\"\" width=\"484\" height=\"250\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22653\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Cloud coaching<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"adn ads\">\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"\">\n<div id=\":e8\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":e7\" class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ideias, por sua capacidade de provocar surpresas e frutos de todo o tipo, preferem germinar em terrenos \u00e1ridos, onde a dureza da raz\u00e3o despreza e n\u00e3o enxerga possibilidades. S\u00e3o nesses terrenos baldios que brotam respostas simples, capazes de fazer frente e at\u00e9 humilhar a complexidade das leis cient\u00edficas.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No caso da economia, com toda a sua hermen\u00eautica e modelos matem\u00e1ticos, ideias como o escambo de produtos e servi\u00e7os, criados h\u00e1 mil\u00eanios, junto com o aparecimento das primeiras civiliza\u00e7\u00f5es, ressurgem agora como uma sa\u00edda simples ou singela para muitas empresas, atoladas no emaranhado de regula\u00e7\u00f5es, tributa\u00e7\u00f5es e outras invencionices do mundo moderno.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A roda da hist\u00f3ria n\u00e3o para de girar, levando e trazendo solu\u00e7\u00f5es que s\u00e3o sempre revisitadas em \u00e9pocas de crise. Desta vez, a permuta de bens e servi\u00e7os encontrou, no oceano da internet e das m\u00eddias sociais, um vasto campo de possibilidades, reinventando-se e dando, ao velho modelo de com\u00e9rcio, novas signific\u00e2ncias e valores materiais. N\u00e3o se tem ainda um n\u00famero exato sobre essa modalidade de com\u00e9rcio simples e direto.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Estimativas mais recentes d\u00e3o conta de que esse com\u00e9rcio via internet movimente mais de U$ 10 bilh\u00f5es anualmente pelo mundo, com mais de 300 mil empresas realizando trocas (obviamente que s\u00e3o estimativas subdimensionadas). De qualquer modo, despertam e iluminam muitos empres\u00e1rios e empreendedores a prosseguir seus neg\u00f3cios mesmo diante da amea\u00e7a, cada vez maior, de fal\u00eancias e concordatas.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Tem se tornado cada vez mais ocorrente a troca de bens, como por exemplo de confec\u00e7\u00f5es, por servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas. Ou a troca de parte da produ\u00e7\u00e3o de alimentos, por produtos como caixas e outras embalagens. As possibilidades s\u00e3o infinitas e v\u00eam atraindo muita gente, disposta a manter vivo e atuante seu empreendimento.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Infelizmente, n\u00e3o existe ainda, em nosso pa\u00eds, uma ag\u00eancia ou cooperativa que cuide desse antigo modelo de com\u00e9rcio. Mesmo alguns bancos, que podiam enxergar nesse com\u00e9rcio algum nicho de lucro, ainda resistem \u00e0 ideia. Talvez pelo fato de que os bancos, na sua grande maioria, representam hoje parte atuante do problema da quebradeira de muitos neg\u00f3cios e n\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o para os mesmos. Algumas empresas cogitam at\u00e9 a possibilidade de terem que fechar as portas, que, pelo peso excessivo dos encargos sociais e tributos, pagam parte do que devem aos seus funcion\u00e1rios com bens que produzem.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O que \u00e9 fato \u00e9 que a mais antiga forma de comercializa\u00e7\u00e3o do mundo, o escambo, n\u00e3o acabou de vez e mostra ainda sua capacidade de reagir e de servir de apoio aos novos praticantes. A verdade \u00e9 que o escambo, por sua simplicidade, possui e entrega um car\u00e1ter mais humano \u00e0s transa\u00e7\u00f5es comerciais, mostrando nessas rela\u00e7\u00f5es a necessidade vital de parcerias e de apoios m\u00fatuos, numa \u00e9poca de concentra\u00e7\u00e3o de renda, de desigualdades e de muita frieza nos neg\u00f3cios.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nesse tipo de com\u00e9rcio, troca-se at\u00e9 poesia por p\u00e3o ou farinha. Talvez seja por isso mesmo que as altas ci\u00eancias econ\u00f4micas e cont\u00e1beis, com todas as suas f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas inexpugn\u00e1veis, tor\u00e7am o nariz para esse modelo antigo de com\u00e9rcio, j\u00e1 que reconhecem nele toda a efic\u00e1cia e mesmo a origem e fonte cristalina de onde derivou toda a economia.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Transcender a economia, tal como \u00e9 praticada hoje, de modo excludente e monopolista, \u00e9 o que torna o escambo t\u00e3o especial e necess\u00e1rio, mesmo que alguns insistam hoje em classific\u00e1-lo de d\u00e9mod\u00e9. O que ningu\u00e9m pode negar \u00e9 que esse antigo modelo, ao libertar parte da popula\u00e7\u00e3o do capital, faz reviver a t\u00e3o necess\u00e1ria economia solid\u00e1ria, idealizada tanto por Robert Owen, no s\u00e9culo 19 na Inglaterra, como pelos hippies, na d\u00e9cada de sessenta.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00c9 um neg\u00f3cio que desposta e que se insere tamb\u00e9m dentro da chamada economia circular, com n\u00edtido car\u00e1ter de desenvolvimento sustent\u00e1vel, de diminui\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcios e de reaproveitamento de materiais. Para os empreendedores que buscam oportunidades de investir ou abrir novos neg\u00f3cios, eis a\u00ed um nicho que promete e parece ter um longo caminho pela frente.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div class=\"adn ads\">\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"\">\n<div id=\":e8\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":e7\" class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/div>\n<div dir=\"auto\"><em>\u201cCom trabalho, intelig\u00eancia e economia s\u00f3 \u00e9 pobre quem n\u00e3o quer ser rico.\u201d<\/em><\/div>\n<div dir=\"auto\">Marqu\u00eas de Maric\u00e1<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\">\n<figure id=\"attachment_16478\" aria-describedby=\"caption-attachment-16478\" style=\"width: 425px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16478\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas.jpg\" alt=\"\" width=\"425\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas.jpg 508w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas-273x300.jpg 273w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas-319x350.jpg 319w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas-230x253.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16478\" class=\"wp-caption-text\">Marqu\u00eas de Maric\u00e1. Foto: wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div class=\"adn ads\">\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"\">\n<div id=\":e8\" class=\"ii gt\">\n<div id=\":e7\" class=\"a3s aiL \">\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/div>\n<div dir=\"auto\">Tr\u00eas professoras especializadas no ensino a surdos-mudos est\u00e3o enfrentando tremendas dificuldades em Bras\u00edlia. Est\u00e3o com uma turma j\u00e1 matriculada, de 20 crian\u00e7as, e n\u00e3o disp\u00f5em de lugar onde lecionar. <strong>(Publicada em 17.03.1962)<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com Facebook.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ideias, por sua capacidade de provocar surpresas e frutos de todo o tipo, preferem germinar em terrenos \u00e1ridos, onde a dureza da raz\u00e3o despreza e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,1307,3376,153,3375,114,2340,1432],"class_list":["post-22650","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-congressonacional","tag-dinheironobrasil","tag-economia","tag-escambo","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-ministeriodaeconomia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22650"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22657,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22650\/revisions\/22657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}