{"id":22887,"date":"2023-04-14T01:00:30","date_gmt":"2023-04-14T04:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=22887"},"modified":"2023-04-14T07:04:05","modified_gmt":"2023-04-14T10:04:05","slug":"importancia-dos-sindicatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/importancia-dos-sindicatos\/","title":{"rendered":"Import\u00e2ncia dos sindicatos"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_22889\" aria-describedby=\"caption-attachment-22889\" style=\"width: 592px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22889\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/sos.png\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/sos.png 798w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/sos-300x188.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/sos-768x480.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/sos-550x344.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/sos-230x144.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22889\" class=\"wp-caption-text\">Foto: interativafm.net<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Observe bem: sempre que a milit\u00e2ncia sindical adentra o ambiente de trabalho, com discursos contra o patr\u00e3o e outros inimigos meticulosamente escolhidos pelo partido que representam, nesse mesmo instante, d\u00e1-se o in\u00edcio ao processo que ir\u00e1 levar, \u00e0 fal\u00eancia, essa f\u00e1brica, empresa ou institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Da\u00ed para frente, por conta da imunidade sindical ou de outras amea\u00e7as, o local de trabalho vai se transformando num palco para prega\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, todas elas voltadas n\u00e3o para a supera\u00e7\u00e3o dos problemas imediatos e que interessam de fato aos trabalhadores, mas que garantam a abertura de novas trincheiras, por onde a milit\u00e2ncia ir\u00e1, a mando dos caciques pol\u00edticos, destruir, por dentro, as empresas e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com isso, ficam as bandeiras pol\u00edticas fincadas e tremulando dentro das f\u00e1bricas, empresas e institui\u00e7\u00f5es, mas v\u00e3o-se embora os empregos e as oportunidades. O saldo dessas demiss\u00f5es, fechamentos ou decad\u00eancia desses ambientes de trabalho, nunca s\u00e3o debitados na conta desses militantes, recaindo esse passivo todo nas m\u00e3os dos empregadores.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Foi assim em \u00e1reas industriais desenvolvidas como o ABCD paulista, onde a atua\u00e7\u00e3o sindical, usando a estrat\u00e9gia de terra arrasada, deixou, para tr\u00e1s, imensas \u00e1reas abandonadas, com desemprego em alta, aumento da pobreza e da viol\u00eancia. Sindicatos, por sua natureza obtusa e de estreito vi\u00e9s militante, n\u00e3o criam empregos algum, nem hoje, nem amanh\u00e3. No m\u00e1ximo d\u00e3o empregos a pelegos da entidade, enriquecendo a diretoria, formada por uma casta de verdadeiros capit\u00e3es heredit\u00e1rios, que passa a comandar os sindicatos como aut\u00eanticas propriedades privadas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aos sindicatos, como filiais pol\u00edticas, cabe atuar na linha de frente, arregimentando associados, que amanh\u00e3 estar\u00e3o no olho da rua. S\u00e3o legi\u00f5es de indiv\u00edduos, que passam de trabalhadores remunerados a dependentes das promessas dessas entidades. Ao fim do processo de destrui\u00e7\u00e3o das fontes de renda, esses mesmos trabalhadores passam agora a integrar as longas fileiras nas portas dos sindicatos, arregimentados para comporem as massas de manobras nas manifesta\u00e7\u00f5es, tudo em troca de uma nota de R$ 20 reais, acompanhada de um p\u00e3o com salame e refrigerante.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 essa a terra prometida pelos sindicatos. Tamb\u00e9m nas escolas a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos t\u00eam contribu\u00eddo para a decad\u00eancia do ensino. Em carta enviada a essa coluna, um ex-professor da rede p\u00fablica narra exatamente essa epopeia. \u201cDesde que as visitas dos sindicalistas passaram a ser eventos corriqueiros nas escolas, o que mais se viu doravante foi a paralisa\u00e7\u00e3o das aulas para reuni\u00f5es, onde eram discutidos at\u00e9 a conveni\u00eancia da cor do giz. Tudo era motivo de debate e at\u00e9 de bate-boca. Nesses encontros, os mais exaltados perdiam as estribeiras e mostravam, ao vivo, que estavam longe de estar aptos para exercer a fun\u00e7\u00e3o de educador. Aulas eram adiadas, provas eram adiadas. Nessas ocasi\u00f5es calend\u00e1rios previamente preparados marcavam os dias de reuni\u00f5es, dias de prepara\u00e7\u00e3o para as paralisa\u00e7\u00f5es, dias para o in\u00edcio das greves, com\u00edcios e outras manobras que, de um jeito ou de outro, deixavam as aulas em segundo plano.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Houve anos em que as greves duraram quase seis meses. Com isso, os alunos da escola p\u00fablica, que s\u00e3o tamb\u00e9m os mais necessitados, simplesmente abandonavam a escola e n\u00e3o regressavam mais. Os preju\u00edzos para a continua\u00e7\u00e3o dos estudos eram imensos e insan\u00e1veis. Nada fazia sentido. Depois de meses de paralisa\u00e7\u00f5es, um belo dia, o retorno das aulas acontecia, como se tudo tivesse parado no tempo. As aulas eram repostas de maneira falaciosa e tudo voltava ao normal. Os avan\u00e7os em termos de sal\u00e1rios eram t\u00e3o irris\u00f3rios que nem eram citados como vit\u00f3ria da categoria. Nesse caso n\u00e3o importava a orienta\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do governo de plant\u00e3o. Fazia-se greve com a esquerda ou a direita no poder. O que prova que s\u00e3o todos iguais. Para os alunos do turno noturno, essas greves eram ainda mais prejudiciais. S\u00e3o alunos que trabalham durante o dia e v\u00e3o para escola \u00e0 noite j\u00e1 exaustos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Depois de meses sem aulas, turmas inteiras desapareciam e era preciso juntar as classes todas em uma sala s\u00f3, para dar audi\u00eancia. Nunca senti, por parte dos sindicalistas, um interesse real em melhorar a qualidade do ensino. Passei a acreditar que os sindicalistas eram, na verdade, agentes cuja miss\u00e3o era sabotar as escolas e o ensino, sobretudo o ensino p\u00fablico. Hoje, longe da sala de aula, vejo quanto tempo perdi nessas paralisa\u00e7\u00f5es e quanto tempo fiz os alunos perderem tamb\u00e9m com promessas. Enganei e fui enganado. N\u00e3o creio na melhoria do ensino enquanto esse modelo, que a\u00ed est\u00e1, n\u00e3o for alterado e enquanto n\u00e3o mudarem as regras desse jogo de faz de conta. Somente no dia em que o sal\u00e1rio do professor for o teto do funcionalismo p\u00fablico, e a profiss\u00e3o for composta apenas por profissionais realmente capacitados \u00e9 que se poder\u00e1 falar em melhoria na qualidade das escolas. At\u00e9 l\u00e1 n\u00e3o\u201d. MM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cA prepara\u00e7\u00e3o que nosso m\u00e9todo exige do professor \u00e9 o autoexame, a renuncia \u00e0 tirania.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Maria Montessori<\/p>\n<figure id=\"attachment_20655\" aria-describedby=\"caption-attachment-20655\" style=\"width: 112px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-20655\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/03\/mm-1.jpg\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/03\/mm-1.jpg 462w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/03\/mm-1-223x300.jpg 223w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/03\/mm-1-230x310.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 112px) 100vw, 112px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-20655\" class=\"wp-caption-text\">Maria Montessori. Foto: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Honra ao m\u00e9rito<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Foi o est\u00edmulo dado pelo professor iugoslavo Oleg Abramov que levou Wanduil Gaio de Souza \u00e0 IBM do Rio de Janeiro, com 19 anos de idade. No dia 21 de abril, Wanduil completa 40 anos de empresa, o funcion\u00e1rio mais antigo que come\u00e7a nova vida. O conselho \u00e0 gera\u00e7\u00e3o que nasceu no tempo da Intelig\u00eancia Artificial \u00e9 que as pessoas, clientes ou colegas, s\u00e3o a parte delicada e que mais importa ao lidar. O trato com as m\u00e1quinas \u00e9 a parte mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-22893\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"312\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil.jpg 1020w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil-300x294.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil-768x753.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil-800x784.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil-550x539.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/wanduil-230x225.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">No Setor Comercial Residencial \u00e0 altura das casas da Funda\u00e7\u00e3o, uma m\u00e1quina estava fazendo movimento de terra, e, por isto, foi preciso retirar as \u00e1rvores plantadas outro dia. Terminado o trabalho, quem arrancou as \u00e1rvores n\u00e3o plantou, novamente, como seria l\u00f3gico. <strong>(Publicada em 18.03.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Observe bem: sempre que a milit\u00e2ncia sindical adentra o ambiente de trabalho, com discursos contra o patr\u00e3o e outros inimigos meticulosamente escolhidos pelo partido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":22889,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,1307,604,114,2340,3426,3427,3425],"class_list":["post-22887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-congressonacional","tag-educacaonobrasil","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-sindicalismo","tag-sindicatosnaeducacao","tag-sindicatosnobrasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22887"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22896,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22887\/revisions\/22896"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}