{"id":22924,"date":"2023-04-21T01:00:24","date_gmt":"2023-04-21T04:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=22924"},"modified":"2023-04-21T15:52:39","modified_gmt":"2023-04-21T18:52:39","slug":"feliz-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/feliz-brasilia\/","title":{"rendered":"Feliz Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_22928\" aria-describedby=\"caption-attachment-22928\" style=\"width: 713px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22928\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36.jpeg\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36.jpeg 1080w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36-300x145.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36-768x371.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36-1024x495.jpeg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36-800x387.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36-550x266.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-20.28.36-230x111.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22928\" class=\"wp-caption-text\">O Brasiliense. Fotografia: Ivan Mattos (@ivanmattos_)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Como sede do poder, \u00e9 natural que Bras\u00edlia tivesse destinada a se tornar o centro de onde emanariam as principais quest\u00f5es da pol\u00edtica nacional. No entanto, para uma Rep\u00fablica que vem aos trope\u00e7os, desde sua instala\u00e7\u00e3o em 1889, Bras\u00edlia se tornou, al\u00e9m de centro irradiador dos temas pol\u00edticos nacionais, foco de apreens\u00e3o por parte dos brasileiros, devido \u00e0s seguidas e s\u00e9rias crises institucionais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 preciso mais do que um exerc\u00edcio de abstra\u00e7\u00e3o para deixar de lado essas crises, que nos acorrentam ao terceiro mundo, para tratar apenas do anivers\u00e1rio de 63 anos dessa que \u00e9, definitivamente, capital de todos os brasileiros. Vale relembrar que, entre as justificativas postas, ao final dos anos cinquenta, e que melhor respondiam o motivo oculto para a transfer\u00eancia da capital, do Rio de Janeiro para o long\u00ednquo interior do pa\u00eds, estavam justamente essas: afastar da cidade maravilhosa todas as nuvens cinzentas, manter dist\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o atabalhoada dos pol\u00edticos brasileiros, seus esc\u00e2ndalos e sua pouca aten\u00e7\u00e3o com fatos que realmente interessavam a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Havia, mesmo que longe do p\u00fablico, o desejo secreto de banir a classe pol\u00edtica para longe. Com isso, sonhavam seus articuladores, a cidade do Rio de Janeiro voltaria a ter sossego e paz, livrando a capital tamb\u00e9m dos gastos e das exig\u00eancias absurdas feitas pelos pol\u00edticos. N\u00e3o era para ser diferente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Naquela ocasi\u00e3o, era comum encontrar um pol\u00edtico nas praias e cassinos e n\u00e3o no local de trabalho. Bani-los para bem distante seria uma boa medida. Quem sabe, naquele vazio do Centro-Oeste, nossa classe pol\u00edtica passasse a tomar maior consci\u00eancia da realidade sofrida de nosso pa\u00eds, empenhando-se em trabalhar para um futuro melhor para todos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A chiadeira maior contra a transfer\u00eancia vinha justamente por parte daqueles que se viam prejudicados com a mudan\u00e7a. Obviamente que essas raz\u00f5es eram mantidas longe do conhecimento do p\u00fablico e dos eleitores. Felizmente, para os brasileiros que para aqui vieram e se estabeleceram, essas eram quest\u00f5es que n\u00e3o tinham import\u00e2ncia alguma para seu cotidiano, j\u00e1 que, l\u00e1 no Rio de Janeiro como aqui em Bras\u00edlia, o mundo pol\u00edtico estava situado em outro universo, distante dos brasileiros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Foi desse modo que Bras\u00edlia, e com esse desd\u00e9m rec\u00edproco, que a nova capital foi se consolidando como cidade aberta. Havia, como ainda hoje, uma Bras\u00edlia para os moradores e uma outra cidade paralela que pertence aos pol\u00edticos que por aqui andam em revoada de ter\u00e7a a quinta-feira.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o de irmandade entre esse e aquele mundo. O \u00fanico tra\u00e7o a unir a nossa classe pol\u00edtica e a cidade s\u00e3o os empregos diretos e indiretos que essa atividade gera na nova capital. Portanto, a Bras\u00edlia que interessa nesses seus 63 anos de vida \u00e9 aquela ligada aos brasilienses que tomaram a cidade como seu lar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tirando o fato de que o projeto inicial foi seriamente desvirtuado pela a\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos locais, que a lotearam de forma irrespons\u00e1vel, Bras\u00edlia \u00e9 hoje, sem nenhuma ressalva, a cidade brasileira com os melhores \u00edndices de qualidade de vida. N\u00e3o \u00e9 por outra raz\u00e3o que muitos pol\u00edticos que para aqui vieram exercer seu m\u00e9tier, uma vez longe do poder, passam a fixar resid\u00eancia no Planalto Central.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Bras\u00edlia que nos interessa hoje no seu anivers\u00e1rio \u00e9, para muitos, aquela que vimos crescer a cada dia, como n\u00f3s, como uma irm\u00e3. Aquela que assistimos as primeiras \u00e1rvores e os primeiros gramados serem plantados. Gramados que o Departamento de Parques e Jardins (DPJ) nos impedia de pisar. Um cidade em que tudo era novidade, a come\u00e7ar pelas pessoas que vinham de diferentes lugares e com hist\u00f3rias e sotaques diferentes. A cidade que n\u00e3o possu\u00eda mar, mas que era banhada por um c\u00e9u imenso, aberto e multicolorido. Uma cidade onde tudo era novo, at\u00e9 a maneira de viver. A solidariedade, as amizades, educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, tudo de todos. Uma cidade onde o t\u00e9rreo n\u00e3o era de ningu\u00e9m e de todo mundo ao mesmo tempo. Uma cidade que aprendemos a amar como coisa nossa e que, muito mais do que uma capital, no sentido pol\u00edtico, foi a casa que encontramos para nela depositarmos nossas vidas, escrevendo nossas mem\u00f3rias e enterrando nossos candangos e pioneiros queridos, um a um, nesse solo vermelho. Esperamos pacientemente, quem sabe, pelo nosso tempo, sentados sob a sombra de um guapuruvu ou flamboyant, observando o que Bras\u00edlia fornece de assunto a cada dia, em seu Correio Braziliense. Feliz Bras\u00edlia, caro leitor!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>&#8220;Que os homens de amanh\u00e3 que aqui vierem tenham compaix\u00e3o dos nossos filhos e que a lei se cumpra.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Mensagem deixada na constru\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos deputados pelo oper\u00e1rio Jos\u00e9 Silva Guerra<\/p>\n<figure id=\"attachment_22926\" aria-describedby=\"caption-attachment-22926\" style=\"width: 548px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22926\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd.png\" alt=\"\" width=\"548\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd.png 934w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd-300x199.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd-768x511.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd-800x532.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd-550x366.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/cd-230x153.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22926\" class=\"wp-caption-text\">Foto: camara.leg<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Quem disse at\u00e9 agora sobre o dr. J\u00e2nio, foi o professor Carvalho Pinto: \u201cEst\u00e1 encerrado o assunto renuncia. Vamos trabalhar, porque os problemas s\u00e3o muitos&#8230;\u201d <strong>(Publicada em 18.03.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Como sede do poder, \u00e9 natural que Bras\u00edlia tivesse destinada a se tornar o centro de onde emanariam as principais quest\u00f5es da pol\u00edtica nacional. 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