{"id":23146,"date":"2023-05-31T01:00:17","date_gmt":"2023-05-31T04:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23146"},"modified":"2023-05-31T20:40:43","modified_gmt":"2023-05-31T23:40:43","slug":"aos-que-conheceram-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/aos-que-conheceram-o-cancer\/","title":{"rendered":"Aos que conheceram o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_23149\" aria-describedby=\"caption-attachment-23149\" style=\"width: 584px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-23149\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/cancer.png\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/cancer.png 679w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/cancer-300x210.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/cancer-550x386.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/cancer-230x161.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23149\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: grupooncoclinicas.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Deixando de lado as poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es psicanalistas, f\u00edsicas e mesmo pessoais que a perda da vis\u00e3o possa a vir a acarretar para um indiv\u00edduo, o fato \u00e9 que muitos de n\u00f3s, que tivemos a sorte duvidosa de caminhar para a velhice, vamos deixando peda\u00e7os do nosso corpo ao longo da estrada. Assim, v\u00e3o ficando pelo caminho ves\u00edculas, parte dos rins, do f\u00edgado, dedos, pernas, crian\u00e7as abortadas e outras partes de nossa carne. Como repetia o fil\u00f3sofo de Mondubim: a velhice \u00e9 um naufr\u00e1gio lento. Presos a esses estigmas, esquecemos do principal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao longo da vida, deixamos escapar o vi\u00e7o da juventude. Matamos lentamente a crian\u00e7a dentro de n\u00f3s e, aos poucos, vamos nos transformando naquilo que j\u00e1 n\u00e3o reconhecemos ser e que nos faz fugir de frente dos espelhos. Nesse sentido, somos todos iguais. Perdemos nossa carne, nossos amigos e parentes. Todos deixados para tr\u00e1s, enterrados na poeira do esquecimento. Talvez, por isso, vamos nos apegamos a abstra\u00e7\u00f5es como a espiritualidade, ao poder da ora\u00e7\u00e3o, ao fortalecimento da alma. N\u00e3o como fuga ou \u00faltimo recurso, mas com a esperan\u00e7a de que \u00e9 nesse ponto incerto que est\u00e3o guardados nossos sonhos e tudo aquilo que \u00e9 imut\u00e1vel e indestrut\u00edvel pelo mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Para quem n\u00e3o teve a felicidade de manter presos \u00e0 \u00edris os sonhos de crian\u00e7a, todo o mundo \u00e9 um enfado sem fim. Para os que aprenderam a fechar os olhos para fora e abri-los para dentro, a vida segue como no primeiro dia, cheio de cores e sons.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tamb\u00e9m n\u00e3o nos foi ensinado a diferen\u00e7a em olhar e ver. Por isso, passamos a vida vendo coisas sem jamais enxerg\u00e1-las de fato. Passamos milhares de vezes pela mesma rua e sempre parece haver algo novo que n\u00e3o foi notado antes. Esquecemos tamb\u00e9m o que vemos no dia a dia. Qual foi a primeira coisa que voc\u00ea viu ao acordar hoje? E ontem? Vemos demais e enxergamos muito pouco. Enxergar \u00e9 sentir com o olhar. \u00c9 tatear com a vis\u00e3o. Diferentemente de alguns povos do Oriente, n\u00e3o aprendemos a explorar o terceiro olho, ou agya chakra, ligado \u00e0 gl\u00e2ndula pineal, \u00e0 intui\u00e7\u00e3o e \u00e0 espiritualidade. Seguimos, ao longo da vida, movendo-nos mais pelo instinto, como faz a maioria dos animais, do que pela intui\u00e7\u00e3o e pelo sexto sentido. De um certo modo, somos todos meio cegos, quando n\u00e3o queremos enxergar certas realidades. Quando perguntamos aos outros que impress\u00e3o lhe causou certo acontecimento: voc\u00ea viu o que eu vi? Costumamos perguntar de forma autom\u00e1tica, surpresos com o acontecido. De outra forma, tamb\u00e9m dizemos: prefiro n\u00e3o ver isto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Somente aqueles que experienciaram os maus aug\u00farios anunciados pelo diagn\u00f3stico de um c\u00e2ncer podem imaginar o que essa senten\u00e7a \u00e9 capaz de provocar no \u00edntimo de um ser. Dizer que o c\u00e2ncer \u00e9 uma met\u00e1fora ajuda a entender o processo, como sendo algo ligado \u00e0 vida e ao seu avesso. \u201cQualquer doen\u00e7a encarada como um mist\u00e9rio e temida de modo muito agudo ser\u00e1 tida como moralmente, sen\u00e3o literalmente, contagiosa \u201c, dizia a escritora Susan Sontag. Al\u00e9m do palavr\u00f3rio todo, que outros unguentos podemos oferecer a algu\u00e9m acometido por essa enfermidade que n\u00e3o possa parecer demasiado piegas e sem sentido e at\u00e9 desprovido de sentimentos reais?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Talvez, o mais pr\u00e1tico e, por certo, mais inacredit\u00e1vel \u00e9 dizer que temos seu nome inscrito em nossas ora\u00e7\u00f5es e que seguiremos com essa lembran\u00e7a at\u00e9 que o Criador, mesmo que n\u00e3o creias, tome nota de seu nome e, em atendimento aos nossos pedidos, passe sua m\u00e3o sobre seu rosto, restaurando, se n\u00e3o sua vis\u00e3o, a vontade e o \u00e2nimo pela vida, que \u00e9 um direito que nos cabe at\u00e9 os \u00faltimos dias. Rogo ao Criador para que seus dias sejam de paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cC\u00e2ncer \u00e9 aquela palavra terr\u00edvel que todos tememos quando vamos ao m\u00e9dico para um exame f\u00edsico, mas, naquele breve momento sombrio, ouvimos o mundo em que vivemos e as pessoas com quem o compartilhamos come\u00e7am a iluminar coisas que n\u00e3o conhec\u00edamos.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">BD Phillips<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Volta \u00e0 saga<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Via Crucis tirar novo RG de crian\u00e7a ou adulto. Quando se consegue marcar no Parano\u00e1 e Valparaiso, \u00e9 bom dar-se por satisfeito. Isso acontece na capital do pa\u00eds.<\/p>\n<figure id=\"attachment_14751\" aria-describedby=\"caption-attachment-14751\" style=\"width: 542px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-14751\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/08\/Nova-Carteira-de-Identidade-600x394-1-1-1-1.png\" alt=\"\" width=\"542\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/08\/Nova-Carteira-de-Identidade-600x394-1-1-1-1.png 600w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/08\/Nova-Carteira-de-Identidade-600x394-1-1-1-1-300x197.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/08\/Nova-Carteira-de-Identidade-600x394-1-1-1-1-350x230.png 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/08\/Nova-Carteira-de-Identidade-600x394-1-1-1-1-550x361.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/08\/Nova-Carteira-de-Identidade-600x394-1-1-1-1-230x151.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14751\" class=\"wp-caption-text\">Arte: pefoce.ce.gov<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Repensar<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Cada vez menos not\u00edcias \u00fateis em jornais televisivos. \u00c9 tanta viol\u00eancia que a audi\u00eancia desliga a TV com uma ang\u00fastia pulsando no peito. Cenas que antes eram terminantemente proibidas, agora s\u00e3o exibidas no hor\u00e1rio em que crian\u00e7as assistem. Entre uma garfada de frango, uma mulher \u00e9 jogada no asfalto e o carro passa por cima. Vem a salada e outra mulher leva 5 tiros disparados pelo marido, a queima roupa. Imposs\u00edvel!<\/p>\n<figure id=\"attachment_23148\" aria-describedby=\"caption-attachment-23148\" style=\"width: 546px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-23148\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/charge.png\" alt=\"\" width=\"546\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/charge.png 597w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/charge-300x228.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/charge-550x417.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/05\/charge-230x175.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23148\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Cazo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O cine Bras\u00edlia vai de mal a pior. S\u00e1bado, na apresenta\u00e7\u00e3o do filme, come\u00e7ou pela \u00faltima parte, o que provocou revolta e vaias da plateia. <strong>(Publicada em 20.03.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Deixando de lado as poss\u00edveis interpreta\u00e7\u00f5es psicanalistas, f\u00edsicas e mesmo pessoais que a perda da vis\u00e3o possa a vir a acarretar para um indiv\u00edduo, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":23149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,3468,2339,114,2340,3334,3469,19],"class_list":["post-23146","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-cancer","tag-circecunha-2","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-terceiraidade","tag-velhice","tag-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23146"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23151,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23146\/revisions\/23151"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}