{"id":23203,"date":"2023-06-15T07:42:10","date_gmt":"2023-06-15T10:42:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23203"},"modified":"2023-06-15T07:51:22","modified_gmt":"2023-06-15T10:51:22","slug":"alem-dos-icebergs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/alem-dos-icebergs\/","title":{"rendered":"Al\u00e9m dos icebergs"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<br \/>\nHoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<br \/>\njornalistacircecunha@gmail.com<br \/>\nfacebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Testada nos acontecimentos de 8 de janeiro, as For\u00e7as Armadas n\u00e3o decepcionaram o novo governo. Quem apostou at\u00e9 os \u00faltimos segundos que a caserna n\u00e3o aceitaria a entroniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no mesmo barco furado que hoje afundam Venezuela, Nicar\u00e1gua e outros, perdeu o lance. De fato, quem chutou o pau da barraca dos acampados em frente aos quart\u00e9is, foram os militares, para a surpresa de muitos e a frustra\u00e7\u00e3o de outros tantos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Podem crer que no intrincado tabuleiro de xadrez do Estado, quem tem a palavra final e de fato s\u00e3o os militares, como foi visto os idos de 1964. Ocorre de l\u00e1 para c\u00e1 muita coisa mudou. A redemocratiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o trouxe, como esperavam muitos, o devido amadurecimento pol\u00edtico. O que se viu desde ent\u00e3o, foi o retorno constante das crises institucionais e pol\u00edticas, com uma sequ\u00eancia de esc\u00e2ndalos, de impeachment e de den\u00fancias de toda ordem contra a classe dirigente, que culminariam nos acontecimentos do Mensal\u00e3o, do Petrol\u00e3o, seguido de pris\u00f5es em massa dos poderosos, gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o destemidas do Procuradores da Lava Jato, segundados pelo ent\u00e3o juiz S\u00e9rgio Moro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pela primeira vez em nossa hist\u00f3ria, um presidente da Rep\u00fablica foi encarcerado sob acusa\u00e7\u00f5es que passavam longe da atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e se aproximavam perigosamente de poderosos chef\u00f5es. Ainda assim a classe pol\u00edtica parece n\u00e3o ter aprendido nada e as crises se seguiram como antes. A pr\u00f3pria Lava Jato, que poderia ter representado um ponto de inflex\u00e3o na vida pol\u00edtica do pa\u00eds, foi sendo, a exemplo do que aconteceu na It\u00e1lia com a \u201cOpera\u00e7\u00e3o M\u00e3os Limpas\u201d, desmontada pe\u00e7a por pe\u00e7a por nossa corte suprema, a\u00e7\u00e3o que contaria com o apoio de institui\u00e7\u00f5es importantes mas impotentes no reorganizar da algazarra da malversa\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As elei\u00e7\u00f5es de novembro passado, transcorreram dentro desse clima de \u00f3dio e de antagonismos que opunha grande parte da na\u00e7\u00e3o contra um sistema que parecia organizado para fazer reviver os piores pesadelos do passado, trazendo de nova \u00e0 baila e diretamente da cadeia, um presidente, que hoje sequer consegue p\u00f4r os p\u00e9s nas ruas al\u00e9m de espectadores \u00ednfimos em lives de \u00faltima hora. Ningu\u00e9m quer ouvir o presidente. O interesse nas ideias do l\u00edder \u00e9 inexistente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0No meio desse banz\u00e9, o governo Bolsonaro, pode ser interpretado como um par\u00eantesis em nossa tumultuada hist\u00f3ria. Acuado pela imprensa e pelos partidos pol\u00edticos que se sentiam alijados das boquinhas do Estado, Bolsonaro foi literalmente triturado pelo sistema e hoje corre risco de ser preso, assim como boa parte da oposi\u00e7\u00e3o, simplesmente por ser de direita. \u00a0\u00a0 As urnas eletr\u00f4nicas, trouxeram antigas pe\u00e7as. A consequ\u00eancia \u00e9 que agora o pa\u00eds est\u00e1 na rota de mais uma crise institucional, sendo que dessa vez n\u00e3o haver\u00e1 solu\u00e7\u00e3o de f\u00e1cil reparo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com a na\u00e7\u00e3o cada vez mais amorda\u00e7ada e acuada por um conjunto de for\u00e7as do Estado, seguimos agora o caminho que poder\u00e1 nos leva ao beco sem sa\u00edda, o mesmo onde hoje est\u00e3o os pa\u00edses Latino Americanos submetidos ao desastre do Socialismo do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pela primeira vez em nossa hist\u00f3ria caber\u00e1 ao Poder Judici\u00e1rio a tarefa de cuidar para que todos subam a bordo. Para tanto contam com o apoio e a m\u00e3o amiga das For\u00e7as Armadas, que parecem coesas e prontas para conduzir noite adentro essa desventurada nau.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A frase que foi pronunciada:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cConhe\u00e7a o Foro de S\u00e3o Paulo, o maior inimigo do Brasil.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Felipe Moura Brasil, na revista VEJA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Den\u00fancias<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Nada mais natural que um assessor ser exonerado depois da voz de pris\u00e3o, como aconteceu na ANVISA. Em governos regionais que contratam\u00a0presos que est\u00e3o cumprindo pena em regime aberto ou semiaberto h\u00e1 den\u00fancias de que alguns recebem cargo\u00a0de chefia retirado de servidor concursado. N\u00e3o d\u00e1 para acreditar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Multas mil<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Quem usa a pista da primeira entrada do N\u00facleo Bandeirante rumo \u00e0 Metropolitana, vindo do Pist\u00e3o Sul, v\u00ea que n\u00e3o existe sinaliza\u00e7\u00e3o de faixa pontilhada ou cont\u00ednua. O problema \u00e9 que o pardal estrategicamente colocado capta a imagem de quem dirige inadvertidamente na faixa exclusiva dos \u00f4nibus. A surpresa est\u00e1 chegando agora pelos Correios aos motoristas desavisados.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Participa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Em a\u00e7\u00e3o com a comunidade do Lago Norte, a ouvidoria da Administra\u00e7\u00e3o coletou as ideias dos moradores para o novo Plano Diretor.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Enquanto isto acontece, a superquadra continua num abandono total. Quem mora nas superquadras 104 e 304 sabe do inter\u00easse do engenheiro chefe Jos\u00e9 Pereira da Silva, e sabe o que est\u00e1 acontecendo. Todos os pedidos do engenheiro, para manuten\u00e7\u00e3o da superquadra, s\u00e3o atirados na cesta. (Publicada em 21.03.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Testada nos acontecimentos de 8 de janeiro, as For\u00e7as Armadas n\u00e3o decepcionaram o novo governo. 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