{"id":23369,"date":"2023-08-18T03:03:43","date_gmt":"2023-08-18T06:03:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23369"},"modified":"2023-09-21T11:18:00","modified_gmt":"2023-09-21T14:18:00","slug":"passarela-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/passarela-do-brasil\/","title":{"rendered":"\u00a0\u00a0 Passarela do Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\">\n<p><em>Criada por Ari Cunha desde 1960<\/em><\/p>\n<p><em>jornalistacircecunha@gmail.com<\/em><\/p>\n<p><em>com Circe Cunha e Mamfil<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0 Passarela do Brasil<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao completar o longo ciclo de miscigena\u00e7\u00e3o, que misturou na mesma panela de barro o bacalhau, do branco, o mungunz\u00e1 do negro e o tacac\u00e1 dos \u00edndios, o que resultou dessa massaroca de sangue e culturas, veio a dar no que hoje se conhece como Brasil. Um pa\u00eds, que pelo o que retrata seu hino nacional informal, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, \u00e9 de fato habitado por uma sociedade inzoneira, onde a seriedade de prop\u00f3sitos passa longe das regras positivistas e racionais. Ou se adota esse modelo de pouco afeito as regras, ou se enlouquece de vez.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o por outra raz\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o aprendeu e desenvolveu, ao longo dos s\u00e9culos, um jeitinho pr\u00f3prio e eficaz para driblar as vicissitudes da vida e principalmente para fugir das armadilhas das altas classes dirigentes, encasteladas na m\u00e1quina do Estado e de onde buscam perpetuar o regime de escravid\u00e3o, feito agora com novos vernizes de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o por acaso, nada por essas bandas funciona a contento, a come\u00e7ar pelos servi\u00e7os p\u00fablicos prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. H\u00e1 toda uma encena\u00e7\u00e3o de que as coisas funcionam. A popula\u00e7\u00e3o, de t\u00e3o paciente faz com que pensem que ela acredita. Como resultado dessa m\u00edmica, tudo nestes tr\u00f3picos tende naturalmente para o caminho da desnaturaliza\u00e7\u00e3o de regras e para nonsense.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A come\u00e7ar pela pr\u00f3pria Rep\u00fablica, que nada mais tem sido do que um arremedo da monarquia, isso sem a seriedade que buscava alcan\u00e7ar Pedro II. Nada \u00e9 de verdade. Tudo \u00e9 fingimento. Tamb\u00e9m pudera. A fonte desse descr\u00e9dito em tudo e em todos parte justamente de cima para baixo. Nenhum brasileiro, c\u00f4nscio de suas capacidades mentais e at\u00e9 \u00e9ticas, aposta um n\u00edquel furado nas elites dirigentes do pa\u00eds, ou pelo menos numa grande maioria. Para o estrangeiro, esse \u00e9 de fato um pa\u00eds estranho. Para os que entenderam como as coisas desandam a cada dia, esse pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3prio para amadores e para os puros de cora\u00e7\u00e3o. Temos o nosso pr\u00f3prio modelo desorganizado de organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Talvez esse seja o \u00fanico modelo a funcionar de fato. Por aqui a coxa de galinha, que nasceu verdadeira com ossos e tudo, se transformou na coxinha de padaria e de l\u00e1 virou cubinho de caldo de galinha qu\u00edmico. N\u00e3o somos s\u00e9rios e talvez esse seja mesmo nosso modo de sobreviver sem cicatrizes. Por isso \u00e9 que regime nenhum, imposto de cima de para baixo, que sonhe em implantar teorias alien\u00edgenas, onde somente a pobreza e os deficits sejam socializados, ter\u00e1 futuro entre n\u00f3s. E por um motivo singelo: h\u00e1 muito o povo j\u00e1 aprendeu a n\u00e3o esperar nada de bom vindo de cima. O que os brasileiros socializam, desde sempre, \u00e9 o socorro ao vizinho. Um pouco de arroz, a\u00e7\u00facar, farinha passados de m\u00e3o em m\u00e3o. \u00c9 o fiado na vendinha, at\u00e9 o final do m\u00eas. Nada do que possa ser ang\u00fastia e car\u00eancia social, s\u00e3o estranhos aos brasileiros que se abrigam na base da pir\u00e2mide. Temos o nosso pr\u00f3prio socialismo, forjado na necessidade e na indiferen\u00e7a. N\u00e3o precisamos de outros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Vivem nessa posi\u00e7\u00e3o como quem vive debaixo de pontes e onde aprendeu que nada que cai de cima \u00e9 aproveit\u00e1vel. Por essas bandas aqui regimes e at\u00e9 corruptos de carteirinha, acabam virando enredo de escola de samba. Brasil, samba que d\u00e1.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">A frase que foi pronunciada:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Viva o Brasil \/ Onde o ano inteiro \/ \u00c9 primeiro de abril<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Mill\u00f4r Fernandes<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Sem no\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Foi s\u00f3 uma semana. Agora o pr\u00e9dio do BRB continua de luzes acesas durante a madrugada. Destoa de todos os outros ao lado. No Setor de Autarquia Norte, ao lado da 202.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Zero coopera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o se faz dona de casa como antigamente. Um molho de br\u00f3colis varia de R$14 a R$ 4. A diferen\u00e7a \u00e9 muito grande. Como n\u00e3o h\u00e1 reclama\u00e7\u00e3o nem boicotes os pre\u00e7os seguem subindo. A competi\u00e7\u00e3o do mercado \u00e9 saber quem cobra mais at\u00e9 que a panela estoure.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Esclarece<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">D\u00favida sobre a veracidade de not\u00edcias que citem o Senado ou senadores pode ser dirimida pelo Senado Verifica. Agora pelo WhatsApp o cidad\u00e3o encaminha a quest\u00e3o que ser\u00e1 apurada.\u00a0 Basta salvar o n\u00famero 61981900601 na agenda do telefone e enviar a pergunta pelo WhatsApp.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Mais um pr\u00e9dio da Asa Norte est\u00e1 amea\u00e7ando ruir. Desta vez, foi evacuado o bloco 32, pelo IAPC, em virtude do perigo apresentado. (Publicada em 23.03.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criada por Ari Cunha desde 1960 jornalistacircecunha@gmail.com com Circe Cunha e Mamfil \u00a0\u00a0 Passarela do Brasil \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao completar o longo ciclo de miscigena\u00e7\u00e3o, que misturou na mesma panela de barro o bacalhau, do branco, o mungunz\u00e1 do negro e o tacac\u00e1 dos \u00edndios, o que resultou dessa massaroca de sangue e culturas, veio a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-23369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23369"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23369\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23370,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23369\/revisions\/23370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}