{"id":23400,"date":"2023-09-07T02:17:11","date_gmt":"2023-09-07T05:17:11","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23400"},"modified":"2023-09-21T11:44:09","modified_gmt":"2023-09-21T14:44:09","slug":"sete-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/sete-de-setembro\/","title":{"rendered":"Sete de Setembro"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"titulo-clipping\">VISTO, LIDO E OUVIDO &#8211; Sete de Setembro<\/h3>\n<div>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Criada por Ari Cunha desde 1960<\/em><\/p>\n<p><em>jornalistacircecunha@gmail.com<\/em><\/p>\n<p><em>com Circe Cunha e Mamfil\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passados 201 anos, desde que naquela long\u00ednqua tarde de s\u00e1bado, de 1822, por volta das 16h, era\u00a0 proclamada, em p\u00fablico, sem qualquer formalidade oficial, a separa\u00e7\u00e3o do Brasil de sua antiga metr\u00f3pole, Portugal. Recordamos aquele acontecimento, como quem aprecia a pintura de Pedro Am\u00e9rico, Independ\u00eancia ou Morte exposta hoje no Museu do Ipiranga. Trata-se de uma obra medindo 4,15m de altura, por 7,60m de largura. Nela se agitam os personagens centrais da pintura, mostrando o encontro da comitiva de um D. Pedro I, de espada em punho erguida no ar, em frente de um regimento da guarda real, decretando a separa\u00e7\u00e3o do Brasil do reino de Portugal.<\/p>\n<p>Observa-se que nos arredores desse famoso quadro, atuando como figurantes passivos, podem ser vistos alguns pequenos\u00a0 agricultores, que assistem aquela encena\u00e7\u00e3o totalmente alheios ao que se passava naquele instante. Foi sempre assim.\u00a0 Tamb\u00e9m na Proclama\u00e7\u00e3o de outro fato importante, nesse caso ocorrido poucas d\u00e9cadas depois, em 1889, era instalada, por um golpe, a Rep\u00fablica. Tamb\u00e9m naquela ocasi\u00e3o o povo assistiu ao desfile de militares em seus cavalos, totalmente absortos do que se passava.<\/p>\n<p>Retornando a 1822, a Independ\u00eancia do Brasil inaugurou ali, nas proximidades do Riacho Ipiranga, onde se situa o bairro do mesmo nome, na Zona Sul de S\u00e3o Paulo, o que hoje conhecemos como Estado brasileiro independente e dono, at\u00e9 certo ponto, de seu destino. \u00c9 uma data importante. Todos os pa\u00edses possuem sua data de liberta\u00e7\u00e3o e sua carta de alforria. Ao analisarmos aqueles acontecimentos perdido nas brumas do passado, uma quest\u00e3o fica em suspenso: que import\u00e2ncia tem esse fato para n\u00f3s, que estamos distante no tempo desse acontecimento, se tomarmos como ponto de partida o desd\u00e9m que expressamos por nossas ra\u00edzes e nossa\u00a0 pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o talvez esteja no fato de que os grandes acontecimentos de nossa hist\u00f3ria, capazes de mudar os rumos do pa\u00eds, sempre foram realizados sem a participa\u00e7\u00e3o efetiva da popula\u00e7\u00e3o. Nossas transforma\u00e7\u00f5es mais significativas, foram feitas, ontem como hoje, dentro de gabinetes, longe das vistas e da opini\u00e3o p\u00fablica. Tendo o povo como detalhe, n\u00e3o surpreende que fatos como esses, s\u00f3 possuem a dimens\u00e3o que exibem e s\u00f3 s\u00e3o lembrados , gra\u00e7as as aulas de Hist\u00f3ria do Brasil, ministradas nas escolas, desde os primeiros anos.<\/p>\n<p>Por seus efeitos delet\u00e9rios a Independ\u00eancia do Brasil, poderia servir como leit motif para todos os anos, nessa data, verificarmos, com sincera reflex\u00e3o, em que est\u00e1gio de aut\u00eantica independ\u00eancia estamos imersos. Bem sabemos que com a sa\u00edda de algum dominador, logo outro toma o lugar e assim vamos passando de m\u00e3o em m\u00e3o. Logo depois da domina\u00e7\u00e3o da metr\u00f3pole portuguesa, ca\u00edmos em m\u00e3o dos ingleses, que gra\u00e7as a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial que empreenderam, substituindo a m\u00e3o de obra humana pela for\u00e7a das m\u00e1quinas, passaram n\u00e3o s\u00f3 a controlar economicamente o Brasil como Portugal tamb\u00e9m, alheio naquela \u00e9poca aos avan\u00e7os propiciados pelas m\u00e1quinas \u00e0 vapor.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesse caso, o populacho pouco foi informado dessa substitui\u00e7\u00e3o, mesmo que passasse a consumir os produtos made in England. Sempre foi assim. Afastados desses acontecimentos hist\u00f3ricos \u00e9 preciso perguntar: em que ponto de nossa independ\u00eancia nos encontramos atualmente? Apresentados como sujeito de nossos destinos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, donde, imaginariamente \u201ctodo o poder emana\u201d, em que ponto de liberdade ou independ\u00eancia nos encontramos hoje nessa data de Nosso Senhor, 7 de setembro de 2023?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cTerra \u00e0 vista? Isso foi h\u00e1 muito tempo. Agora nossa terra \u00e9 vendida a prazo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Eduardo Dusek<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 elogios<\/strong><\/p>\n<p>Na 307 Sul, Bloco A, uma bel\u00edssima exposi\u00e7\u00e3o do grupo Bordelando. Mais uma vez, o grupo unido mostra a produ\u00e7\u00e3o para a comunidade brasiliense. Da arte \u00e0 solidariedadem al\u00e9m da amizade mantida ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>O Di\u00e1rio Oficial de ontem publica uma nota do Dasp sobre um concurso para o IAPI, realizado em Bras\u00edlia, cujas provas ser\u00e3o identificadas em 3 de abril, no pr\u00e9dio do Minist\u00e9rio da Fazenda, no Rio. Os candidatos teer\u00e3o que se transportar para a Guanabara, se quiserem ver suas provas. (Publicada em 23\/3\/1962)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO &#8211; Sete de Setembro \u00a0 Criada por Ari Cunha desde 1960 jornalistacircecunha@gmail.com com Circe Cunha e Mamfil\u00a0\u00a0\u00a0 &nbsp; Passados 201 anos, desde que naquela long\u00ednqua tarde de s\u00e1bado, de 1822, por volta das 16h, era\u00a0 proclamada, em p\u00fablico, sem qualquer formalidade oficial, a separa\u00e7\u00e3o do Brasil de sua antiga metr\u00f3pole, Portugal. 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