{"id":23404,"date":"2023-09-08T04:44:18","date_gmt":"2023-09-08T07:44:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23404"},"modified":"2023-09-21T11:45:30","modified_gmt":"2023-09-21T14:45:30","slug":"o-estado-como-ateu-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-estado-como-ateu-politico\/","title":{"rendered":"O Estado como ateu pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"col-12 col-md-6 order-first\">VISTO, LIDO E OUVIDO &#8211; O Estado como ateu pol\u00edtico<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p><em>Criada por Ari Cunha desde 1960<\/em><\/p>\n<p><em>jornalistacircecunha@gmail.com<\/em><\/p>\n<p><em>com Circe Cunha e Mamfil<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grande parcela dos brasileiros ainda sonha com a possibilidade, um tanto long\u00ednqua,\u00a0 de o Estado retomar suas fun\u00e7\u00f5es conforme o desenhado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. N\u00e3o se trata de um desejo banal ou sem fundamentos. O que a parcela mais esclarecida da popula\u00e7\u00e3o gostaria de ver acontecer \u00e9 a m\u00e1quina p\u00fablica gerando servi\u00e7os, produtos e ganhos para o cidad\u00e3o, sem a ferrugem e o parasitismo das ideologias pol\u00edticas que transformam todas essas a\u00e7\u00f5es em dividendos para os agentes pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 saber a quem serve a m\u00e1quina p\u00fablica. N\u00e3o s\u00e3o poucos tamb\u00e9m os cidad\u00e3os que clamam para que o Supremo Tribunal Federal e as altas cortes voltem a se ater e a circunscrever seus pareceres, com absoluta exclusividade e foco, a temas t\u00e9cnicos e jur\u00eddicos, conforme orienta a Constitui\u00e7\u00e3o. Nesse caso espec\u00edfico, o que a sociedade reclama, e, nesse ponto, com toda a raz\u00e3o concernente \u00e0 sabedoria popular, \u00e9 que os Poderes, e nesse caso o Supremo, volte a se debru\u00e7ar sobre quest\u00f5es de ordem constitucional, como corte criada para esse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o sabe e sente na pele que as decis\u00f5es pol\u00edticas, com vi\u00e9s ideol\u00f3gicos, sempre acabam emperrando o desempenho do Estado e encarecendo suas a\u00e7\u00f5es. Mesmo para o cidad\u00e3o comum, aquele que n\u00e3o se informa rotineiramente, os embates e as discuss\u00f5es de cunho pol\u00edtico, deveriam ficar restritos ao parlamento, que \u00e9 o f\u00f3rum adequado para essas quest\u00f5es. Quando os tr\u00eas Poderes passam a se arvorar em agente pol\u00edtico e partid\u00e1rio, desempenhando suas fun\u00e7\u00f5es sempre com base em matizes pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, o que se obt\u00e9m como resultado s\u00e3o crises institucionais, com cada ente defendendo a cor de sua bandeira e com a cidadania posta de lado.<\/p>\n<p>Tomado em sua concep\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, o Estado deveria ser composto por servidores da popula\u00e7\u00e3o, pagos por ela, para gerar servi\u00e7os e administrar o pa\u00eds. Infelizmente n\u00e3o \u00e9 o que se tem hoje. De alto a baixo, no organograma do Estado, o que se presencia \u00e9 o aparelhamento da m\u00e1quina, com base em vi\u00e9s pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos. Com raras exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o nesse ponto \u00e9 saber em que parte do mundo esse modelo deu certo e rendeu bons frutos para o cidad\u00e3o. Um caso t\u00edpico e que tem produzido frutos envenenados \u00e9 a atual partidariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das altas cortes. Com os Poderes da Rep\u00fablica envoltos cada um com suas bandeiras pol\u00edticas ao cidad\u00e3o cabe apenas torcer para ser visto e atendido. Outra quest\u00e3o em foco e\u00a0 notada pela sociedade \u00e9 a apatia e mesmo o fraco desempenho do Poder Legislativo. Nessa inst\u00e2ncia, n\u00e3o h\u00e1, absolutamente,\u00a0 \u00e2nimo para fazer o que manda a Lei Maior.<\/p>\n<p>Lembremos aqui que foi a\u00a0 exacerbada judicializa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, levado a termo, primeiramente\u00a0 por parlamentares da esquerda e seguido dos demais, que nos levou a esse beco de crise institucional, que muitos j\u00e1 se referem como uma ditadura do Judici\u00e1rio.\u00a0 Criou-se uma esp\u00e9cie de Frankenstein na Rep\u00fablica, agora aqueles que foram respons\u00e1veis por esse rebento, que tratem de encontrar uma sa\u00edda para essas experi\u00eancias de laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Nesse conhecido jogo de empurra empurra, ningu\u00e9m vem a p\u00fablico assumir as responsabilidades devidas. Alguns chegam a torcer para que essas distor\u00e7\u00f5es entre os Poderes prossigam, pois parece beneficiar um espectro ideol\u00f3gico. Com esses desencontros quem acaba colhendo esses frutos transg\u00eanicos \u00e9 a sociedade, outrora a origem que emanava todo o poder.<\/p>\n<p>Depois do aborto de outras quest\u00f5es delicadas, que por sua complexidade e alcance deveriam ser submetidas \u00e0 uma discuss\u00e3o clara e transparente ouvindo todos os lados da sociedade agora \u00e9 a vez da descriminaliza\u00e7\u00e3o das drogas, assunto tamb\u00e9m que caberia a realiza\u00e7\u00e3o de de discuss\u00f5es mais profundas e claras. Pelo andar das vota\u00e7\u00f5es nessa egr\u00e9gia corte, a tend\u00eancia dos ministros \u00e9 para a liberar o porte entre 60g e 100g para usu\u00e1rios de maconha. O bom senso, recomenda que essa discuss\u00e3o ganhe as ruas, envolvendo todos os brasileiros, mostrando, afinal que vantagens, se as h\u00e1, e que preju\u00edzos essa medida traria para a sociedade.<\/p>\n<p>J\u00e1 fica adiantado aqui que, para os pais de fam\u00edlia, com crian\u00e7as, jovens e adolescentes em casa, essa \u00e9 uma discuss\u00e3o que possui um veredito firme e consolidado no sentido de proibi\u00e7\u00e3o total ao acesso, porte e consumo das drogas.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de profissionais e estudiosos seria muito mais proveitoso que o Supremo se debru\u00e7asse sobre o uso de entorpecentes dentro do servi\u00e7o p\u00fablico, obrigando todos os servidores federais, estaduais e municipais a se submeterem a exames peri\u00f3dicos para a detec\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias ilegais. N\u00e3o se pode tolerar que servidores do Estado fa\u00e7am uso de drogas e ainda assim permane\u00e7am exercendo fun\u00e7\u00f5es pagas pela sociedade. Nesse quadro est\u00e3o, al\u00e9m de m\u00e9dicos, professores, policiais, militares e muitos outros. Essa, sim, seria uma quest\u00e3o importante a ser tratada e que evitaria muitos casos danosos para a sociedade.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0 aqueles que gostariam de ver as universidades livres do flagelo das drogas. Nesse caso, em se tratando de institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica, bancada inclusive por muita gente que jamais\u00a0 teve a oportunidade de estudar, n\u00e3o seria nada de mais impedir que estudantes que desejam ingressar nessas faculdades, fossem submetidos tamb\u00e9m a exames para provar que n\u00e3o s\u00e3o consumidores de drogas. \u00c9 preciso haver contrapartida \u00e0 sociedade que pagou seus estudos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ser nenhum especialista na mat\u00e9ria para saber que a descriminaliza\u00e7\u00e3o do porte ir\u00e1 favorecer, sobremaneira, os traficantes e aqueles vendem o produto no varejo nas ruas e em grandes quantidades no atacado. \u00c9 o caso de dizer aqui que o desejo do Supremo em liberar o porte de drogas, seja em que quantidade for, vai contra o que deseja a enorme maioria dos brasileiros. Fica a quest\u00e3o: a quem serve essa alta corte?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cSe droga fosse coisa boa, n\u00e3o teria esse nome.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pedro Albuquerque de Menezes, 9 anos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Se o Helder Martins vier novamente a Bras\u00edlia, dir\u00e1 que o Iate Clube n\u00e3o existe mais. \u00c9 que \u00eale mostrou uma foto do barraco, dizendo que o Iate era aquilo, e, agora, o barraco foi demolido. (Publicada em 23\/3\/1962)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO &#8211; O Estado como ateu pol\u00edtico Criada por Ari Cunha desde 1960 jornalistacircecunha@gmail.com com Circe Cunha e Mamfil &nbsp; Grande parcela dos brasileiros ainda sonha com a possibilidade, um tanto long\u00ednqua,\u00a0 de o Estado retomar suas fun\u00e7\u00f5es conforme o desenhado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. 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