{"id":23418,"date":"2023-09-30T04:13:39","date_gmt":"2023-09-30T07:13:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23418"},"modified":"2023-09-29T16:46:12","modified_gmt":"2023-09-29T19:46:12","slug":"homens-idealistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/homens-idealistas\/","title":{"rendered":"\u00a0 Homens idealistas"},"content":{"rendered":"<p><em>Criada por Ari Cunha desde 1960<\/em><\/p>\n<p><em>jornalistacircecunha@gmail.com<\/em><\/p>\n<p><em>com Circe Cunha e Mamfil<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um dos prop\u00f3sitos que levou o jornalista e fundador do Correio Braziliense, Ari Cunha a criar da coluna Visto, Lido e Ouvido, justamente no dia da inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, em 21 abril de 1960, era e ainda \u00e9, o de voz e vez aos moradores da cidade.\u00a0 Repercutir e dar visibilidade aos anseios dos pioneiros, que para c\u00e1 vieram participar da constru\u00e7\u00e3o da nova capital, se revelou, naquele per\u00edodo em que as comunica\u00e7\u00f5es eram ainda prec\u00e1rias, de suma import\u00e2ncia para o estabelecimento de uma sociedade, que estava sendo constru\u00edda juntamente com a capital do Brasil.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Era por meio desse jornal e principalmente dessa coluna que os primeiros moradores se inteiravam das not\u00edcias e viam, muitas vezes, suas reivindica\u00e7\u00f5es estampadas no peri\u00f3dico e colocadas publicamente.\u00a0 Com isso as autoridades tomavam ci\u00eancia das necessidades mais urgentes dos habitantes, sendo que muitos problemas que surgiam naquela \u00e9poca, eram resolvidos gra\u00e7as a divulga\u00e7\u00e3o feita por aquele jornalista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o surpreende que naquele tempo, depois do prefeito, a figura mais importante e com maior capacidade de resolver os problemas da cidade e de seus moradores era justamente o jornalista Ari Cunha. N\u00e3o por outra raz\u00e3o, seu escrit\u00f3rio vivia abarrotado de populares e mesmo pol\u00edticos, que de uma maneira informal, mas precisa, buscavam solu\u00e7\u00f5es para uma cidade que nascia e para uma popula\u00e7\u00e3o, ainda carente dos m\u00ednimos servi\u00e7os b\u00e1sicos de atendimento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o era uma tarefa f\u00e1cil, por isso mesmo esse trabalho era, muitas vezes estendido noite adentro. N\u00e3o foram poucas as vezes em que esse jornalista se prontificou a levar as reivindica\u00e7\u00f5es dos candangos diretamente para o conhecimento das autoridades.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As cobran\u00e7as eram constantes e o jornal e a coluna n\u00e3o davam tr\u00e9gua aos pol\u00edticos e outras personalidades.\u00a0 Naqueles anos sessenta, os respons\u00e1veis pela gest\u00e3o da cidade que surgia, ainda guardavam certo temor e zelo profissional pelo que faziam e por isso queriam ver resolvidos todos os problemas que apareciam. O servi\u00e7o de utilidade p\u00fablica prestado por esse jornal e particularmente por essa coluna foi de grande valia naqueles tempos de pioneirismo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Com o tempo veio a li\u00e7\u00e3o de que nada adiantaria defender os brasilienses, sem antes defender a cidade e principalmente sua correta evolu\u00e7\u00e3o dentro dos par\u00e2metros tra\u00e7ados por seus idealizadores. Com rela\u00e7\u00e3o tanto ao presidente Juscelino Kubistchek, como a Israel Pinheiro ou mesmo Oscar Niemeyer e L\u00facio Costa, o tr\u00e2nsito do jornalista e suas longas conversas e discuss\u00f5es com esses personagens b\u00e1sicos na constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, deram a Ari Cunha a certeza de que a defesa da capital e de seus princ\u00edpios maiores, era uma miss\u00e3o que se fazia urgente e necess\u00e1ria, \u00e0 medida em que a cidade foi crescendo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nessa fase, a coluna adquiriu uma linha editorial de defesa intransigente de Bras\u00edlia, custasse o que custasse. A cidade, a partir da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e da maioridade pol\u00edtica, transformou-se rapidamente numa grande metr\u00f3pole. A rapidez do crescimento, trouxe consigo a falta de planejamento. O a\u00e7odamento dos pol\u00edticos locais que surgiam e de seus interesses financeiros cuidaram de desvirtuar os caminhos de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nessa fase. a coluna passou a ser atacada por gente que n\u00e3o se conformava em caminhar na estrada reta da \u00e9tica. Os tempos eram outros. A fase idealista, daqueles que sonharam com a nova capital para abrigar o homem novo, deu lugar ao que se v\u00ea hoje,\u00a0Quase todos os dias, se ouvem not\u00edcias de \u00e1reas que s\u00e3o invadidas ou perdidas para grileiros e outros profissionais do crime.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O crescimento desordenado da cidade, a\u00e7ulado por uma casta de pol\u00edticos locais sem compromisso com a capital, aumenta a press\u00e3o pela ocupa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas verdes e todo e qualquer espa\u00e7o que eles considerem vazios e desocupados. As a\u00e7\u00f5es do governo, juntamente com os movimentos originados na pr\u00f3pria C\u00e2mara Distrital, oscilam ora entre neglig\u00eancia, ora em incentivos abertos \u00e0 essas ocupa\u00e7\u00f5es. As discuss\u00f5es sobre novos ordenamentos urbanos da capital, com presen\u00e7a, em sua maioria de pessoas alheias ao conceito de Bras\u00edlia, s\u00f3 resultam na modifica\u00e7\u00e3o na carta original de deu sentido a cidade, criando-se novos assentamentos, a maioria sem projetos de impacto ambiental e de infraestrutura, tudo feito para atrair e agradas eleitores.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<p style=\"font-weight: 400\">A frase que foi pronunciada:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201c\u00c9 in\u00fatil conhecer a lei sem conhecer as pessoas para as quais ela foi estabelecida.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Justiniano I<\/p>\n<p>Eleito<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Escritores do pa\u00eds est\u00e3o de olho na elei\u00e7\u00e3o de Gustavo Dourado para o PEN Clube do Brasil, institui\u00e7\u00e3o presidida pelo escritor, jornalista e pesquisador Ricardo Cravo Albin. A promessa \u00e9 lutar pela liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Quando rompeu a barragem do Ip\u00ea, a unica via de acesso, que era o asfalto, foi levado de rold\u00e3o. Em menos de 24 horas, a Novacap construiu nova entrada, pelo lado do Gama, e j\u00e1 est\u00e1 pronta. H\u00e1 muito n\u00e3o se via o verdadeiro ritmo de Bras\u00edlia. (Publicada em 24.03.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criada por Ari Cunha desde 1960 jornalistacircecunha@gmail.com com Circe Cunha e Mamfil \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um dos prop\u00f3sitos que levou o jornalista e fundador do Correio Braziliense, Ari Cunha a criar da coluna Visto, Lido e Ouvido, justamente no dia da inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, em 21 abril de 1960, era e ainda \u00e9, o de voz e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-23418","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23419,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23418\/revisions\/23419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}