{"id":23620,"date":"2023-12-02T01:00:36","date_gmt":"2023-12-02T04:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=23620"},"modified":"2023-12-02T12:23:15","modified_gmt":"2023-12-02T15:23:15","slug":"23620-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/23620-2\/","title":{"rendered":"O caminho individual das drogas"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p>jornalistacircecunha@gmail.com<\/p>\n<p>facebook.com\/vistolidoeouvido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_23624\" aria-describedby=\"caption-attachment-23624\" style=\"width: 595px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-23624\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/12\/mato.png\" alt=\"\" width=\"595\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/12\/mato.png 770w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/12\/mato-300x185.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/12\/mato-768x473.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/12\/mato-550x339.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/12\/mato-230x142.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23624\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ademir Ribeiro \/ Ag. Senado<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Dois problemas, causados em sua origem, t\u00eam colocado mais entraves \u00e0 s\u00e9ria discuss\u00e3o sobre o consumo e\/ou a libera\u00e7\u00e3o das drogas em nosso pa\u00eds. O primeiro deles reside no fato de que o Supremo, avan\u00e7ando o sinal, achou por bem liberalizar o consumo dessas subst\u00e2ncias, atropelando decis\u00f5es que, por seu amparo constitucional, manda ser feito no \u00e2mbito do Poder Legislativo, onde est\u00e3o os representantes da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 a\u00ed nesse Foro que essa importante decis\u00e3o deveria ser levada adiante. O segundo problema \u00e9 que, por falta de estudos mais aprofundados e mesmo de um debate amplo e aberto em \u00e2mbito nacional, essa discuss\u00e3o tem muito ainda que caminhar. Colocar o carro na frente dos bois, como ensinavam os antigos, \u00e9 um contrassenso. Deixar que esse assunto seja, de forma definitiva, decidido por pessoas que, por sua viv\u00eancia profissional, revelam total desconhecimento da quest\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o perigoso como a tentativa de impor ordenamentos que v\u00e3o contra o consenso geral, costumes e tradi\u00e7\u00f5es de nossa sociedade. O mais sensato nessa discuss\u00e3o toda, feita por doutos juristas, seria come\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o desse projeto de liberaliza\u00e7\u00e3o, pelo alicerce e n\u00e3o pelo telhado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma das milhares de medidas legais que poderiam ser adotadas, antes do regramento de liberalidades, seria obrigar as escolas e os meios de comunica\u00e7\u00e3o a promoverem campanhas sistem\u00e1ticas e cont\u00ednuas, alertando para os perigos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos do consumo dessas subst\u00e2ncias, com an\u00fancios em milh\u00f5es de pontos espalhados pelo pa\u00eds. Ou seja, primeiro educar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um outro ponto racional seria a ado\u00e7\u00e3o de medidas legais para cercar o problema, impedindo que ele adentrasse nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Para isso bastaria a exig\u00eancia de exames para detectar o consumo dessas subst\u00e2ncias, para todo o funcionalismo p\u00fablico, incluindo a\u00ed alunos e professores das escolas p\u00fablicas, m\u00e9dicos, policiais, militares, pol\u00edticos e toda uma infinidade de profiss\u00f5es pagas pelo contribuinte.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com essa obriga\u00e7\u00e3o os profissionais que gozam de estabilidade funcional e de prerrogativa e que precisam desses empregos e fun\u00e7\u00f5es pensariam duas vezes, para n\u00e3o serem exonerados a bem do servi\u00e7o p\u00fablico. N\u00e3o faz sentido o pagador de impostos financiar os v\u00edcios e maus costumes de uma parcela do funcionalismo. Essa simples medida, impediria ainda muitos acidentes e outros contratempos. N\u00e3o \u00e9 de hoje que se sabe que o consumo de subst\u00e2ncias proibidas por parte do funcionalismo \u00e9 alta e acarreta grandes preju\u00edzos aos cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A liberaliza\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas, que seguramente afetam a produ\u00e7\u00e3o cognitiva dos indiv\u00edduos, por seus males, deveria, em contrapartida, deixar claro para aqueles que fazem uso desses produtos, que, por lei, ele passa a ser visto pelo Estado, e por tabela, pela pr\u00f3pria sociedade, como um indiv\u00edduo incapaz de prestar quaisquer servi\u00e7os p\u00fablicos para a popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se enganem: em qualquer situa\u00e7\u00e3o em que um dependente qu\u00edmico atue, haver\u00e1 sempre uma possibilidade de risco \u00e0 seguran\u00e7a da sociedade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como a dificuldade em combater a dissemina\u00e7\u00e3o das drogas reside, basicamente, em posturas individuais e subjetivas, fazendo, de cada cidad\u00e3o, um juiz de si pr\u00f3prio, \u00e9 preciso come\u00e7ar as a\u00e7\u00f5es de restri\u00e7\u00e3o de consumo pelo pr\u00f3prio indiv\u00edduo, limitando seus passos e impedindo que ela haja como agente propagador desse mal do s\u00e9culo. N\u00e3o \u00e9 estabelecendo quantidades de drogas que cada um pode portar que se adotam medidas efetivamente eficazes, mas fazendo com que cada um, individualmente, tenha a possibilidade de livre escolha do caminho que quer seguir.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cAs pessoas usam drogas, legais e ilegais, porque as suas vidas s\u00e3o intoleravelmente dolorosas ou mon\u00f3tonas. Eles odeiam o trabalho e n\u00e3o encontram descanso no lazer. Eles est\u00e3o afastados de suas fam\u00edlias e de seus vizinhos. Deveria dizer-nos algo que nas sociedades saud\u00e1veis o uso de drogas \u00e9 comemorativo, alegre e ocasional, enquanto entre n\u00f3s \u00e9 solit\u00e1rio, vergonhoso e viciante. Precisamos de drogas, aparentemente, porque nos perdemos.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Wendell Berry, A Arte do Lugar Comum: Os Ensaios Agr\u00e1rios<\/p>\n<figure id=\"attachment_20036\" aria-describedby=\"caption-attachment-20036\" style=\"width: 446px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-20036\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/09\/photo.jpg\" alt=\"\" width=\"446\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/09\/photo.jpg 611w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/09\/photo-297x300.jpg 297w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/09\/photo-550x556.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/09\/photo-230x233.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-20036\" class=\"wp-caption-text\">Wendell Berry. Foto: Guy Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Amadores<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Sistemas administrativos n\u00e3o se cruzam causando enorme preju\u00edzo aos contribuintes. \u00c9 inimagin\u00e1vel que as pol\u00edcias deste pa\u00eds com dimens\u00f5es continentais n\u00e3o tenham um banco de dados em comum. Nem tribunais conjugam informa\u00e7\u00f5es com a Secretaria da Fazenda local ou federal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Sem pudor<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para quem critica os cart\u00f3rios, fica a fala de um funcion\u00e1rio que sabe o que diz. &#8220;N\u00e3o fossem os cart\u00f3rios em Bras\u00edlia, os grileiros estariam vendendo fra\u00e7\u00f5es da cal\u00e7ada da Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes.&#8221;<\/p>\n<figure id=\"attachment_12756\" aria-describedby=\"caption-attachment-12756\" style=\"width: 547px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-12756\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/placa-grilagem-c3a9-crime.jpg\" alt=\"\" width=\"547\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/placa-grilagem-c3a9-crime.jpg 500w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/placa-grilagem-c3a9-crime-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/placa-grilagem-c3a9-crime-350x197.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/placa-grilagem-c3a9-crime-230x129.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12756\" class=\"wp-caption-text\">Foto: chicosantanna.wordpress.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>S\u00f3 no Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Uma senhora, que parecia querida de todos os funcion\u00e1rios do Detran, atendia o p\u00fablico descascando uma manga suculenta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A raz\u00e3o para o que ocorre, \u00e9 que o deputado, sendo cearense, trouxe, de sua terra, uma cozinheira que prepara excelentes tapioquinhas de c\u00f4co, e a aflu\u00eancia de amigos n\u00e3o \u00e9 devido a outra coisa, sen\u00e3o a uma demonstra\u00e7\u00e3o pantagru\u00e9lica, com varia\u00e7\u00f5es para a mandioca. <strong>(Publicada em 27.03.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Dois problemas, causados em sua origem, t\u00eam colocado mais entraves \u00e0 s\u00e9ria discuss\u00e3o sobre o consumo e\/ou a libera\u00e7\u00e3o das drogas em nosso pa\u00eds. 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