{"id":24243,"date":"2024-04-21T01:00:23","date_gmt":"2024-04-21T04:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=24243"},"modified":"2024-04-20T17:08:21","modified_gmt":"2024-04-20T20:08:21","slug":"um-discurso-para-a-capital-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/um-discurso-para-a-capital-parte-1\/","title":{"rendered":"Um discurso para a capital \u2013 Parte 1"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18070\" aria-describedby=\"caption-attachment-18070\" style=\"width: 465px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-18070\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/lucio.jpg\" alt=\"\" width=\"465\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/lucio.jpg 397w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/lucio-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/lucio-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/11\/lucio-230x231.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-18070\" class=\"wp-caption-text\">L\u00facio Costa e presidente JK. Foto: arquivo.arq<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para o conhecimento das novas gera\u00e7\u00f5es eis aqui trechos do discurso do presidente da Rep\u00fablica Juscelino Kubitschek, feito h\u00e1 64 anos, na noite do dia 21 de abril de 1960, durante o ato oficial que inaugurava, comentado pela coluna. Depois de 3 anos de intensa constru\u00e7\u00e3o, a capital de todos os brasileiros, hoje patrim\u00f4nio cultural da humanidade, era finalmente entregue ao povo. Trata-se do mais importante documento acerca desse feito hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">&#8220;N\u00e3o me \u00e9 poss\u00edvel traduzir em palavras o que sinto e o que penso nesta hora, a mais importante de minha vida de homem p\u00fablico. A magnitude desta solenidade h\u00e1 de contrastar por certo com o tom simples de que se reveste a minha ora\u00e7\u00e3o. Dirigindo-me a todos os meus concidad\u00e3os, de todas as condi\u00e7\u00f5es sociais, de todos os graus de cultura, que, dos mais long\u00ednquos rinc\u00f5es da P\u00e1tria, voltais os olhos para a mais nova das cidades que o Governo vos entrega, quero deixar que apenas fale o cora\u00e7\u00e3o do Vosso Presidente\u201d.\u00a0<em>Aqui, mais do que nos trechos de cunho pol\u00edtico, a fala do ent\u00e3o presidente, como era de seu perfil humano e sens\u00edvel, deixa expresso toda a sua emo\u00e7\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o da mais gigantesca obra j\u00e1 realizada por mandat\u00e1rio em toda a hist\u00f3ria do pa\u00eds.\u00a0 \u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cN\u00e3o vos preciso recordar, nem quero faz\u00ea-lo agora, o mundo de obst\u00e1culos que se afiguravam insuport\u00e1veis para que o meu Governo concretizasse a vontade do povo, expressa atrav\u00e9s de sucessivas constitui\u00e7\u00f5es, de transferir a Capital para este planalto interior, centro geogr\u00e1fico do Pa\u00eds, deserto ainda h\u00e1 poucas dezenas de meses.\u201d\u00a0<em>Nesse ponto, o presidente, a quem o povo apelidou simplesmente de JK, deixa escapar, em resumo, os diversos obst\u00e1culos<\/em>\u00a0<em>pol\u00edticos e de toda a ordem que teve que enfrentar para construir Bras\u00edlia. \u201c<\/em>N\u00e3o nos voltemos para o passado, que se ofusca ante esta profusa radia\u00e7\u00e3o de luz que outra aurora derrama sobre a nossa P\u00e1tria\u201d.\u00a0E<em>le deixa claro que, mesmo esses obst\u00e1culos, que se faziam intranspon\u00edveis e quase lhe custaram o mandato, tornavam-se \u00ednfimos diante da realiza\u00e7\u00e3o de t\u00e3o monumental obra.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cQuando aqui chegamos, havia na grande extens\u00e3o deserta apenas o sil\u00eancio e o mist\u00e9rio da natureza inviolada. No sert\u00e3o bruto iam-se multiplicando os momentos felizes em que perceb\u00edamos tomar formas e erguer-se p\u00f4r fim a jovem Cidade. V\u00f3s todos, aqui presentes, a estais vendo, agora, estais pisando as suas ruas, contemplando os seus belos edif\u00edcios, respirando o seu ar, sentindo o sangue da vida em suas art\u00e9rias.\u201d\u00a0<em>In\u00fameras vezes JK, deixa o Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital, e voava \u00e0 noite para Bras\u00edlia, ent\u00e3o um Cerrado imenso, at\u00e9 ent\u00e3o intocado pelo homem, apenas para contemplar as primeiras constru\u00e7\u00f5es que se erguiam solit\u00e1rias nesse descampado.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201c<\/em>Somente me abalancei a constru\u00ed-la quando de mim se apoderou a convic\u00e7\u00e3o de sua exequibilidade\u00a0\u00a0por um povo amadurecido para ocupar e valorizar plenamente no territ\u00f3rio que a Provid\u00eancia Divina lhe reservara. Nosso parque industrial e nossos quadros t\u00e9cnicos apresentavam condi\u00e7\u00f5es e para traduzir no betume, no cimento e no a\u00e7o as concep\u00e7\u00f5es arrojadas da arquitetura e do planejamento urban\u00edstico modernos.\u201d\u00a0<em>Nesse par\u00e1grafo, JK deixa claro que a convic\u00e7\u00e3o para erguer a capital veio quando ele se certificou que j\u00e1 havia condi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e toda uma infraestrutura nacional para dar in\u00edcio a t\u00e3o ousada empreitada.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cSurgira uma gera\u00e7\u00e3o excepcional, capaz de conceber e executar aquela &#8220;arquitetura em escala maior, a que cria cidades e, n\u00e3o, edif\u00edcios&#8221;, como observou um visitante ilustre. Por maior que fosse, no entanto, a tenta\u00e7\u00e3o de oferecer oportunidade \u00fanica a esse grupo magn\u00edfico, em que se destacam L\u00facio Costa e Oscar Niemeyer, n\u00e3o teria ela bastado para decidir-me a levar adiante, com determina\u00e7\u00e3o inflex\u00edvel, obra de tamanha envergadura\u201d<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>Obviamente que para levar adiante tamanho desafio, foi fundamental contar com a colabora\u00e7\u00e3o de homens excepcionais, dotados tamb\u00e9m de intelig\u00eancia e for\u00e7a de vontade. Mais do que cimento e a\u00e7o, a presen\u00e7a desses homens, entusiasmados como ele, foi fundamental para tal desafio.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cPesou, sobretudo, em meu \u00e2nimo, a certeza de que era chegado o momento de estabelecer o equil\u00edbrio do Pa\u00eds, promover o seu progresso harm\u00f4nico, prevenir o perigo de uma excessiva desigualdade no desenvolvimento das diversas regi\u00f5es brasileiras, for\u00e7ando o ritmo de nossa interioriza\u00e7\u00e3o. No programa de metas do meu Governo, a constru\u00e7\u00e3o da nova Capital representou o estabelecimento de um n\u00facleo, em torno do qual se v\u00e3o processar in\u00fameras realiza\u00e7\u00f5es outras, que ningu\u00e9m negar\u00e1 fecundas em consequ\u00eancias ben\u00e9ficas para a unidade e a prosperidade do Pa\u00eds.\u201d\u00a0<em>Com essas palavras, \u00e9 vis\u00edvel o elemento que caracteriza o homem p\u00fablico e estadista, que \u00e9 a vis\u00e3o do futuro e a faculdade de pensar no amanh\u00e3 do pa\u00eds, colocando um ponto final no hist\u00f3rico abandono do interior do Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cViramos no dia de hoje uma p\u00e1gina da Hist\u00f3ria do Brasil. Prestigiado, desde o primeiro instante, pelas duas C\u00e2maras do Congresso Nacional e amparado pela opini\u00e3o p\u00fablica, atrav\u00e9s de incont\u00e1vel n\u00famero de manifesta\u00e7\u00f5es de apoio, sinceras e autenticamente patri\u00f3ticas, dos brasileiros de todas as camadas sociais que me acolhiam nos pontos mais diversos do territ\u00f3rio nacional, damos por cumprido o nosso dever mais ousado; o mais dram\u00e1tico dever. S\u00f3 nos que n\u00e3o conheciam diretamente os problemas do nosso Hinterland percebemos, a princ\u00edpio, d\u00favida, indecis\u00e3o.\u201d\u00a0<em>Nesse ponto do discurso, JK deixa claro que a constru\u00e7\u00e3o da nova capital marcaria, doravante, uma nova e definitiva etapa na hist\u00f3ria do Brasil. Uma etapa, como ele afirma, ousada e, ao mesmo tempo, dram\u00e1tica, tamanho era esse desafio.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cMas no Pa\u00eds inteiro sentimos raiar a grande esperan\u00e7a, a companheira constante em toda esta viagem que hoje conclu\u00edmos; ela amparou-nos a todos, a mim e a essa espl\u00eandida legi\u00e3o que vai desde Israel Pinheiro, cujo nome estar\u00e1 perenemente ligado a este cometimento, at\u00e9 ao mais obscuro, ao mais ignorado desses trabalhadores infatig\u00e1veis que tornaram poss\u00edvel o milagre de Bras\u00edlia.\u201d M<em>ais uma vez, s\u00e3o mencionados a for\u00e7a e o entusiasmo das pessoas que cercaram JK nesse projeto. Sem esse mutir\u00e3o humano e cheio de esperan\u00e7a, nada seria poss\u00edvel.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201c<\/em>Em todos os instantes nas decep\u00e7\u00f5es e nos entusiasmos, levantando o nosso \u00e2nimo e multiplicando as nossas for\u00e7as, mais de que qualquer outro amparo ou guia, foi a Esperan\u00e7a valimento nosso. Um homem, cujos olhos morreram e ressuscitaram muitas vezes na contempla\u00e7\u00e3o da grandeza &#8211; aludo, novamente, a Andr\u00e9 Malraux &#8211; viu em Bras\u00edlia a Capital da Esperan\u00e7a. Seu dom de perceber o sentido das coisas e de encontrar a express\u00e3o justa f\u00ea-lo sintetizar o que nos trouxe at\u00e9 aqui, o que nos deu coragem para a dura travessia, que foi a subst\u00e2ncia, a mat\u00e9ria-prima espiritual desta jornada. Olhai agora para a Capital da Esperan\u00e7a do Brasil.\u201d\u00a0O<em>\u00a0antigo e saudoso presidente alude ao poder m\u00e1gico e invis\u00edvel da esperan\u00e7a. Esse sentimento nobre<\/em>\u00a0<em>deixou-se transparecer<\/em>\u00a0na pr\u00f3pria cidade que nascia.\u00a0<em>Bras\u00edlia capital da esperan\u00e7a e o Hino \u00e0 Bras\u00edlia, que veio mais tarde pelas m\u00e3os de Neusa Fran\u00e7a, eram as m\u00fasicas mais cantadas diariamente nas r\u00e1dios da cidade nos primeiros anos de Bras\u00edlia. Havia, naqueles anos cinquenta e sessenta, uma esp\u00e9cie de esperan\u00e7a no ar, de que o Brasil acordaria de seu sono profundo e seguiria rumo ao futuro. Andr\u00e9 Malraux (1901-1976) foi um escritor e ministro de assuntos culturais franc\u00eas, doutor honoris causa pela USP e criador dos centros culturais. Ao visitar Bras\u00edlia, deu-lhe o t\u00edtulo de Capital da Esperan\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cEla foi fundada, esta cidade, porque sab\u00edamos estar forjada em n\u00f3s a resolu\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais conter o Brasil civilizado numa f\u00edmbria ao longo do oceano, de n\u00e3o mais vivermos esquecidos da exist\u00eancia de todo um mundo deserto, a reclamar posse e conquista.\u201d\u00a0<em>A cr\u00edtica hist\u00f3rica de que os brasileiros n\u00e3o davam a devida import\u00e2ncia ao interior do pa\u00eds, limitando-se a imitar os caranguejos que n\u00e3o v\u00e3o muito al\u00e9m das praias, limitando-se a arranhar as costas do Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cEsta cidade, rec\u00e9m-nascida, j\u00e1 se enraizou na alma dos brasileiros; j\u00e1 elevou o prest\u00edgio nacional em todos os continentes; j\u00e1 vem sendo apontada como demonstra\u00e7\u00e3o pujante da nossa vontade de progresso, como \u00edndice do alto grau de nossa civiliza\u00e7\u00e3o; j\u00e1 a envolve a certeza de uma \u00e9poca de maior dinamismo, de maior dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho e \u00e0 P\u00e1tria, despertada, enfim, para o seu irresist\u00edvel destino de cria\u00e7\u00e3o e de for\u00e7a construtiva.\u201d\u00a0<em>JK, como todo estadista de seu porte, tinha a clara vis\u00e3o de que a constru\u00e7\u00e3o da nova capital no interior do pa\u00eds iria chamar a aten\u00e7\u00e3o de todo o mundo para as potencialidades e capacidades do povo brasileiro, despertando o pa\u00eds para um novo destino de crescimento e progresso.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Para o conhecimento das novas gera\u00e7\u00f5es eis aqui trechos do discurso do presidente da Rep\u00fablica Juscelino Kubitschek, feito h\u00e1 64 anos, na noite do dia 21 de abril [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":18070,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[3618,2337,2338,3619,2343,2339,114,2340,2089],"class_list":["post-24243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-64anosdebrasilia","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-capitaldaesperanca","tag-capitaldobrasil","tag-circecunha-2","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-presidentejk"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24243"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24246,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24243\/revisions\/24246"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}