{"id":24279,"date":"2024-05-01T01:00:16","date_gmt":"2024-05-01T04:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=24279"},"modified":"2024-05-01T01:44:00","modified_gmt":"2024-05-01T04:44:00","slug":"necessidade-de-arte-e-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/necessidade-de-arte-e-cultura\/","title":{"rendered":"Necessidade de arte e cultura"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24285\" aria-describedby=\"caption-attachment-24285\" style=\"width: 393px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24285\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/id-cult.png\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/id-cult.png 393w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/id-cult-150x150.png 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/id-cult-298x300.png 298w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/id-cult-230x232.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24285\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Atlas lingu\u00edstico do Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Com a quarentena, imposta pela pandemia, aquela parcela da sociedade que ficou confinada em seus lares, inclusive aqueles que encontraram amparo econ\u00f4mico por meio do trabalho em casa, tiveram, em algum momento, que buscar ref\u00fagio e paz de esp\u00edrito na cultura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao contr\u00e1rio do que muita gente acredita, a cultura, incluindo a\u00ed tudo o que diz respeito ao universo das artes, n\u00e3o \u00e9 mero passatempo reservado ao entretenimento e ao lazer. Nem tampouco atividade para o desfrute de uma classe de pessoas privilegiadas. \u00c9 muito mais do que podemos mensurar. Um povo desprovido de produ\u00e7\u00e3o cultural, se \u00e9 que existiu algum na hist\u00f3ria da humanidade, sobrevive alheio ao mundo em redor. Pois a cultura \u00e9 a pr\u00f3pria tradu\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o do mundo em que estamos imersos. Mesmo aquelas civiliza\u00e7\u00f5es que devotavam todo o seu tempo e o melhor de sua gente \u00e0s atividades de guerrear e submeter outros povos, como parece ser o caso dos espartanos, na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica. Mesmo esses povos baseavam sua cultura na educa\u00e7\u00e3o e no treinamento militar rigorosos e obrigat\u00f3rios para todos os cidad\u00e3os, num regime conhecido por \u201cagoge\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eles, que amavam as armas e a guerra, tamb\u00e9m cultivavam a leitura, a m\u00fasica, a escrita e a dan\u00e7a. Assim, agiam tamb\u00e9m as mais diversas sociedades humanas ao longo da hist\u00f3ria. Todos, em menor ou maior grau, produziram cultura, at\u00e9 como uma heran\u00e7a social, capaz de agir como elemento aglutinador de identifica\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos de uma sociedade, falando de seu passado e acenando para o futuro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para a antropologia, a cultura \u00e9 o elemento que, por excel\u00eancia, diferencia o homem racional de outros animais. O ser humano \u00e9, por conseguinte, um animal produtor de cultura. Ali\u00e1s, a maioria dos povos que, ao longo de mil\u00eanios, cresceram, desenvolveram-se sobre o planeta, ou mesmo foram extintos, s\u00f3 puderam ser conhecidos como tal, gra\u00e7as \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cultura que organizaram em seu tempo de exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda dentro das ci\u00eancias que exploram a exist\u00eancia humana no mundo, a cultura \u00e9 vista como elemento indutor da pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o humana, contribuindo para o aprimoramento de t\u00e9cnicas diversas que tornavam a vida mais proveitosa e por consequ\u00eancia, mais longeva. Tamb\u00e9m gra\u00e7as \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o das atividades e do fazer cultural \u00e9 que foi poss\u00edvel abrir caminhos para o combate aos problemas socioecon\u00f4micos, melhorando a autoestima dos povos, atraindo novos valores, conferindo identidade, autodisciplina e outros valores morais e \u00e9ticos que foram sendo aperfei\u00e7oados ao longo da jornada humana. Mesmo aspectos outros, como o sentimento de pertencimento a um determinado lugar, a um determinado povo, foi dado atrav\u00e9s do trabalho e do desenvolvimento da cultura. H\u00e1 ainda, entre as mil facetas proporcionadas pela cultura, a abertura de oportunidades para a realiza\u00e7\u00e3o individual e coletiva das pessoas, aspecto fundamental e agregador de toda e qualquer sociedade, seja ela do passado ou do presente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o seria exagerado supor ent\u00e3o que por meio da produ\u00e7\u00e3o cultural, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a perpetua\u00e7\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 sua capacidade de gerar cultura e, portanto, conhecimento. N\u00e3o \u00e9 por outra raz\u00e3o que muitos estudiosos apontam a cultura como sendo a pr\u00f3pria alma de um povo, capaz de dar impulso e \u00e2nimo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 T\u00e3o importante ainda como a identidade dada pela cultura a um povo, comumente chamada de identidade cultural, \u00e9 o fato de que \u00e9, atrav\u00e9s dos mecanismos propiciados pela cultura, que surgem as possibilidades e os meios para o desenvolvimento das artes, em todas as suas vertentes. E \u00e9 a\u00ed que voltamos ao in\u00edcio do texto no que concerne \u00e0 import\u00e2ncia que a cultura exerce em momentos especiais, sobretudo numa \u00e9poca em que tangidos pelo medo da doen\u00e7a e da morte, os indiv\u00edduos buscam, na cultura e sobretudo no seu mais importante produto: as artes, a possibilidade de sentir-se em iguais, desfrutando do mesmo destino, seja em tempos de paz ou de guerra. O teatro, a m\u00fasica, o cinema, a poesia, as artes pl\u00e1sticas e uma infinidade de outras realiza\u00e7\u00f5es do g\u00eanio humano, tornam a jornada humana sobre o planeta uma experi\u00eancia que vale ser vivida, n\u00e3o importando o que se passa l\u00e1 fora.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse aspecto n\u00e3o importa se a cultura \u00e9 erudita ou popular. O efeito terap\u00eautico sobre as diferentes pessoas \u00e9 o que importa. E como importa. Dentro desse contexto \u00e9 crucial refor\u00e7ar a contribui\u00e7\u00e3o dada pelas m\u00eddias sociais na divulga\u00e7\u00e3o dos mais variados temas art\u00edsticos e culturais. Ouve-se de pagode \u00e0 m\u00fasica erudita, num toque de dedos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliotecas de todo o mundo est\u00e3o ao alcance de todos nas redes. Do ponto de vista cultural, as m\u00eddias sociais possibilitam desde visitas virtuais a museus e outros s\u00edtios de interesse hist\u00f3rico, como leva o internauta a dar um giro pelo mundo, sem sair do lugar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para muitos, \u00e9 nas ruas ou na sala de visita comum e coletiva, que podemos desfrutar a vida com todo o seu potencial, ao vivo e a cores. H\u00e1 as cidades mais providas de equipamentos de cultura, como teatro, galerias, museus e outros centros culturais, e outros lugares \u00e1ridos de cultura, sem espa\u00e7os adequados para o exerc\u00edcio da cidadania e das artes. Que nossos governantes tenham sensibilidade para perceber os esfor\u00e7os dos verdadeiros trabalhadores das artes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que n\u00e3o foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cA arte n\u00e3o \u00e9 um espelho que representa a realidade, mas um martelo para mold\u00e1-la.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Bertold Brecht<\/p>\n<figure id=\"attachment_24282\" aria-describedby=\"caption-attachment-24282\" style=\"width: 444px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24282\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Capturar.png\" alt=\"\" width=\"444\" height=\"627\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Capturar.png 412w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Capturar-212x300.png 212w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Capturar-230x325.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24282\" class=\"wp-caption-text\">Bertolt Brecht, c. 1948\u201355. Arquivos Federais Alem\u00e3es (Bundesarchiv), Bild 183-W0409-300; fotografia, Kolbe Creative Commons Atribui\u00e7\u00e3o ShareAlike 3.0 (gen\u00e9rico)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A situa\u00e7\u00e3o do IAPC em Bras\u00edlia \u00e9 dram\u00e1tica, pelo abandono votado ao Distrito Federal pelo presidente do Conselho Administrativo. E justamente por causa do sr. Pery Rodrigues, os funcion\u00e1rios n\u00e3o ter\u00e3o apartamentos novos.\u00a0<strong>(Publicada em 07.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Com a quarentena, imposta pela pandemia, aquela parcela da sociedade que ficou confinada em seus lares, inclusive aqueles que encontraram amparo econ\u00f4mico por meio do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":24285,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[2337,2338,2339,1685,114,3626,2340],"class_list":["post-24279","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-de-brasilia","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-cultura","tag-historiadebrasilia","tag-identidadecultural","tag-mamfil-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24279"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24279\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24286,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24279\/revisions\/24286"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24285"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}