{"id":24351,"date":"2024-05-12T01:00:13","date_gmt":"2024-05-12T04:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=24351"},"modified":"2024-05-14T11:21:21","modified_gmt":"2024-05-14T14:21:21","slug":"planeta-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/planeta-agua\/","title":{"rendered":"Planeta \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24353\" aria-describedby=\"caption-attachment-24353\" style=\"width: 637px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24353\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Alagado.png\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Alagado.png 725w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Alagado-300x167.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Alagado-550x306.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Alagado-230x128.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 637px) 100vw, 637px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24353\" class=\"wp-caption-text\">Alagamentos em Porto Alegre ap\u00f3s cheia do lago Gua\u00edba. Foto: Ricardo Reinbrecht<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cat\u00e1strofes ambientais ocorridas em todo o planeta em decorr\u00eancia do previsto efeito estufa, v\u00e3o deixando patente que o mundo, e sobretudo a esp\u00e9cie humana, protagonista desse processo, ter\u00e3o, doravante que come\u00e7ar a exercitar um novo modelo de explora\u00e7\u00e3o da terra, caso desejem ainda permanecer existindo. Essa \u00e9 uma, entre milhares de outras constata\u00e7\u00f5es que podem ser inclu\u00eddas no rol dos fatos incontestes. Ou \u00e9 isso ou aquilo que vamos assistindo, com cada vez mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Nesse planeta \u00e1gua, a terra entra em fus\u00e3o sob nossos p\u00e9s. O que os cientistas ligados \u00e0s quest\u00f5es do meio ambiente t\u00eam afirmado, \u00e9 que entramos num ponto de n\u00e3o retorno. O start ou o ponto de inflex\u00e3o de todo esse novo momento que estamos assistindo foi dado em data incerta. O que parece certo \u00e9 que esse s\u00e9culo XXI, cuja inaugura\u00e7\u00e3o se deu com a sinistra derrubada das Torres G\u00eameas em Nova Iorque, ser\u00e1 marcado por desafios que a humanidade jamais experimentou anteriormente, salvo aqueles mencionados na B\u00edblia, que relatam os acontecimentos durante o per\u00edodo do dil\u00favio.<\/p>\n<p>Talvez o que menos importa nesse instante seja a busca por culpados por toda essa reviravolta que vai ocorrendo em nosso planeta. O que importa e de forma urgente \u00e9 revisar alguns modelos de explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais do planeta e de nossa conduta coletiva que nos trouxeram at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Para um planeta que caminha para abrigar oito bilh\u00f5es de habitantes, livrar com urg\u00eancia dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e da explora\u00e7\u00e3o de outras riquezas, n\u00e3o ser\u00e1 tarefa f\u00e1cil. Talvez esse seja tamb\u00e9m um esfor\u00e7o que n\u00e3o caber\u00e1 apenas aos governos, mas sim, a toda a coletividade humana.<\/p>\n<p>Por todo o mundo, vai ficando cada vez mais claro que a for\u00e7a coletiva ou sociedade civil, tem sido muito mais eficaz na resolu\u00e7\u00e3o de calamidades clim\u00e1ticas de grandes propor\u00e7\u00f5es do que aquelas mostradas pelo Estado. O caso do furac\u00e3o Michel que assolou a Fl\u00f3rida em 2018, deixou antever ao mundo que a coopera\u00e7\u00e3o descentralizada da sociedade civil foi um fator, por excel\u00eancia, para minorar as consequ\u00eancias advindas daquela tormenta que deixou mais de 80 mortos, com preju\u00edzos de dezenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>O mesmo fator \u00e9 agora reafirmado no caso das enchentes que destru\u00edram boa parte do territ\u00f3rio ga\u00facho. Tolice o governo querer competir midiaticamente com as a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, demonstradas pela sociedade civil local. As imagens e, mesmo o imagin\u00e1rio coletivo, provam a for\u00e7a dessas comunidades. Impressionante no caso do Rio Grande do Sul, \u00e9 que essas popula\u00e7\u00f5es que se desdobraram para salvar vidas, jamais, em tempo algum, tiveram quaisquer treinamentos pr\u00e9vios, agindo apenas com base na for\u00e7a da solidariedade e do destino comum.<\/p>\n<p>Na realidade esse parece ser o mote atual que deve nos mover daqui para frente: destino comum. Seguramente, por habitarmos esse planeta ferido de morte por nossas a\u00e7\u00f5es temos que ter em mente que temos, ricos e pobres, um destino comum. A resposta do Estado, e sobretudo a resposta de um governo envolto com uma s\u00e9ria crise econ\u00f4mica, centralizada e burocr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 p\u00e1reo para o ultimato veloz do clima.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas ajudam no aperfei\u00e7oamento das a\u00e7\u00f5es, pois apontam falhas e, muitas vezes, mostram solu\u00e7\u00f5es adequadas. Antigamente se dizia que \u00e9 quando a mar\u00e9 baixa que podemos constatar quem \u00e9 que estava nu. No nosso caso particular, podemos confirmar que n\u00e3o era popula\u00e7\u00e3o flagelada. \u00c9 certo tamb\u00e9m que n\u00e3o iremos minorar a dor dos nossos irm\u00e3os do Sul, com palavras ou outras condol\u00eancias cerimoniais e formais. Mas ainda assim \u00e9 por meio da palavra denunciada que iremos alertar que somente hoje em nosso pa\u00eds temos uma popula\u00e7\u00e3o de mais de meio milh\u00e3o considerados fugitivos do clima.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, esse contingente alcan\u00e7a mais de um bilh\u00e3o de pessoas. Para se ter uma ideia dessa situa\u00e7\u00e3o fora da roda \u00e9 preciso lembrar que em pouco mais de um ano o nosso pa\u00eds teve mais de 12 eventos clim\u00e1ticos extremos e, at\u00e9 hoje, n\u00e3o nos preparamos para as adversidades clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;A crise clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica; \u00e9 um desafio moral e espiritual para toda a humanidade. \u00c9 tamb\u00e9m a nossa maior oportunidade de elevar a consci\u00eancia global a um n\u00edvel mais elevado.\u201d<\/em><br \/>\nAl Gore<\/p>\n<figure id=\"attachment_24354\" aria-describedby=\"caption-attachment-24354\" style=\"width: 522px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24354\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore.png\" alt=\"\" width=\"522\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore.png 909w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore-300x238.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore-768x610.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore-800x635.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore-550x437.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/05\/Al-Gore-230x183.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24354\" class=\"wp-caption-text\">Al Gore. Ex-vice-presidente dos EUA. Al Gore discursando na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP26) de 2021 em Glasgow, Esc\u00f3cia.<br \/>Foto: \u00a9Ian Forsyth\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Solidariedade<\/strong><br \/>\nV\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas unidas para prestar socorro ao Rio Grande do Sul. No Senado, Ilana Trombka, diretora da Casa, lan\u00e7ou a campanha de doa\u00e7\u00e3o de cinco mil cobertores organizada pela Liga do Bem. Volunt\u00e1rios ajudam a separa\u00e7\u00e3o das doa\u00e7\u00f5es recebidas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Enchentes no RS: Campanha centralizada no Senado envia mais 54 toneladas em doa\u00e7\u00f5es\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xEAZ_67p1_w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>O argumento de que Bras\u00edlia \u00e9 uma cidade em forma\u00e7\u00e3o prevaleceu, e n\u00e3o teremos, assim, \u201cfor\u00e7as terr\u00edveis\u201d pressionando a administra\u00e7\u00e3o. <strong>(Publicada em 08.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Cat\u00e1strofes ambientais ocorridas em todo o planeta em decorr\u00eancia do previsto efeito estufa, v\u00e3o deixando patente que o mundo, e sobretudo a esp\u00e9cie humana, protagonista desse processo, ter\u00e3o, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":24353,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3634,2337,2338,2891,3635,2339,114,2340,410],"class_list":["post-24351","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra-integra","tag-alagamentos","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-catastrofesnaturais","tag-chuvanoriograndedosul","tag-circecunha-2","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-meioambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24351"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24351\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24356,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24351\/revisions\/24356"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}