{"id":24681,"date":"2024-08-08T01:00:03","date_gmt":"2024-08-08T04:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=24681"},"modified":"2024-08-07T13:46:05","modified_gmt":"2024-08-07T16:46:05","slug":"disque-d-para-denunciar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/disque-d-para-denunciar\/","title":{"rendered":"Disque D para denunciar"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24684\" aria-describedby=\"caption-attachment-24684\" style=\"width: 672px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24684\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/hitler.png\" alt=\"\" width=\"672\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/hitler.png 672w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/hitler-300x81.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/hitler-550x148.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/hitler-230x62.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 672px) 100vw, 672px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24684\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o da internet (p\u00e1gina de pesquisa)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aprender com os erros do passado tem sido a receita de muitos povos, em todo o tempo e lugar, para n\u00e3o repetir os mesmos modelos fracassados de antes. Quando as li\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o devidamente aprendidas e os caminhos corrigidos a tempo, o resultado aprisiona esses povos num ciclo sem fim de caos e decad\u00eancia. Exemplos desse modo de atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o demonstrados ao longo de toda a hist\u00f3ria humana. Para n\u00e3o ir muito longe, ficando apenas num grande exemplo trazido pela hist\u00f3ria contempor\u00e2nea, vemos que no regime nazista (1933-1945), a acumula\u00e7\u00e3o de erros e estrat\u00e9gias abreviou essa ideologia, que pretendia se estender por mil anos. Mesmo assim, o curto per\u00edodo ativo, com toda a monstruosidade por ele operado, j\u00e1 denotava, desde os prim\u00f3rdios, que esse era um regime fadado ao colapso, tantos foram os crimes cometidos por seus protagonistas.<\/p>\n<p>Demonstra a hist\u00f3ria que imp\u00e9rios, no caso o Terceiro Reich, que pavimentaram seus caminhos e conquistas com carne e sangue humanos, n\u00e3o avan\u00e7aram al\u00e9m do que pretendiam seus principais l\u00edderes. Ainda assim, ficam as interroga\u00e7\u00f5es em forma de espanto. Como p\u00f4de um regime e uma ideologia contaminar e controlar toda uma na\u00e7\u00e3o que, \u00e0 \u00e9poca, era a mais desenvolvida e organizada do planeta? Como foi poss\u00edvel a um s\u00f3 homem, dotado de dois olhos, dois ouvidos e uma boca, controlar milh\u00f5es de olhos, ouvidos e bocas?<\/p>\n<p>A resposta poss\u00edvel \u00e9 que esse \u00fanico indiv\u00edduo contava para controlar as massas de milhares de ouvidos para escutar os opositores, milhares de olhos para vigiar os dissidentes e outras milhares de bocas para denunciar todos aqueles que se mostravam contr\u00e1rios ao regime. Para tanto, uma ferramenta muito antiga foi posta em pr\u00e1tica por toda a parte: a dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No regime nazista, as dela\u00e7\u00f5es foram n\u00e3o apenas uma pr\u00e1tica corriqueira, mas uma atitude adotada por milhares de cidad\u00e3os e largamente incentivada pelo governo, para que nada fugisse ao controle do regime. Nada naquele per\u00edodo era mais sofisticado e massivo do que o aparelho de propaganda do governo. Tivessem existido, naquela \u00e9poca, as m\u00eddias sociais, como a conhecemos hoje, aquele regime nefasto iria durar muito mais do que uma d\u00e9cada, pois esses canais de comunica\u00e7\u00e3o estariam severamente censurados e usados apenas em benef\u00edcio do regime.<\/p>\n<p>O regime de Adolf Hitler, como os demais governos totalit\u00e1rios, como \u00e9 o caso tamb\u00e9m do regime stalinista na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, utilizaram-se de um gigantesco sistema de vigil\u00e2ncia e controle da popula\u00e7\u00e3o, ao obrigar a pr\u00f3pria sociedade a vigiar uns aos outros, criando assim um intrincado e eficaz modelo para os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o agirem pontualmente. Nesse sistema de repress\u00e3o, que dependia fortemente das den\u00fancias feitas pelos pr\u00f3prios cidad\u00e3os, valia todo o tipo de acusa\u00e7\u00e3o e incrimina\u00e7\u00e3o, desde vizinhos que se odiavam, at\u00e9 familiares que, por algum motivo banal, desentenderam-se. Todos denunciavam todos o tempo todo e por tudo.<\/p>\n<p>Muitas dessas dela\u00e7\u00f5es podiam ser motivadas por raz\u00f5es diversas, daquelas buscadas pelo regime, incluindo medo, oportunismo, vingan\u00e7a pessoal ou at\u00e9 mesmo um desejo de mostrar lealdade ao regime. Na verdade, fazer-se de delator era uma maneira de escapar ao regime, mesmo que as custas de outras vidas. Ainda hoje, na R\u00fassia, China, Coreia do Norte, Nicar\u00e1gua, Cuba e outros regimes totalit\u00e1rios, as den\u00fancias, feitas pela popula\u00e7\u00e3o, servem de lastro para o governo reprimir os opositores e todos que n\u00e3o obedecem ao regime.<\/p>\n<p>No caso do Nazismo, as den\u00fancias eram frequentemente feitas \u00e0 Gestapo, a pol\u00edcia secreta do Estado, que investigava e tomava medidas cru\u00e9is contra os acusados. As consequ\u00eancias para aqueles denunciados podiam ser severas, incluindo pris\u00e3o, tortura, deporta\u00e7\u00e3o para campos de concentra\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, a morte. Obviamente que, nesse ambiente de medo e desconfian\u00e7a m\u00fatua, ningu\u00e9m confiava mais em ningu\u00e9m, pois essa ferramenta poderosa para o controle social desestimulava qualquer forma de oposi\u00e7\u00e3o ao regime.<\/p>\n<p>A dela\u00e7\u00e3o naquele e em regimes ainda em vigor em nossos dias, mostraram-se uma ferramenta fundamental para a perpetua\u00e7\u00e3o do terror e da repress\u00e3o. Outro aspecto essencial para a manuten\u00e7\u00e3o tanto do regime nazista como para outras ditaduras modernas \u00e9 o estabelecimento da censura \u00e0 imprensa e aos meios de comunica\u00e7\u00e3o em geral, incluindo, nos casos atuais, as m\u00eddias sociais. Nesse caso, o Estado passa a alardear a necessidade de que esses novos meios de comunica\u00e7\u00e3o sejam regulados de acordo com o que planeja o governo em seus tr\u00eas poderes. Os tempos mudam, mas os modelos de controle dos regimes persistem em variadas formas, inclusive sob uma nova roupagem de manuten\u00e7\u00e3o do Estado Democr\u00e1tico de Direito.<\/p>\n<p>Para esses casos, criam-se at\u00e9 n\u00famero de telefone onde os cidad\u00e3os podem denunciar as chamadas fakenews, ou seja, as mentiras ou verdades que o regime n\u00e3o quer ver expostas ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cDedo duro \u00e9 aquele que tem um car\u00e1ter frouxo e uma vida mole.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Helgir Girodo<\/p>\n<figure id=\"attachment_24685\" aria-describedby=\"caption-attachment-24685\" style=\"width: 495px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24685\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/helgir.png\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/helgir.png 587w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/helgir-300x278.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/helgir-550x509.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/helgir-230x213.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24685\" class=\"wp-caption-text\">Helgir Girodo. Foto publicada em seu perfil oficial no Instagram<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A Gra\u00e7a Couto e a Severo e VIlares est\u00e3o na fase de acabamento de seus pr\u00e9dios no Setor Comercial Sul, frente para a W3. O da Severo j\u00e1 est\u00e1 pondo em e experi\u00eancia o acabamento externo em tom vermelho, e tomara que n\u00e3o seja para contrastar com os mosaicos pretos. <strong>(Publicada em 15.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Aprender com os erros do passado tem sido a receita de muitos povos, em todo o tempo e lugar, para n\u00e3o repetir os mesmos modelos fracassados de antes. 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