{"id":24776,"date":"2024-08-31T09:40:36","date_gmt":"2024-08-31T12:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=24776"},"modified":"2024-09-02T22:11:46","modified_gmt":"2024-09-03T01:11:46","slug":"verde-amarelo-e-cinza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/verde-amarelo-e-cinza\/","title":{"rendered":"Verde, amarelo e cinza"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24803\" aria-describedby=\"caption-attachment-24803\" style=\"width: 579px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24803\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp.png\" alt=\"\" width=\"579\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp.png 884w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp-300x167.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp-768x428.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp-800x446.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp-550x307.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/08\/sp-230x128.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24803\" class=\"wp-caption-text\">Imagem feita por drone, mostra queimadas em vegeta\u00e7\u00e3o de serrado e canavial, pr\u00f3ximo a Sert\u00e3ozinho, interior de S\u00e3o Paulo. Foto: Joel Silva\/Fotoarena\/Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para onde quer que o cidad\u00e3o volte a cabe\u00e7a, aparecer\u00e1 um problema dos grandes que necessita ser resolvido o quanto antes. Afinal, estamos imersos at\u00e9 o pesco\u00e7o em tempos de grandes desafios, interna e externamente. O mundo e o pa\u00eds, nestas duas d\u00e9cadas iniciais do s\u00e9culo 21, mudaram como em nenhum outro per\u00edodo. H\u00e1 claramente uma forte tens\u00e3o do tipo planet\u00e1ria. Em parte, decorrente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que v\u00e3o se mostrando cada vez mais intensas, amea\u00e7ando a sobreviv\u00eancia de nossa esp\u00e9cie.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Indiferente ao que ocorre, governos diversos parecem estar se preparando para a intensifica\u00e7\u00e3o do que seria a inevitabilidade das guerras, com um poss\u00edvel alastramento de tens\u00f5es em v\u00e1rios continentes. Tendo que suportar mais de 7 bilh\u00f5es de habitantes, a Terra segue, segundo especialistas, rumo a um estado de exaust\u00e3o de recursos naturais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Em tempos assim, em que as bocas s\u00e3o muitas e os alimentos cada vez mais escassos e caros, os conflitos armados medram como erva daninha. Durante o longo per\u00edodo da hist\u00f3ria humana, crise de recursos e alimentos levaram a muitas guerras sangrentas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Internamente, o Brasil tem que lidar com seriedade para impedir a todo custo a destrui\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de nossos biomas e riquezas naturais. Mesmo com toda a import\u00e2ncia que possa ter para a balan\u00e7a comercial do pa\u00eds e para a economia nacional, o agroneg\u00f3cio tem sua parcela de culpa na quest\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O Brasil j\u00e1 deveria ter aprendido as muitas li\u00e7\u00f5es do seu passado colonial, sobretudo com os processos de monoculturas cultivadas em vast\u00edssimos latif\u00fandios. Desses ciclos, pouco restou. Do mesmo modo, dever\u00edamos ter assimilado as li\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias com as nefastas pr\u00e1ticas da minera\u00e7\u00e3o, num tempo em que o pa\u00eds era perfurado de Norte a Sul em busca de ouro, pedras preciosas e outros minerais. Do per\u00edodo da minera\u00e7\u00e3o restaram enormes extens\u00f5es de terras totalmente arrasadas e sem mais serventia. Nenhuma dessas li\u00e7\u00f5es foi de fato retida em nossa mem\u00f3ria, o que resultou, obviamente, na repeti\u00e7\u00e3o dos mesmos caminhos errados de outrora.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">De alguma forma, retornamos ao per\u00edodo colonial, mudando apenas de metr\u00f3pole. Continuamos no mesmo lugar do passado, como economia complementar e perif\u00e9rica. Trocamos Portugal pelo restante do planeta, mas, ainda assim, continuamos como col\u00f4nia do mundo, abastecendo diversos pa\u00edses com produtos prim\u00e1rios de pouco ou nenhum valor agregado. Para atingirmos essa pretensa excel\u00eancia produtiva, tivemos que prosseguir com a destrui\u00e7\u00e3o de nossas riquezas naturais. N\u00e3o h\u00e1 cantos nesse pa\u00eds em que os desmatamentos, as queimadas e as enormes crateras no solo n\u00e3o se mostrem em quantidades. Do mesmo modo, \u00e9 vis\u00edvel o desaparecimento de muitos cursos d\u2019\u00e1gua, assoreados por nossa gan\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Desse ponto de vista hist\u00f3rico, permanecemos correndo em c\u00edrculo, repetindo os erros, mesmo conhecendo as consequ\u00eancias ruins de cada um deles. Os inc\u00eandios gigantescos que consumiram boa parte dos canaviais no estado de S\u00e3o Paulo e que amea\u00e7aram sufocar todo o pa\u00eds resultam da substitui\u00e7\u00e3o da policultura pelo cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar em grandes latif\u00fandios mecanizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cBiocombust\u00edveis, como o etanol, exigem enormes quantidades de terras cultiv\u00e1veis e acabam substituindo planta\u00e7\u00f5es de alimentos ou \u00e1reas naturais selvagens, o que n\u00e3o \u00e9 bom.\u201d<\/em><br \/>\nElon Musk<\/p>\n<figure id=\"attachment_22876\" aria-describedby=\"caption-attachment-22876\" style=\"width: 564px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22876\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/elon.png\" alt=\"\" width=\"564\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/elon.png 760w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/elon-300x203.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/elon-550x372.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2023\/04\/elon-230x156.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22876\" class=\"wp-caption-text\">Elon Musk. Foto: Anadolu Agency\/GettyImages<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nFoi o que o dr. Laranja f\u00eaz, uma portaria com os mesmos nomes, estendendo as sindic\u00e2ncias \u00e0s administra\u00e7\u00f5es passadas. Pouco depois de saber disto, o dr. Paulo Nogueira comunicou-se pelo telefone com o dr. Laranja e pediu para que fosse sustado o seu ato, o que foi feito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, entretanto, retir\u00e1-lo do Boletim da Companhia, que j\u00e1 estava rodando, sendo, depois, recolhido por ordem do presidente da Novacap. <strong>(Publicada em 17\/4\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Para onde quer que o cidad\u00e3o volte a cabe\u00e7a, aparecer\u00e1 um problema dos grandes que necessita ser resolvido o quanto antes. 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