{"id":249,"date":"2015-07-30T01:40:00","date_gmt":"2015-07-30T04:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-206\/"},"modified":"2015-11-18T15:40:52","modified_gmt":"2015-11-18T17:40:52","slug":"visto_lido_e_ouvido-206","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-206\/","title":{"rendered":"VISTO, LIDO E OUVIDO"},"content":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br <\/p>\n<p><b>Qualquer caminho serve para quem n\u00e3o tem rumo<\/b>  No livro Alice no Pa\u00eds das Maravilhas ,de Lewis Carrol, escrito h\u00e1 150 anos, talvez esteja uma pista que revele aos brasileiros a&nbsp; situa\u00e7\u00e3o em que se encontra hoje a atual ocupante do Poder Executivo e por extens\u00e3o, o pr\u00f3prio pa\u00eds.   Alice cai em um buraco no jardim, numa met\u00e1fora em que sugere que \u201cela caiu &nbsp;em si mesma\u201d. No mundo fant\u00e1stico em que passa a atuar , a personagem se depara com um gato sobre uma \u00e1rvore. Aturdida com a nova realidade e sem saber para que lado deve seguir , pergunta ao gato: Para onde vai essa estrada? \u2013 O gato responde com uma pergunta: Para onde voc\u00ea quer ir? \u2013 Alice confessa: estou perdida. Ent\u00e3o o gato arremata: Para quem n\u00e3o sabe para onde vai, qualquer caminho serve.  &nbsp;A cada plano que lan\u00e7a, com pompa e circunst\u00e2ncia, guiada apenas pelo receitu\u00e1rio contido na cartilha do marketing m\u00e1gico, a presidente vai mostrando \u00e0 um pa\u00eds boquiaberto que n\u00e3o sabe como sair do pa\u00eds das maravilhas que ergueu para si e no qual contribu\u00edram todos aqueles que ela ainda cr\u00ea serem seus amigos fraternos de jornada.  &nbsp;Pode ser que dessa fic\u00e7\u00e3o em que mergulhamos todos de cabe\u00e7a, venha \u00e0 tona uma li\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, que ensine \u00e0 uma na\u00e7\u00e3o ainda aprendiz nas artes da democracia, que o modelo imperial de presid\u00eancia, perdul\u00e1rio e arrogante, n\u00e3o serve mais para um pa\u00eds que anseia a modernidade. Muito menos serve o outro modelo de governo de coalis\u00e3o, onde todos querem, a qualquer custo, apenas o b\u00f4nus ou a parte boa da ma\u00e7\u00e3.   Economistas s\u00e3o un\u00e2nimes quando declaram &nbsp;que o pa\u00eds adentrou naquele terreno pantanoso da economia denominado d\u00e9ficit estrutural que seria , mais ou menos parecido quando um corpo perde sua ossatura e sustenta\u00e7\u00e3o, resultando da\u00ed num organismo incapaz de se por de p\u00e9.   Na dist\u00e2ncia que separa o pa\u00eds criado pela imagina\u00e7\u00e3o de nossa Alice e a realidade das ruas que se avoluma, talvez esteja o caminho que leve de volta ao Brasil que nos pertence de fato e de direito.  <b> <\/p>\n<p><\/b><b>A frase que foi pronunciada: <\/b>   <\/p>\n<p> \u201cN\u00f3s aqui sabemos o que dever\u00edamos ter feito ontem, e sabemos o que devemos fazer amanh\u00e3, mas nunca sabemos o que devemos fazer hoje.\u201d  &nbsp;Lewis Carroll em <a href=\"http:\/\/pensador.uol.com.br\/autor\/alice_no_pais_das_maravilhas_lewis_carroll\/\" target=\"_blank\">Alice no pa\u00eds das maravilhas<\/a>  <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Partida<\/b>  Vadim Arsky se despede dos colegas da Universidade de Bras\u00edlia e da cidade. Parte para p\u00f3s doutorado na Fl\u00f3rida em agosto. \u00c9 bom que saiba que fez falta na festa da Embaixada da Fran\u00e7a.  <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Dos melhores<\/b>  Por falar em m\u00fasica, em Fortaleza aconteceu o CVII Festival Eleazar de Carvalho. Com a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Sonia Muniz de Carvalho os concertos foram franqueados ao p\u00fablico. Belo programa para se organizar e participar em 2016.  <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Honra ao M\u00e9rito<\/b>  L\u00e1 estava um quadro em homenagem a Maria Augusta Erich de Menezes. Maria do Barro foi uma das pessoas que mais trabalhou pelos marginalizados do DF. Sem apego algum, nunca deu nada de gra\u00e7a. Quem queria tijolo fazia telha. Quem queria dinheiro ajudava com a horta comunit\u00e1ria. At\u00e9 hoje um pedacinho do seu trabalho sobrevive em Planaltina DF e na Barrol\u00e2ndia. H\u00e1 que se registrar que Weslyan Roriz foi sua amiga at\u00e9 os \u00faltimos momentos.  <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Golpe livre<\/b>  Inmetro tem que se fazer mais presente para inibir o golpe da ind\u00fastria. Apesar dos pre\u00e7os subirem os produtos est\u00e3o definhando. Outro dia a amiga Maria Lucia Sim\u00f5es mostrou uma caixa de bombons Garoto ilustrada internamente com chocolates enormes e os filhotinhos soltos. Al\u00e9m disso, sabores estranhos refor\u00e7aram o sentimento de estar sendo trapaceada.  <b> <\/p>\n<p>Por todo lado<\/b>  Est\u00e1 programado para 3 de setembro um projeto que vai aproveitar embalagens para divulgar a arte de Bras\u00edlia. Sacos de p\u00e3o seriam o primeiro passo. H\u00e1 tempos a Kibon teve um projeto similar que espalhou grandes pintores nos arm\u00e1rios da cozinha. Cadernos tamb\u00e9m t\u00eam sido usado com sucesso como ve\u00edculo de divulga\u00e7\u00e3o de arte. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br Qualquer caminho serve para quem n\u00e3o tem rumo No livro Alice no Pa\u00eds das Maravilhas ,de Lewis Carrol, escrito h\u00e1 150 anos, talvez esteja uma pista que revele aos brasileiros a&nbsp; situa\u00e7\u00e3o em que se encontra hoje a atual ocupante do Poder Executivo e por extens\u00e3o, o pr\u00f3prio pa\u00eds. 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