{"id":24961,"date":"2024-10-05T01:00:47","date_gmt":"2024-10-05T04:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=24961"},"modified":"2024-10-05T21:02:38","modified_gmt":"2024-10-06T00:02:38","slug":"centelha-do-dia-seguinte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/centelha-do-dia-seguinte\/","title":{"rendered":"Centelha do dia seguinte"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_24964\" aria-describedby=\"caption-attachment-24964\" style=\"width: 592px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24964\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro.png\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro.png 994w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro-300x170.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro-768x436.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro-800x454.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro-550x312.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/ro-230x131.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24964\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Jader Souza\/AL Roraima<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ap\u00f3s o per\u00edodo mais intenso das queimadas que, este ano, varreram boa parte de nossas matas, matando milhares e milhares de esp\u00e9cies de animais e plantas, de Norte a Sul do pa\u00eds, \u00e9 necess\u00e1rio, a exemplo do que fazem os bombeiros nos rescaldos dos sinistros, a realiza\u00e7\u00e3o de um levantamento s\u00e9rio, para que se conhe\u00e7a os reais preju\u00edzos causados pelas queimadas em 2024.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0De certo, os preju\u00edzos, apenas no \u00e2mbito da diversidade biol\u00f3gica, ser\u00e3o catastr\u00f3ficos. O que aconteceu este ano, equivale, em termos de pesquisas cient\u00edficas e de preserva\u00e7\u00e3o, a dezenas de inc\u00eandios como aqueles que consumiram os Museus Nacionais nos \u00faltimos anos. E pena que esse sentimento de perda irrevers\u00edvel s\u00f3 seja sentido por pesquisadores e cientistas que est\u00e3o mais envolvidos com essas riquezas pouco cuidadas por n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pela extens\u00e3o das queimadas neste ano, \u00e9 prov\u00e1vel que algumas esp\u00e9cies de plantas e animais, que sequer t\u00ednhamos correto conhecimento, tenham se perdido para sempre. Sem o devido conhecimento do bioma que nos cerca e qual sua import\u00e2ncia para nosso meio ambiente, em termos de simbiose e outras trocas, \u00e9 certo que, a longo prazo, outras esp\u00e9cies venham sentir essa perda e acabem por desaparecer tamb\u00e9m. O equil\u00edbrio do meio ambiente \u00e9 delicado e sente as interfer\u00eancias humanas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pelo o que conhecem os cientistas, e n\u00e3o \u00e9 muito quando se trata do vasto bioma, algumas esp\u00e9cies de aves s\u00f3 se alimentam de determinados frutos, produzidos por determinada planta. Com o desaparecimento dessa esp\u00e9cie vegetal, tamb\u00e9m essas aves est\u00e3o condenadas. O inter-relacionamento entre as esp\u00e9cies \u00e9 um mecanismo delicado que trabalha como um rel\u00f3gio, o desaparecimento de uma pe\u00e7a produz um colapso em s\u00e9rie para todo o sistema.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O mais triste em todo esse epis\u00f3dio que exp\u00f4s o pa\u00eds a um vexame internacional, \u00e9 que essas trag\u00e9dias parecem n\u00e3o ter surtido grande efeito internamente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0O sinal errado emitido pelas autoridades tem funcionado como um incentivo para a depaupera\u00e7\u00e3o das riquezas naturais do pa\u00eds. Esse nacionalismo \u00e0s avessas, que age com o pensamento de que \u201c\u00e9 meu e fa\u00e7o com ele o que quiser\u201d, \u00e9 um caminho que leva seguramente \u00e0 perda n\u00e3o s\u00f3 dessas riquezas em si, mas \u00e0 perda da autoridade moral de posse sobre esses bens.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o bastasse essa trag\u00e9dia, o tr\u00e1fico e contrabando de esp\u00e9cies de vegetais e animais ainda \u00e9 uma pr\u00e1tica corrente em nosso pa\u00eds. Trata-se da terceira maior atividade ilegal de todo o mundo, respons\u00e1vel, segundo os pesquisadores, por retirar, do meio ambiente, dezenas de milh\u00f5es de esp\u00e9cies a cada ano. Al\u00e9m de exportar ilegalmente esp\u00e9cies de animais para todo o mundo, o Brasil passou tamb\u00e9m a importar de outros pa\u00edses, esp\u00e9cies estranhas ao nosso meio ambiente, o que tem acarretado graves problemas para o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico interno. \u201cA fauna ex\u00f3tica introduzida pode se tornar invasiva, conquistar \u00e1reas muito maiores do que as previstas, suprimir a fauna nativa e transmitir novas doen\u00e7as. Mais de 180 tipos de zoonoses transmitidas por animais j\u00e1 s\u00e3o conhecidos\u201d, alertam os cientistas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dia consagrado \u00e0 S\u00e3o Francisco de Assis, protetor dos animais, e em que igrejas em todo o mundo aben\u00e7oam os animais, \u00e9 preciso um olhar de aten\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies que habitam este mesmo espa\u00e7o e que aqui est\u00e3o, muito antes da chegada dos homens e da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201c\u00c9 realmente devastador ver mais uma vez inc\u00eandios devastando os ecossistemas mais vitais da Am\u00e9rica do Sul \u2013 a floresta amaz\u00f4nica, a savana tropical do Cerrado, as zonas \u00famidas do Pantanal e o Gran Chaco \u2013 amea\u00e7ando comunidades, a biodiversidade e nosso clima global. Esta \u00e9 uma emerg\u00eancia clim\u00e1tica, ambiental e humanit\u00e1ria que deve ser tratada com a\u00e7\u00e3o urgente e imediata pelos governos nacionais e globais na Assembleia Geral da ONU (&#8230;)\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Amazon Whatch<\/p>\n<figure id=\"attachment_24905\" aria-describedby=\"caption-attachment-24905\" style=\"width: 553px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24905\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/fogo.png\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/fogo.png 635w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/fogo-300x205.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/fogo-550x375.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/09\/fogo-230x157.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24905\" class=\"wp-caption-text\">Inc\u00eandio no Parque Nacional de Bras\u00edlia | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Minas e Energia\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Neste ambiente democr\u00e1tico, nada mais interessante que saber a opini\u00e3o dos trabalhadores sobre o hor\u00e1rio de ver\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o de estabelecer um hor\u00e1rio diferente \u00e9 mudar o hor\u00e1rio do pico de consumo de energia para um hor\u00e1rio com mais luz solar, diminuindo a necessidade de ligar as usinas termel\u00e9tricas para dar conta da demanda. As luzes acesas e o banho na madrugada para ir ao trabalho trouxeram uma mostra diferente apontada pelo Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), onde no resultado \u00e9 assinalado o seguinte: \u201ca redu\u00e7\u00e3o observada no hor\u00e1rio de maior consumo\u201d, das seis horas da tarde at\u00e9 as nove da noite, \u201c\u00e9 compensada pelo aumento da demanda em outros per\u00edodos do dia, especialmente no in\u00edcio da manh\u00e3\u201d, quando ainda \u00e9 escuro, na maior parte das regi\u00f5es, durante o hor\u00e1rio de ver\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_24962\" aria-describedby=\"caption-attachment-24962\" style=\"width: 451px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-24962\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/hor.png\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"369\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/hor.png 690w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/hor-300x246.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/hor-550x450.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/10\/hor-230x188.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24962\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Ricardo Magalh\u00e3es<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Depois de entregar declara\u00e7\u00f5es impressas, e de se negar a responder \u00e0s perguntas dos jornalistas, o sr. Laranja Filho viajou para o Rio, onde tratar\u00e1 do assunto Novacap com o Primeiro Ministro e o Ministro da Justi\u00e7a. <strong>(Publicada em 19.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ap\u00f3s o per\u00edodo mais intenso das queimadas que, este ano, varreram boa parte de nossas matas, matando milhares e milhares de esp\u00e9cies de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":24964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,114,3761,2340,410,2235],"class_list":["post-24961","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-historiadebrasilia","tag-incendiosem2024","tag-mamfil-2","tag-meioambiente","tag-queimadasnobrasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24961","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24961"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24961\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24965,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24961\/revisions\/24965"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24961"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24961"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24961"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}