{"id":25124,"date":"2024-11-15T01:00:43","date_gmt":"2024-11-15T04:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25124"},"modified":"2024-11-14T13:43:58","modified_gmt":"2024-11-14T16:43:58","slug":"as-portas-da-percepcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/as-portas-da-percepcao\/","title":{"rendered":"As portas da percep\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25128\" aria-describedby=\"caption-attachment-25128\" style=\"width: 436px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25128\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/rombo.png\" alt=\"\" width=\"436\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/rombo.png 436w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/rombo-300x173.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/rombo-230x133.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25128\" class=\"wp-caption-text\">Charge do J. Caesar (veja.abril.com.br)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Uma pergunta que parece ecoar desde sempre ou, pelo menos, desde que inventaram as empresas estatais, busca saber, sem evasivas, a quem essas institui\u00e7\u00f5es do Estado realmente servem. A quest\u00e3o ganha uma embalagem mais personalista, quando se nota que essas empresas, ao contr\u00e1rio de outras desligadas do Estado e que por isso mesmo t\u00eam que se virar para sobreviver num ambiente totalmente hostil, possuem uma esp\u00e9cie de salvo-conduto, que as tornam imunes a tudo, inclusive a m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o e aos rigores da fal\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por suas caracter\u00edsticas exclusivas, as estatais n\u00e3o se enquadram dentro dos princ\u00edpios de competi\u00e7\u00e3o, excel\u00eancia, transpar\u00eancia e efici\u00eancia, que marcam as empresas dentro de um regime de livre competi\u00e7\u00e3o ou a quaisquer outros requisitos pr\u00f3prios do capitalismo. Em regra, as estatais seguem um enevoado e distorcido princ\u00edpio do capitalismo de Estado, sem o qual elas n\u00e3o sobreviveriam num mundo comandado pelas for\u00e7as do mercado e pela prefer\u00eancia dos consumidores.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0N\u00e3o por outra raz\u00e3o, mesmo apresentando um rombo de R$ 7,2 bilh\u00f5es entre janeiro e agosto deste ano, o maior d\u00e9ficit registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2002, essas empresas seguem em frente confiantes de que isso \u00e9 apenas mais um pequeno detalhe. Notem que esse passivo, recorrente nos governos de esquerda, n\u00e3o ser\u00e1 debitado no caixa dessas empresas, mas na conta dos pagadores de impostos. D\u00e9ficit nas contas do governo \u00e9 um outro nome para dizer que os cidad\u00e3os est\u00e3o devendo ao Estado, o que pode ser atenuado com o aumento de impostos e outras taxas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diante de uma realidade cruel como esta, a outra pergunta que fica busca entender porque seguimos preservando as empresas estatais se elas, mesmo com todo o aporte p\u00fablico, n\u00e3o geram lucros ou benef\u00edcios diretos para os cidad\u00e3os. Que se saiba, nunca houve aumento salarial decorrente de b\u00f4nus gerados pelas estatais. A n\u00e3o ser na gest\u00e3o do general Floriano, nos Correios.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atualmente, as riquezas que essas empresas prospectam fluem diretamente dos cofres p\u00fablicos. Em outras palavras, est\u00e3o nos cofres p\u00fablicos ou no Tesouro Nacional, o pr\u00e9-sal e outras riquezas que essas empresas dizem produzir. Sendo assim, abre-se aqui a primeira porta a revelar quem as estatais servem de fato. Primeiramente, servem \u00e0s pol\u00edticas do governo no comando do Estado, mesmo que essas a\u00e7\u00f5es contrariem a l\u00f3gica e o bom senso.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Pela abertura de uma segunda porta, \u00e9 revelado que as estatais servem diretamente ao governo, mesmo que dissociado das necessidades da popula\u00e7\u00e3o. Seguindo em frente por esse labirinto burocr\u00e1tico, verificamos que as estatais, ao fim e ao cabo, servem aos pol\u00edticos, sobretudo aqueles alinhados \u00e0 base governista. Outras brechas indicam ainda que as estatais servem tamb\u00e9m \u00e0s dezenas de partidos que orbitam em torno do governo. Abrindo-se outras portas, as quais os p\u00fablicos n\u00e3o possuem acesso, \u00e9 visto que as estatais, que a tantos senhores obedecem, servem tamb\u00e9m aos chamados campe\u00f5es nacionais ou empres\u00e1rios que encontraram, nessas empresas, o fil\u00e3o de ouro que desejam.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o surpreende, pois, que, em nove de cada dez esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, esses personagens s\u00e3o sempre vistos na cena do crime. O que temos \u00e9 um imenso balaio estatal, onde est\u00e3o reunidos membros do governo, pol\u00edticos e empres\u00e1rios, todos juntos e misturados. Mas engana-se quem pensa que esses s\u00e3o os \u00fanicos embarcados nesse transatl\u00e2ntico estatal. A eles se juntam, hoje, boa parte dos artistas, que comungam do mesmo credo ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Noticiado pela grande m\u00eddia, Petrobras, Itaipu Binacional, Banco do Brasil, Caixa, BNDES, Serpro e outras deram dinheiro a um festival, organizado pela primeira-dama, que ocorrer\u00e1 na Pra\u00e7a Mau\u00e1, no Rio de Janeiro, durante o encontro do G-20. No palco desse evento, estar\u00e3o artistas como Zeca Pagodinho, Alceu Valen\u00e7a, Ney Matogrosso, entre outros devotos da esquerda. A \u00faltima porta a descortinar o mundo fantasioso das estatais mostra que, internamente, do ponto de vista dos trabalhadores dessas empresas, nem mesmo os fundos de pens\u00e3o, que eles mantinham como esperan\u00e7a de aposentadorias dignas, foram deixados de fora dessa razia, e hoje amargam preju\u00edzos bilion\u00e1rios. Dizer o qu\u00ea?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u2060\u201dO Estado \u00e9 manso com as Estatais, mas vil\u00e3o com os empreendedores.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Mateus Machado<\/p>\n<figure id=\"attachment_25129\" aria-describedby=\"caption-attachment-25129\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25129\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/negoco.png\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/negoco.png 504w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/negoco-300x256.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/negoco-230x196.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25129\" class=\"wp-caption-text\">Charge de Jean Galv\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Apenas uma firma, a Comil, vende em Bras\u00edlia, por m\u00eas, 359 mil ma\u00e7\u00e3s e peras, um milh\u00e3o de laranjas, 12 mil d\u00fazias de bananas e um milh\u00e3o e duzentos lim\u00f5es. <strong>(Publicada em 21.04. 1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Uma pergunta que parece ecoar desde sempre ou, pelo menos, desde que inventaram as empresas estatais, busca saber, sem evasivas, a quem essas institui\u00e7\u00f5es do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":25128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,153,1874,1490,114,2340,1432,119],"class_list":["post-25124","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-economia","tag-estataisnobrasil","tag-governolula","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-ministeriodaeconomia","tag-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25124"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25124\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25130,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25124\/revisions\/25130"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}