{"id":25247,"date":"2024-12-18T01:00:44","date_gmt":"2024-12-18T04:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25247"},"modified":"2024-12-18T09:29:30","modified_gmt":"2024-12-18T12:29:30","slug":"a-primeira-igualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/a-primeira-igualdade\/","title":{"rendered":"A primeira igualdade"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25251\" aria-describedby=\"caption-attachment-25251\" style=\"width: 546px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25251\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/conta.png\" alt=\"\" width=\"546\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/conta.png 546w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/conta-300x210.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/conta-230x161.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25251\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Amorim<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Parte significativa da situa\u00e7\u00e3o atual de deficit geral nas contas p\u00fablicas do Brasil pode, muito facilmente, ser atribu\u00edda ao adiamento sine die da reforma do Estado, sobretudo no que se refere aos gastos excessivos e descontrolados da imensa m\u00e1quina burocr\u00e1tica que pesa sobre o pa\u00eds. Quanto mais tempo \u00e9 mantido o status quo, mais e mais essa situa\u00e7\u00e3o escala para n\u00edveis irrevers\u00edveis e perigosos.<\/p>\n<p>\u00c9 perfeitamente l\u00edcito considerar que toda a crise econ\u00f4mica que se abate hoje, sobre o Brasil e os brasileiros, decorre, na sua totalidade, do descontrole com que o Estado lida com o dinheiro dos pagadores de impostos. Nessa equa\u00e7\u00e3o de resultado negativo, nenhum dos Tr\u00eas Poderes escapa de culpa. Eles parecem alheios ou indiferentes ao que ocorre em todo o entorno, como se o pa\u00eds se resumisse apenas ao labir\u00edntico mundo administrativo hospedado com toda pompa, circunst\u00e2ncias e mordomias no Distrito Federal.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar que, com rela\u00e7\u00e3o ao restante do pa\u00eds, Bras\u00edlia vai se transformando numa esp\u00e9cie de ilha, descolada e distante do Brasil. Essa, ali\u00e1s, era, de certo modo, uma possibilidade prevista h\u00e1 muito tempo. A medida em que os anos avan\u00e7aram, desde 1960, com a transfer\u00eancia da capital para o interior do pa\u00eds, o fosso entre o duro cotidiano da popula\u00e7\u00e3o e o modus vivendi dos Poderes da Rep\u00fablica foi se acentuando, a ponto de termos hoje uma condi\u00e7\u00e3o factual de div\u00f3rcio litigioso entre ambos.<\/p>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, o pa\u00eds vive entre crises na economia, que se repetem do modo at\u00e9 mon\u00f3tono. Nesse quesito, os brasileiros experimentaram de tudo: infla\u00e7\u00e3o, hiperinfla\u00e7\u00e3o, estagna\u00e7\u00e3o, recess\u00e3o, defla\u00e7\u00e3o, pedaladas fiscais, al\u00e9m, \u00e9 claro, dos in\u00fameros casos de malversa\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, desvios, corrup\u00e7\u00e3o, nepotismo e por a\u00ed vai. S\u00e3o gera\u00e7\u00f5es de brasileiros punidas por mal gestores e todo um futuro comprometido seriamente. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9, como se pode pensar, em raz\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da capital, embora saiba-se que geografia \u00e9 destino. O problema n\u00e3o \u00e9 f\u00edsico, mas, sim, humano.<\/p>\n<p>As elites, no poder, vivem, desde sempre, num mundo aparte. O Brasil real \u00e9 uma prov\u00edncia distante, perdida no tempo e na poeira. Com o protagonismo crescente do Judici\u00e1rio no panorama pol\u00edtico do pa\u00eds, podemos utiliz\u00e1-lo como exemplo desse distanciamento entre a m\u00e1quina do Estado e o restante do pa\u00eds. A Justi\u00e7a brasileira \u00e9 hoje a mais cara do planeta. Gastando anualmente 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Para se ter uma ideia, as despesas somente com a Justi\u00e7a em nosso pa\u00eds s\u00e3o tr\u00eas vezes maiores do que a m\u00e9dia de 59 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Anualmente, nosso Judici\u00e1rio gasta cerca de R$ 160 bilh\u00f5es. Esse valor \u00e9 mais do que o triplo dos pa\u00edses emergentes. A grande maioria desse recurso \u00e9 gasta com o pagamento de sal\u00e1rios. Nas economias mais desenvolvidas do mundo, onde os gastos p\u00fablicos s\u00e3o bem equacionados, o despendido com Judici\u00e1rio n\u00e3o chega a 0,3% do PIB. Com 84% desses recursos gastos com sal\u00e1rios, n\u00e3o chega a ser surpresa que, em nosso pa\u00eds, tenhamos a classe de servidores p\u00fablicos da Justi\u00e7a com os mais altos sal\u00e1rios do planeta. O pior \u00e9 que a Justi\u00e7a, principalmente para aqueles que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es melhores de renda, \u00e9 sempre prec\u00e1ria ou inexistente.<\/p>\n<p>Outro dado mostra que a soma do or\u00e7amento da pol\u00edcia, dos bombeiros e do sistema carcer\u00e1rio \u00e9 inferior aos gastos com o Judici\u00e1rio brasileiro. \u00c9 uma discrep\u00e2ncia que chama a aten\u00e7\u00e3o para uma realidade que, claramente, prejudica a na\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ajuda, em nenhum mil\u00edmetro, a qualidade de presta\u00e7\u00e3o de nossa Justi\u00e7a. Notem ainda que esses dados foram fornecidos pelo pr\u00f3prio Tesouro Nacional e, portanto, n\u00e3o deixam margens para d\u00favidas. Somente um motivo poderia justificar os altos gastos com o Judici\u00e1rio: a complexidade burocr\u00e1tica desse Poder. Igualar as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas do Brasil exigir\u00e1 reformas profundas no Estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cA primeira igualdade \u00e9 a justi\u00e7a.\u201d<\/em><br \/>\nVictor Hugo<\/p>\n<figure id=\"attachment_19736\" aria-describedby=\"caption-attachment-19736\" style=\"width: 399px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19736\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/vh.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"532\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/vh.jpg 399w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/vh-225x300.jpg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2021\/08\/vh-230x307.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-19736\" class=\"wp-caption-text\">Victor Hugo. Foto: wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Falta ger\u00eancia<\/strong><br \/>\nCaldas Novas, em Goi\u00e1s, \u00e9 lugar comum entre os brasilienses para f\u00e9rias e repouso. Mas a novidade de taxar turistas em at\u00e9 R$183,00 pode deixar a cidade vazia. A pr\u00e1tica \u00e9, normalmente, adotada entre as mais variadas cidades do exterior. No Brasil, h\u00e1 impostos suficientes para cuidar das cidades. Essa cobran\u00e7a n\u00e3o faz sentido!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"CALDAS NOVAS TER\u00c1 COBRAN\u00c7A DE TAXA DE TURISMO PARA QUEM VISITAR A CIDADE\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8qDbb6nVQe0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nEnquanto isso, a nova diretoria a assumir n\u00e3o dever\u00e1 se descuidar do Plano de Bras\u00edlia, evitando as falsifica\u00e7\u00f5es que est\u00e3o querendo fazer em diversos setores. <strong>(Publicada em 27\/3\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Parte significativa da situa\u00e7\u00e3o atual de deficit geral nas contas p\u00fablicas do Brasil pode, muito facilmente, ser atribu\u00edda ao adiamento sine die da reforma do Estado, sobretudo no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":25251,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,3820,220,1490,114,2340,1432,119,3821],"class_list":["post-25247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-deficitnascontaspublicas","tag-economianobrasil","tag-governolula","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-ministeriodaeconomia","tag-pt","tag-rombo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25247"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25252,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25247\/revisions\/25252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}