{"id":25276,"date":"2024-12-22T01:00:59","date_gmt":"2024-12-22T04:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25276"},"modified":"2024-12-22T23:41:30","modified_gmt":"2024-12-23T02:41:30","slug":"bem-vindos-ao-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/bem-vindos-ao-passado\/","title":{"rendered":"Bem-vindos ao passado"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14597\" aria-describedby=\"caption-attachment-14597\" style=\"width: 429px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-14597\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/07\/Ed-Mercosul.jpg\" alt=\"\" width=\"429\" height=\"654\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/07\/Ed-Mercosul.jpg 429w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/07\/Ed-Mercosul-197x300.jpg 197w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/07\/Ed-Mercosul-230x351.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 429px) 100vw, 429px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-14597\" class=\"wp-caption-text\">Edif\u00edcio sede do Mercosul (Foto: mercosur.int)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Criada oficialmente em mar\u00e7o de 1991, com o Tratado de Assun\u00e7\u00e3o, a zona de livre-com\u00e9rcio do continente sul americano, conhecida como Mercosul, vem, desde ent\u00e3o, enfrentando alto e baixos na quest\u00e3o de fomentar as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas entre os pa\u00edses signat\u00e1rios, sobretudo os pa\u00edses situados no Cone Sul, e de refor\u00e7ar a uni\u00e3o aduaneira com vantagens para os seus integrantes.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio a que se referia esse tratado era basicamente de produtos agr\u00edcolas. A ideia em si era boa e copiava outros modelos, como o da Uni\u00e3o Europeia. O problema era a grande disparidade regional, bem como as frequentes crises de instabilidade pol\u00edticas. A cada novo governante eleito em cada um dos pa\u00edses membros, novas crises se abriam, com amea\u00e7as de debandada, novas reivindica\u00e7\u00f5es, novos protestos contra a perda de autonomia e outras quest\u00f5es pol\u00edticas que passaram a travar a plena implementa\u00e7\u00e3o do bloco.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que o Mercosul, na pr\u00e1tica, continua muito distante daquele projeto descrito no papel, n\u00e3o conseguindo resolver de forma satisfat\u00f3ria os problemas econ\u00f4micos da regi\u00e3o. At\u00e9 hoje, se discute, sem que se chegue a um consenso, as Tarifas Externas Comuns (TECs) e sobre a restri\u00e7\u00e3o \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es com outros blocos, como era o caso dos acordos com a Uni\u00e3o Europeia (UE), que se arrastou por mais de um quarto de s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Os dois anos de pandemia tamb\u00e9m trouxeram preju\u00edzos incalcul\u00e1veis para o Mercosul. Agora que os acordos com a UE foram praticamente selados, faltando ainda um consenso pol\u00edtico dentro dos parlamentos da Fran\u00e7a e na It\u00e1lia, parece que essa integra\u00e7\u00e3o finalmente ir\u00e1 prosperar. Afinal, trata-se de um neg\u00f3cio com 718 milh\u00f5es de consumidores, num mercado de U$ 22 trilh\u00f5es. Mas, como em todo ajuste desse porte, os quesitos descritos no tratado s\u00e3o complicados e devem ser observados com todo o rigor e cautela a fim de<br \/>\nevitar decep\u00e7\u00e3o e, sobretudo, preju\u00edzos econ\u00f4micos e pol\u00edticos de grande monta.<\/p>\n<p>Os europeus conhecem bem a natureza desses acordos comerciais, pois, desde o s\u00e9culo 16, v\u00eam praticando com afinco a explora\u00e7\u00e3o de mercados do outro lado do Atl\u00e2ntico. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio lembrar que, por s\u00e9culos, a Am\u00e9rica do Sul, assim como a \u00c1frica e o Oriente, foram col\u00f4nias da Europa. O per\u00edodo do mercantilismo entre os s\u00e9culos 15 e 18 marcou para sempre as rela\u00e7\u00f5es entre a Europa e o Novo Mundo.<\/p>\n<p>Naquela ocasi\u00e3o, o Estado intervinha na economia, buscando acumular o m\u00e1ximo poss\u00edvel de riquezas, na forma de ouro e prata. Monop\u00f3lio, protecionismo e metalismo (ouro e prata) eram praticados abertamente e tinham as col\u00f4nias, espalhadas pelo globo, apenas como economia complementar da metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>Para isso, asseguravam o chamado pacto colonial, no qual as col\u00f4nias vendiam seus produtos a pre\u00e7os irris\u00f3rios, ao mesmo tempo em que compravam por altos pre\u00e7os os produtos vindos da metr\u00f3pole. Gra\u00e7as \u00e0 intensa explora\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias, a Europa p\u00f4de enriquecer como nunca antes. Portanto, os europeus, dentro dess\u00a0 novo tratado entre a Uni\u00e3o Europeia e o Mercosul, sabem o que est\u00e3o fazendo e como tirar vantagens desses acordos.<\/p>\n<p>Conhecem bem o estado de ansiedade e deslumbramento de muitos pol\u00edticos envolvidos direta ou indiretamente nesses tratados. Ocorre que a quest\u00e3o toda desses acordos envolve um novo elemento: O Brasil \u00e9 hoje uma pot\u00eancia agr\u00edcola consider\u00e1vel. Os parlamentares franceses e italianos sabem disso e, por isso, pressionados internamente pelos produtores locais, se mostram reticentes. O agroneg\u00f3cio brasileiro, que n\u00e3o tem\u00a0 oas rela\u00e7\u00f5es com o atual governo, n\u00e3o quer a intromiss\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica em seus neg\u00f3cios, preferindo agir longe e independente dos ditames do governo.<\/p>\n<p>Para muitos economistas que acompanham de perto essas negocia\u00e7\u00f5es, o acordo Mercosul e Uni\u00e3o Europeia \u00e9 ruim para o Brasil, pois repete erros do passado, levando nosso pa\u00eds a se manter como exportador de bens prim\u00e1rios, ao mesmo tempo que traz empecilhos \u00e0 plena industrializa\u00e7\u00e3o nacional. A primariza\u00e7\u00e3o de nossa economia nos remete ao passado durante o mercantilismo, trazendo d\u00favidas sobre sua repeti\u00e7\u00e3o em outros moldes.<\/p>\n<p>O acordo, alertam os especialistas, aprofunda a participa\u00e7\u00e3o do Brasil e dos pa\u00edses do Mercosul no com\u00e9rcio com a UE como relegados ao papel de fornecedores de mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas e minerais, ao mesmo tempo em que acentua a depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es de bens industrializados das metr\u00f3poles. O que se prev\u00ea com esses acordos e com outros, como \u00e9 o caso dos Brics e com a China, \u00e9 que o processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o do Brasil avance ainda mais, com a destrui\u00e7\u00e3o de empresas e de empregos. Bem-vindos de volta ao mercantilismo e ao colonialismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cFinalmente inventei algo que funciona!\u201d<\/em><br \/>\nDr. Emmett<\/p>\n<figure id=\"attachment_25279\" aria-describedby=\"caption-attachment-25279\" style=\"width: 595px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25279\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/emm.png\" alt=\"\" width=\"595\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/emm.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/emm-300x154.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/emm-768x394.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/emm-550x282.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/12\/emm-230x118.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25279\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o: Cena de filmee volta para o Futuro<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Quando o sr. J\u00e2nio Quadros surgiu como ganhador das elei\u00e7\u00f5es, quando o sr. H\u00e9lio Fernandes enche de elogios o presidente eleito, a turba que subia ao poder atirou-se desenfreadamente contra a Novacap e encontrou uma administra\u00e7\u00e3o pronta a prestar contas de tudo que executara. O sr. Israel Pinheiro deixou de residir no Ip\u00ea, mas mudou-se para o Lago, onde ainda hoje est\u00e1, intoc\u00e1vel e admirado por todos.\u00a0<strong>(Publicada em 24\/4\/1962) <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Criada oficialmente em mar\u00e7o de 1991, com o Tratado de Assun\u00e7\u00e3o, a zona de livre-com\u00e9rcio do continente sul americano, conhecida como Mercosul, vem, desde ent\u00e3o, enfrentando alto e baixos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":14597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,220,1490,114,2340,1641],"class_list":["post-25276","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-economianobrasil","tag-governolula","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-mercosul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25276"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25281,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25276\/revisions\/25281"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}