{"id":25446,"date":"2025-02-20T01:00:13","date_gmt":"2025-02-20T04:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25446"},"modified":"2025-02-20T01:13:50","modified_gmt":"2025-02-20T04:13:50","slug":"globalismo-e-globalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/globalismo-e-globalizacao\/","title":{"rendered":"Globalismo e globaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25450\" aria-describedby=\"caption-attachment-25450\" style=\"width: 587px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25450\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/glob.png\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/glob.png 587w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/glob-300x178.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/glob-550x326.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/glob-230x136.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25450\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: reprodu\u00e7\u00e3o da internet<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poucos sabem, mas o fen\u00f4meno da globaliza\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio ainda no s\u00e9culo XV, com as grandes navega\u00e7\u00f5es, per\u00edodo em que a forma\u00e7\u00e3o dos Estados Nacionais, sob o comando de um monarca e com o apoio de uma burguesia nascente, deu as condi\u00e7\u00f5es materiais necess\u00e1rias para a explora\u00e7\u00e3o de rotas mar\u00edtimas e comerciais ao redor do mundo. Se, anteriormente, foram os meios materiais que propiciaram as grandes navega\u00e7\u00f5es, hoje, a globaliza\u00e7\u00e3o, t\u00e3o discutida, faz-se gra\u00e7as aos avan\u00e7os na \u00e1rea t\u00e9cnico-cient\u00edfico-informacional (comunica\u00e7\u00f5es e transportes), que reduziu o mundo \u00e0 t\u00e3o sonhada aldeia global, na qual a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica veio num pacote fechado. A aldeia global tem seus benef\u00edcios, mas traz consigo problemas que passam a ser do tamanho do mundo, ou seja, problemas globais.<\/p>\n<p>Com o advento do que os historiadores chamam de terceira Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (avan\u00e7o da ci\u00eancia, da tecnologia, da inform\u00e1tica, da rob\u00f3tica e da eletr\u00f4nica), o processo de globaliza\u00e7\u00e3o ganhou um ritmo alucinante, que, em parte, redundou na forma\u00e7\u00e3o de mercados comuns, na prolifera\u00e7\u00e3o de empresas transnacionais, consolidando de vez o capitalismo financeiro e gerando profundas transforma\u00e7\u00f5es tanto no sistema econ\u00f4mico como na organiza\u00e7\u00e3o do trabalho. \u00c9 fato que o processo de globaliza\u00e7\u00e3o, tanto a partir do s\u00e9culo XV , como agora, atende muito mais aos pa\u00edses desenvolvidos do que o resto do mundo, gerando assim um novo e amplo processo de marginaliza\u00e7\u00e3o de boa parte da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Nesse ponto, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer as diferen\u00e7as entre o que \u00e9 globaliza\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 globalismo. Se o primeiro trata de conex\u00f5es comerciais, o segundo se refere a um fen\u00f4meno de car\u00e1ter pol\u00edtico, ligado tamb\u00e9m a um movimento de ordem ideol\u00f3gica, que busca, entre outras ondas de destrui\u00e7\u00e3o, acabar com a cultura greco-romana-crist\u00e3 do Ocidente, pela supress\u00e3o da moral e tradi\u00e7\u00e3o dessa parte do mundo, substituindo-a por conceitos que visam destruir a fam\u00edlia, o sentido de p\u00e1tria, a religi\u00e3o e todos os costumes que possam servir de obst\u00e1culo ao avan\u00e7o de uma ret\u00f3rica de esquerda, sobretudo a concep\u00e7\u00e3o enraizada no Ocidente do individualismo, avesso \u00e0s superestruturas, ou seja, ao Estado.<\/p>\n<p>Problema aqui \u00e9 que a globaliza\u00e7\u00e3o trouxe, \u00e0 tiracolo, o globalismo, que nada mais \u00e9 do que a configura\u00e7\u00e3o atual do marxismo. De fato, como muitos acreditam, a globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica passou a ser pilotada pelo marxismo cultural. A quest\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 de oposi\u00e7\u00e3o da direita ao globalismo, mas de uma oposi\u00e7\u00e3o racional ao irracionalismo. N\u00e3o \u00e9 destruindo fronteiras dos pa\u00edses, as ra\u00edzes familiares e toda uma tradi\u00e7\u00e3o e cultura milenares que ser\u00e1 poss\u00edvel erguer algo novo e positivo sobre ru\u00ednas.<\/p>\n<p>Na verdade, o que houve foi uma aposta temer\u00e1ria e feita no escuro quanto \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o. Realizada, em parte por uma elite liberal avessa \u00e0 ideia de na\u00e7\u00f5es e simp\u00e1tica a ideias marxistas desde que seu quinh\u00e3o pudesse ser preservado. Para os trabalhadores, a classe na base da pir\u00e2mide a globaliza\u00e7\u00e3o significou a vinda de centenas de milhares, sen\u00e3o milh\u00f5es de asi\u00e1ticos entrando no mercado de trabalho do Ocidente. Trabalhadores altamente produtivos, mesmo ganhando uma pequena fra\u00e7\u00e3o do que recebia o trabalhador ocidental.<\/p>\n<p>Esses trabalhadores do Ocidente, que antes desfrutavam de vida, at\u00e9 certo modo c\u00f4moda, viram, de uma hora para outra, seu mundo dissolver. Empresas foram fechadas, outras, simplesmente,transferiram suas sedes para o Oriente, onde os trabalhadores s\u00e3o mais produtivos e disciplinados. O reconhecimento da China como economia de mercado, feito pelo governo brasileiro, mesmo contrariando recomenda\u00e7\u00f5es, deu o passo inicial para a entrada daquele pa\u00eds em nossa economia, com os resultados que j\u00e1 conhecemos, como a destrui\u00e7\u00e3o de nossa ind\u00fastria t\u00eaxtil, de cal\u00e7ados, de nossas empresas de tecnologia entre outros estragos.<\/p>\n<p>A chegada da China ao Brasil, feita por motivos puramente ideol\u00f3gicos, provocou um intenso e prematuro processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o e de desnacionaliza\u00e7\u00e3o no nosso pa\u00eds. O Brasil se viu, de uma hora para outr,a de produtor da maioria dos bens aqui fabricados para importador de tudo, inclusive de pregador de roupas, pregos, l\u00e2mpadas e outros bens. Em s\u00edntese, como refor\u00e7a o Instituto de Estudos para o desenvolvimento Industrial, o com\u00e9rcio internacional do Brasil com a China segue um padr\u00e3o \u201ccentro-periferia\u201d, onde o Brasil exporta predominantemente produtos b\u00e1sicos com baixo grau de processamento industrial e importa produtos manufaturados de maior intensidade tecnol\u00f3gica, exacerbando a trajet\u00f3ria de retrocesso industrial do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, esses estudos apontam ainda que pa\u00edses em desenvolvimento dependentes de commodities permanecem presos por longos per\u00edodos em uma situa\u00e7\u00e3o de baixo crescimento do PIB e fraco desenvolvimento socioecon\u00f4mico, instabilidade macroecon\u00f4mica, alta exposi\u00e7\u00e3o a choques e \u00e0 volatilidade dos pre\u00e7os internacionais das commodities, entre outros problemas.<\/p>\n<p>\u00c9 o pre\u00e7o que pagamos pelo misto de globaliza\u00e7\u00e3o e globalismo armazenados num mesmo container.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cA globaliza\u00e7\u00e3o encurtou as dist\u00e2ncias m\u00e9tricas, aumentando muito mais\u00a0<\/em><em>as dist\u00e2ncias afetivas.\u201d<\/em><br \/>\nJaak Bosmans<\/p>\n<figure id=\"attachment_25449\" aria-describedby=\"caption-attachment-25449\" style=\"width: 359px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25449\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/jack.png\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/jack.png 465w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/jack-231x300.png 231w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/02\/jack-230x298.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25449\" class=\"wp-caption-text\">Jaak Bosmans. Foto: artequeepoesia.blogspot.co<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nA inaugura\u00e7\u00e3o, ontem, da sucursal dos &amp;quot;Di\u00e1rios Associados&amp;quot; de S\u00e3o Paulo foi motivo para uma reuni\u00e3o do alto mundo pol\u00edtico nacional. <strong>(Publicada\u00a0<\/strong><strong>em 26.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Poucos sabem, mas o fen\u00f4meno da globaliza\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio ainda no s\u00e9culo XV, com as grandes navega\u00e7\u00f5es, per\u00edodo em que a forma\u00e7\u00e3o dos Estados Nacionais, sob o comando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":25450,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,2153,2639,307,114,2340],"class_list":["post-25446","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-estado","tag-globalismo","tag-globalizacao","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25446"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25446\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25452,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25446\/revisions\/25452"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}