{"id":25609,"date":"2025-03-27T01:00:20","date_gmt":"2025-03-27T04:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25609"},"modified":"2025-03-27T08:47:12","modified_gmt":"2025-03-27T11:47:12","slug":"compromisso-com-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/compromisso-com-o-futuro\/","title":{"rendered":"Compromisso com o futuro"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25613\" aria-describedby=\"caption-attachment-25613\" style=\"width: 713px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25613\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/03\/ideologia.png\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/03\/ideologia.png 713w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/03\/ideologia-300x119.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/03\/ideologia-550x218.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/03\/ideologia-230x91.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25613\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Capitalismo para principiantes. Carlos Eduardo Novaes. p\u00e1gina:181<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Historiadores costumam considerar que a coletividade, comumente denominada povo, \u00e9, no mais das vezes, uma por\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m, por sua pouca ou nenhuma influ\u00eancia no correr dos acontecimentos pol\u00edticos dentro do Estado. Em pa\u00edses apontados como subdesenvolvidos, essa situa\u00e7\u00e3o de passividade \u00e9 mais vis\u00edvel e presente. \u00c9 como dizem: a massa \u00e9 mole. N\u00e3o se movimenta por a\u00e7\u00e3o de ideologias. A \u00fanica coisa capaz de levar o povo \u00e0s ruas, com disposi\u00e7\u00e3o para mudar o cen\u00e1rio cotidiano, s\u00e3o a fome e a carestia no pre\u00e7o dos alimentos. S\u00f3 quando o inc\u00f4modo chega ao est\u00f4mago \u00e9 que a coisa anda ou desanda de vez.<\/p>\n<p>Isso explica por que a aprova\u00e7\u00e3o ou a desaprova\u00e7\u00e3o de um governo por parte do p\u00fablico s\u00f3 se d\u00e1 quando a queda ou o aumento nos pre\u00e7os dos alimentos acontece. Fora dessa causa, o que se tem \u00e9 o marasmo. Talvez por esse motivo, os pre\u00e7os dos alimentos expostos nos supermercados sejam o maior indicador para ruas vazias ou tomadas por manifestantes. Nesse sentido, qualquer d\u00e9spota que deseje manter-se no poder indefinidamente deve, antes de tudo, fazer o poss\u00edvel ou o imposs\u00edvel para manter tamb\u00e9m o acesso f\u00e1cil da popula\u00e7\u00e3o aos alimentos.<\/p>\n<p>Para muitos pensadores liberais, isso explica porque a coletividade acaba sempre sendo tamb\u00e9m uma abstra\u00e7\u00e3o. Qualquer indiv\u00edduo que tenha que escolher entre ser o protagonista da pr\u00f3pria vida ou ser um salvador do planeta escolher\u00e1 a primeira op\u00e7\u00e3o. Mesmo nos regimes socialistas mais extremados, o sonho de cada um nunca \u00e9, primordialmente, pelo crescimento do coletivo. Optamos sempre por escolher a n\u00f3s mesmos em primeiro lugar. No mais das vezes, \u00e9 a pr\u00f3pria dignidade que empurra o indiv\u00edduo para essa escolha. O indiv\u00edduo dissolvido no meio da sociedade e que se v\u00ea impossibilitado de escolher o pr\u00f3prio caminho \u00e9 sempre um alvo f\u00e1cil para doen\u00e7as como a depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, os pa\u00edses de economia e pol\u00edtica centralizadas jamais divulgam a quantidade de indiv\u00edduos acometidos de depress\u00e3o ou tristeza profunda. Isso ocorre porque o m\u00e9rito pessoal, que anteriormente era sempre celebrado como o motor do progresso pessoal e coletivo, foi sendo substitu\u00eddo gradativamente pelo esfor\u00e7o pessoal em prol da coletividade. A desmotiva\u00e7\u00e3o do esfor\u00e7o e m\u00e9rito pessoal \u00e9 uma das causas do fracasso da quase totalidade dos regimes centralizados. Essa vis\u00e3o explica porque, em nosso pa\u00eds e em outros de igual orienta\u00e7\u00e3o, os empres\u00e1rios bem sucedidos s\u00e3o transformados em alvo de todo o tipo de empecilhos burocr\u00e1ticos e de cobran\u00e7a de altos impostos e taxas diversas.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, todos os projetos e empreendimentos sem sucesso s\u00e3o logo socorridos com incentivos, isen\u00e7\u00f5es e todo o tipo de ajuda do Estado. Punem os bons e gratificam os incapazes. Essa situa\u00e7\u00e3o, nos regimes fechados, s\u00f3 persiste porque, no fim das contas, os mais capazes acabam carregando nas costas os menos esfor\u00e7ados, o que acaba resultando sempre em equa\u00e7\u00e3o de soma zero.<\/p>\n<p>Nos sistemas socializantes a meritocracia acaba sempre sendo socializada ou dissolvida no grupo, o que \u00e9 sempre ruim e faz com que o progresso cesse de existir. Uma coisa puxa a outra, e acaba que o planejamento centralizado e o intervencionismo estatal se transformam em veneno fatal para a liberdade individual e para o m\u00e9rito pessoal, vistos nesses regimes como algo burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Desde sempre, a liberdade econ\u00f4mica deve seguir a liberdade pol\u00edtica, e isso inclui o indiv\u00edduo como pe\u00e7a central. No centro de tudo, est\u00e1 a liberdade individual. Isso explica tamb\u00e9m porque, em sistemas socialistas, o indiv\u00edduo \u00e9 sempre menos de zero e manietado em suas expectativas. A quest\u00e3o \u00e9 simples: quanto mais centralizado o Estado, menos liberdade \u00e9 dada aos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias em v\u00e1rias partes do mundo ao longo da hist\u00f3ria da humanidade mostram que a liberdade econ\u00f4mica e pol\u00edtica \u00e9 essencial ao progresso, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a exist\u00eancia de uma sem a outra. \u00c9 nisso que se funda a chamada ilus\u00e3o do coletivo. A busca pelo crescimento se difere da busca por privil\u00e9gios e posi\u00e7\u00f5es. Isso explica tamb\u00e9m porque, em governos centralizados, os med\u00edocres est\u00e3o sempre no entorno do governo, colhendo benesses sem esfor\u00e7o algum. O que surge quando o indiv\u00edduo e suas potencialidades s\u00e3o apagadas \u00e9 sempre um coletivo formado por nulidades descompromissadas com o futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;A obstina\u00e7\u00e3o nas disputas \u00e9 quase sempre efeito do nosso amor pr\u00f3prio: julgamo-nos humilhados se nos confessamos convencidos.&#8221;<\/em><br \/>\nMarqu\u00eas de Maric\u00e1<\/p>\n<figure id=\"attachment_16478\" aria-describedby=\"caption-attachment-16478\" style=\"width: 464px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16478\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas.jpg\" alt=\"\" width=\"464\" height=\"510\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas.jpg 508w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas-273x300.jpg 273w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas-319x350.jpg 319w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/marqu\u00eas-230x253.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16478\" class=\"wp-caption-text\">Marqu\u00eas de Maric\u00e1. Foto: wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Ocorre que Taguatinga, com 70 mil habitantes, recebe 47 litros por segundo, e o Gama, com 22 mil habitantes, recebe 72 litros por segundo. H\u00e1 injusti\u00e7a para com Taguatinga. <strong>(Publicada em 27\/4\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Historiadores costumam considerar que a coletividade, comumente denominada povo, \u00e9, no mais das vezes, uma por\u00e7\u00e3o de ningu\u00e9m, por sua pouca ou nenhuma influ\u00eancia no correr dos acontecimentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":25613,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,828,1928,2307,1929,2153,114,2340,1887],"class_list":["post-25609","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-democracia","tag-direita","tag-ditadura","tag-esquerda","tag-estado","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-regimestotalitarios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25609"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25615,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25609\/revisions\/25615"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25613"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}