{"id":25697,"date":"2025-04-12T01:00:45","date_gmt":"2025-04-12T04:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25697"},"modified":"2025-04-11T19:16:44","modified_gmt":"2025-04-11T22:16:44","slug":"nada-do-que-e-humano-me-e-estranho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/nada-do-que-e-humano-me-e-estranho\/","title":{"rendered":"Nada do que \u00e9 humano me \u00e9 estranho"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25703\" aria-describedby=\"caption-attachment-25703\" style=\"width: 531px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25703\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/UNB.png\" alt=\"\" width=\"531\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/UNB.png 669w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/UNB-300x198.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/UNB-550x363.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/UNB-230x152.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25703\" class=\"wp-caption-text\">Manifesta\u00e7\u00e3o na UnB. Foto: Luis Gustavo Prado<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Surpreendido pela pol\u00edcia rodovi\u00e1ria nos Estados Unidos, por trafegar acima da velocidade permitida naquela estrada, o condutor que portava uma esp\u00e9cie de coleira para c\u00e3es disse ao policial, que lhe pediu as documenta\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo e do condutor, que, na verdade, ele n\u00e3o era humano, pois j\u00e1 havia se autodeclarado como cachorro e, portanto, n\u00e3o poderia ser responsabilizado ou penalizado por dirigir em alta velocidade; afinal, animais n\u00e3o podem ser multados. Ele optou por ser um c\u00e3o porque era fiel, gostava de carinho e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O homem fardado, acostumado com bizarrices, resolveu, para confirmar t\u00e3o surpreendente justificativa, consultar o parceiro que estava ao lado do c\u00e3o em corpo de um humano no banco do carona. Imediatamente, seu parceiro confirmou a hist\u00f3ria, crente de que aquela desculpa iria colocar o policial em xeque-mate, resolvendo toda a quest\u00e3o ali mesmo. O policial que escutara toda a hist\u00f3ria surreal n\u00e3o esbo\u00e7ou nenhuma rea\u00e7\u00e3o de surpresa, apenas fintou os ocupantes do carro com certa ironia na express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Depois de pensar por um segundo como fazer valer a lei, mesmo diante de t\u00e3o grandes espertalh\u00f5es, sentenciou: Bom se voc\u00ea \u00e9 um cachorro como afirma, e est\u00e1 vagueando em via p\u00fablica, ent\u00e3o mostre-me sua caderneta de vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria. Confrontado com essa cobran\u00e7a, o motorista canino olhou para seu parceiro ao lado indagando o que deveria fazer agora, pois fora encurralado pelo oficial de tr\u00e2nsito. Seu parceiro ou dono tamb\u00e9m n\u00e3o tinha resposta para aquela cobran\u00e7a legal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Vendo os dois presos em suas pr\u00f3prias narrativas, o policial ainda emendou: Voc\u00ea j\u00e1 foi castrado, como manda a lei, para animais que andam em vias p\u00fablicas? Com aquela pergunta, o motorista come\u00e7ou a entrar em p\u00e2nico, ante a possibilidade de ser emasculado por veterin\u00e1rios, mas, mesmo assim, respondeu: N\u00e3o sou castrado. Nesse caso, disse o policial, irei chamar a carrocinha que recolhe animais para providenciar sua transfer\u00eancia para uma cl\u00ednica veterin\u00e1ria do estado, a fim de proceder o que manda a lei.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Seu dono ao lado pode lhe acompanhar se quiser. Em todo o caso, emendou, o carro e voc\u00eas ficar\u00e3o detidos at\u00e9 a solu\u00e7\u00e3o desse problema. Verdadeira ou n\u00e3o, a hist\u00f3ria acima retrata fielmente uma situa\u00e7\u00e3o que, nesses \u00faltimos anos, vem surpreendendo as pessoas comuns em todo o planeta. O fato \u00e9 que, de uns tempos para c\u00e1, pessoas em todo o mundo e aqui mesmo em nosso pa\u00eds v\u00eam se autodeclarando ser o que acreditam ser ou fingem que s\u00e3o. O mais surpreendente \u00e9 que as regras do politicamente correto, impostas pela onda woke, dizem que as pessoas que ouvem essa e outras justificativas n\u00e3o devem contrariar ou melindrar a pessoa, mesmo que isso pare\u00e7a ser uma maluquice sem tamanho.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Em outros tempos, pessoas que insistissem nessas narrativas seriam conduzidas, diretamente, para os hosp\u00edcios, onde os sedativos potentes e mesmo os eletrochoques iriam acalmar o doido. O mais estranho nessa nova onda sem sentido \u00e9 que as pessoas que se autodeclaram como plantas, animais ou outra coisa qualquer, s\u00e3o ouvidas e at\u00e9 mesmo respeitadas em sua nova personalidade. Nesse caso, fica dif\u00edcil distinguir quem realmente \u00e9 o louco.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Na verdade, tanto quem aceita essas narrativas de personifica\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica, como quem afirma ser o que n\u00e3o \u00e9, est\u00e3o fingindo, mesmo que n\u00e3o aparentem tal. O que mais assusta, nesse mundo que parece ir ladeira abaixo nas rela\u00e7\u00f5es humanas, \u00e9 que, por for\u00e7a de leis insensatas, redigidas especialmente para atender esse hosp\u00edcio geral, \u00e9 que as institui\u00e7\u00f5es do Estado acabam embarcando nessa enxurrada amalucada, criando situa\u00e7\u00f5es em que, francamente, a realidade se coloca de pernas para o ar, como num conto de realismo fant\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00c9 o que parece ocorrer agora com a decis\u00e3o \u00a0esdr\u00faxula de algumas universidades p\u00fablicas em abrirem cotas para indiv\u00edduos que se autodeclaram travestis, trans ou n\u00e3o bin\u00e1rios. Trata-se do que agora chamam de \u201cpol\u00edtica de a\u00e7\u00e3o afirmativa\u201d. Para tanto, os candidatos precisam apresentar um documento do tipo \u201crelato de vida\u201d ou \u201ctrajet\u00f3ria de transi\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cprocesso de afirma\u00e7\u00e3o da identidade de g\u00eanero\u201d. \u00c9 preciso confessar de p\u00fablico que, at\u00e9 mesmo este espa\u00e7o, que j\u00e1 cuidou de assuntos mais complexos e s\u00e9rios, surpreende-se com esse tipo de mat\u00e9ria. Mas como dizia tamb\u00e9m o fil\u00f3sofo de Mondubim: \u201cnada do que \u00e9 humano me \u00e9 estranho\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cO que n\u00e3o conseguimos nos lembrar, ficar\u00e1 conosco como uma a\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Freud<\/p>\n<figure id=\"attachment_16136\" aria-describedby=\"caption-attachment-16136\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16136\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/03\/sigmund-freud-1-.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/03\/sigmund-freud-1-.jpg 512w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/03\/sigmund-freud-1--300x188.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/03\/sigmund-freud-1--350x219.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/03\/sigmund-freud-1--230x144.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16136\" class=\"wp-caption-text\">O m\u00e9dico checo Sigmund Freud (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Agenda<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Pelo anivers\u00e1rio de Bras\u00edlia, o Teatro da Poupex vai apresentar o projeto cultural com m\u00fasicas em homenagem \u00e0 cidade. Do samba \u00e0 bossa nova, o repert\u00f3rio promete muitas emo\u00e7\u00f5es. Sob a dire\u00e7\u00e3o musical de Renato Vasconcelos, o show contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o da Orquestra Sinf\u00f4nica da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira. Dia 25 de abril, a partir das 20h.<\/p>\n<figure id=\"attachment_25700\" aria-describedby=\"caption-attachment-25700\" style=\"width: 515px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25700\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex.png\" alt=\"\" width=\"515\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex.png 1087w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex-300x196.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex-768x502.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex-1024x669.png 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex-800x523.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex-550x359.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/poupex-230x150.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 515px) 100vw, 515px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25700\" class=\"wp-caption-text\">Teatro da Poupex. Foto: imprensabrasilia.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">E a prova disto s\u00e3o aquelas papeletas dizendo que o bar fecha \u00e0s 3 e que n\u00e3o aceita vales nem cheques, t\u00f4das pregadas nos vidros do bar. <strong>(Publicada em 24.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Surpreendido pela pol\u00edcia rodovi\u00e1ria nos Estados Unidos, por trafegar acima da velocidade permitida naquela estrada, o condutor que portava uma esp\u00e9cie de coleira para c\u00e3es disse ao policial, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":25703,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,3911,3910,604,114,500,2340],"class_list":["post-25697","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-cotasemuniversidades","tag-cotasparatrans","tag-educacaonobrasil","tag-historiadebrasilia","tag-lgbt","tag-mamfil-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25697"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25697\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25705,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25697\/revisions\/25705"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}