{"id":25716,"date":"2025-04-17T01:00:13","date_gmt":"2025-04-17T04:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25716"},"modified":"2025-04-22T13:40:56","modified_gmt":"2025-04-22T16:40:56","slug":"um-tempo-que-nao-passou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/um-tempo-que-nao-passou\/","title":{"rendered":"Um tempo que n\u00e3o passou"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25720\" aria-describedby=\"caption-attachment-25720\" style=\"width: 643px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25720\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/om.png\" alt=\"\" width=\"643\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/om.png 795w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/om-300x168.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/om-768x430.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/om-550x308.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/om-230x129.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 643px) 100vw, 643px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25720\" class=\"wp-caption-text\">Ollanta Humala e Nadine Heredia, ex-casal presidencial do Peru. Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 3.169 quil\u00f4metros separam Bras\u00edlia de Lima, a capital do Peru. De l\u00e1, desta lonjura, chegam not\u00edcias de que mais um ex-presidente daquele pa\u00eds \u00e9 condenado por corrup\u00e7\u00e3o. Nesse caso agora, Ollanta Humala, acusado de ter recebido U$ 3 milh\u00f5es em contribui\u00e7\u00f5es ilegais. Com a condena\u00e7\u00e3o de Humala a 15 anos de pris\u00e3o, j\u00e1 somam quatro ex-presidentes peruanos, condenados pelos mesmos motivos.\u00a0 S\u00f3 pra\u00a0 lembrar, tamb\u00e9m condenados por corrup\u00e7\u00e3o foram os ex-mandat\u00e1rios Alejandro Toledo, Alan Garcia e Pedro Kuczynski. Garcia suicidou-se em 2019 para n\u00e3o ser preso.<\/p>\n<p>O que esses ex-presidentes possuem em comum, al\u00e9m do gosto pelo dinheiro f\u00e1cil? Perguntaria algu\u00e9m interessado no assunto. Todos eles foram, como assim dizer, \u201cabduzidos\u201d pelo dinheiro oferecido aos quatro pela construtora brasileira Odebrecht, agora rebatizada de Novonor. A esposa de Toledo, refugiou-se na embaixada brasileira em Lima, de onde, gra\u00e7as a atua\u00e7\u00e3o pessoal do presidente Lula, foi acolhida como exilada pol\u00edtica, livrando-se da cadeia junto com o marido. Curioso n\u00e3o s\u00f3 o poder sobrenatural dessa empresa que praticamente levou \u00e0 ru\u00edna nada menos do que quatro presidentes peruanos. Que l\u00e1bia. Que lobby.<\/p>\n<p>A Odebrecht, por suas a\u00e7\u00f5es delet\u00e9rias praticamente eliminou o presidencialismo naquela parte do continente, mostrando como comprar chefes do Executivo e outros poderes, deixando \u00e0 mostra toda a fragilidade das institui\u00e7\u00f5es republicanas desse lado do planeta. O esquema aplicado sobre a Rep\u00fablica do Peru pela construtora se resumia a repasses ilegais e milion\u00e1rios para campanhas pol\u00edticas destes candidatos, com vistas a adquirir, l\u00e1 na frente, nacos do Estado em forma de obras superfaturadas.<\/p>\n<p>O que a empresa admitiu aos procuradores nacionais\u00a0 foi ter \u201cinvestido\u201d em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina algo como US$ 800 milh\u00f5es, mas, observando o estrago feito naquele per\u00edodo pela Odebrecht no continente, esses valores podem ser muito mais elevados. O falecido Hugo Chaves, da Venezuela aparece em algumas dessas opera\u00e7\u00f5es, com malas de dinheiro para campanhas dos amigos, viajando por toda a\u00a0 Am\u00e9rica Latina \u00e0 bordo de um jatinho particular, chegando e saindo sem mais alardes, sempre ajudado por pol\u00edticos do mesmo lado da moeda. De fato, foi um tempo em que a Odebrecht tinha parte das rep\u00fablicas latino-americanas nas m\u00e3os. Os recursos para tamanha empreitada vinham de todos os lados, inclusive de bancos estatais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u2018\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dif\u00edcil saber como essa empresa conseguia tempo para gerir grandes obras desses Estados, ao mesmo tempo em que administrava\u00a0 movimenta\u00e7\u00e3o de dinheiro para o pagamento de propinas de todo o g\u00eanero. O interessante, nesse caso que se desenrola h\u00e1 milhares de quil\u00f4metros daqui, reverbera um assunto que muitos, aqui no Brasil, n\u00e3o querem nem ouvir falar. \u00c9 como falar em corda na casa de enforcado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Pelo o que se v\u00ea, l\u00e1 no Peru, esses casos escandalosos envolvendo a participa\u00e7\u00e3o de presidentes da Rep\u00fablica com o recebimento de subornos dessa famosa e internacional empreiteira, n\u00e3o est\u00e3o ficando impunes. Um a um, esses mandat\u00e1rios v\u00e3o sendo arrolados, condenados e presos. Por aqui, faz-se cara de paisagem para essa not\u00edcia, pois trazem lembran\u00e7as de um passado que, para n\u00f3s que acreditamos ainda na justi\u00e7a, n\u00e3o passou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cA vaidade \u00e9 um princ\u00edpio de corrup\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Machado de Assis<\/p>\n<figure id=\"attachment_12843\" aria-describedby=\"caption-attachment-12843\" style=\"width: 336px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12843\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/machado-de-assis.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/machado-de-assis.jpg 336w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/machado-de-assis-258x300.jpg 258w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/machado-de-assis-302x350.jpg 302w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/11\/machado-de-assis-230x267.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12843\" class=\"wp-caption-text\">Foto: escritas.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o me pergunte a raz\u00e3o de um carro com a ins\u00edgnia dos Comandos de Opera\u00e7\u00f5es Especiais estava fazendo dentro do Iate Clube de Bras\u00edlia \u00e0s 6h30 da manh\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O Hospital Distrital, quando inaugurado, possu\u00eda um servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00f5es que era a \u00faltima palavra. Quando uma pessoa precisava falar com um m\u00e9dico, e \u00easte \u00a0estivesse\u00a0 ausente do consult\u00f3rio, a telefonista chamava pelo transistor, e o aparelho que \u00eale tinha no bolso dava um sinal. Era s\u00f3 procurar o telefone mais pr\u00f3ximo, e estava feira a comunica\u00e7\u00e3o. <strong>(Publicada em 29.04.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 3.169 quil\u00f4metros separam Bras\u00edlia de Lima, a capital do Peru. 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