{"id":25732,"date":"2025-04-20T01:00:21","date_gmt":"2025-04-20T04:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25732"},"modified":"2025-04-21T01:15:15","modified_gmt":"2025-04-21T04:15:15","slug":"cacos-de-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/cacos-de-verdade\/","title":{"rendered":"Cacos de verdade"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25735\" aria-describedby=\"caption-attachment-25735\" style=\"width: 516px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25735\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal.png\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal.png 817w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal-300x197.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal-768x505.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal-800x526.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal-550x362.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/jornal-230x151.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25735\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: reprodu\u00e7\u00e3o da internet<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao leitor, todas as v\u00eanias e direitos. Com esse mote simples, fica patente que as reda\u00e7\u00f5es em todo o mundo e, com elas, os escribas devem, doravante, come\u00e7ar a considerar a aten\u00e7\u00e3o dada pelos leitores ao que diariamente \u00e9 publicado nos peri\u00f3dicos daqui e d\u2019al\u00e9m mar. \u00c9 para eles que escrevem os jornalistas e n\u00e3o para as autoridades e todos aqueles que momentaneamente est\u00e3o no poder. Eles se v\u00e3o. Os leitores ficam.<\/p>\n<p>A maior cat\u00e1strofe que pode ocorrer a um jornal n\u00e3o \u00e9 a falta de tinta ou papel, mas o abandono e a debandada dos leitores. Sem eles, todo o universo da imprensa escrita se desfaz em p\u00f3. Por isso chega a ser surpreendente que muitos peri\u00f3dicos, envoltos numa disputa insana contra as redes sociais, numa batalha em que quem mais ir\u00e1 perder \u00e9 o pr\u00f3prio leitor, n\u00e3o tenha se dado ao trabalho de abrir amplos espa\u00e7os para a manifesta\u00e7\u00e3o livre dos leitores. Afinal todos tem o que dizer, todos s\u00e3o tamb\u00e9m fontes de not\u00edcias e de avalia\u00e7\u00e3o do que acontece no nosso pa\u00eds e no mundo.<\/p>\n<p>Uma receita como essa poderia, logo de sa\u00edda, fazer com que o leitor deixasse a posi\u00e7\u00e3o de expectador passivo, adentrando como part\u00edcipe no mundo da not\u00edcia. Com isso, o que se quer deixar claro, \u00e9 que os espa\u00e7os reservados aos leitores, deveriam ser enormemente ampliados, abrindo oportunidades, para uma multiplicidade de assuntos, que, ao fim e ao cabo, interessam a todos. S\u00e3o milhares ou, talvez, milh\u00f5es de jornalistas informais espalhados por todos os cantos, prontos para reportarem os fatos. Nessa leva imensa de consumidores e fornecedores de not\u00edcias, est\u00e3o desde os funcion\u00e1rios p\u00fablicos at\u00e9 os trabalhadores do mercado informal.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que em certa ocasi\u00e3o afirmou um desses pr\u00f3ceres de passagem pelo poder, as m\u00eddias sociais, inclu\u00eddos aqui os peri\u00f3dicos, que abrem espa\u00e7o para um f\u00f3rum de leitores, n\u00e3o deram voz aos imbecis, mas \u00e0queles que tamb\u00e9m t\u00eam o que dizer, mesmo que isso n\u00e3o seja do agrado de certos ouvidos \u00e1ulicos. No passado, algumas redes de televis\u00e3o e esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio abriam espa\u00e7os dentro dos notici\u00e1rios para uma esp\u00e9cie de \u201cpovo fala\u201d, onde a popula\u00e7\u00e3o podia falar sobre um determinado assunto de interesse geral. Nessas ocasi\u00f5es, n\u00e3o raro, algumas observa\u00e7\u00f5es feitas por esses entrevistados de ocasi\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 resumiam tooa o fato, como ainda abriam quest\u00f5es que n\u00e3o haviam sido pensadas sobre esse assunto. Dizer que a voz do povo \u00e9 a voz de Deus \u00e9 um desses casos que resumem a import\u00e2ncia desses f\u00f3runs de leitores. O fato \u00e9 que a ningu\u00e9m \u00e9 garantido o direito sobre a verdade, j\u00e1 que, nesse ponto, os fil\u00f3sofos concordam que a verdade n\u00e3o \u00e9 absoluta e concreta, mas, ao contr\u00e1rio, est\u00e1 dissolvida no ar, em milh\u00f5es de peda\u00e7os.<\/p>\n<p>Todos carregamos, nas m\u00e3os, um peda\u00e7o dessa verdade. Os peri\u00f3dicos, como ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o devem se abrir para esse fato. Afinal quem mais experiencia a economia popular, um ministro da fazenda, de passagem e alijado da realidade mundana, ou uma dona de casa que todos os dias vai \u00e0s compras? Outro fato a ser observado numa sociedade que evolui com o tempo \u00e9 que o formato de not\u00edcias, o mesmo nos \u00faltimos dois s\u00e9culos, precisa tamb\u00e9m acompanhar essas mudan\u00e7as, inserindo, em seu rol de informa\u00e7\u00f5es, os milhares de setoristas plantados em seus postos de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Essa popula\u00e7\u00e3o subaproveitada representa uma fonte inesgot\u00e1vel de not\u00edcias, pois formam aquilo que poder\u00edamos chamar de \u201cos olheiros da not\u00edcia\u201d. Depois da not\u00edcia em si, o que mais interessa aos leitores, n\u00e3o importando o meio ou a m\u00eddia em que est\u00e1 se informando, \u00e9 a opini\u00e3o daqueles que tamb\u00e9m leram essa not\u00edcia. Os coment\u00e1rios servem, assim, como um par\u00e2metro dando, precisamente, a m\u00e9dia das opini\u00f5es sobre o assunto, fornecendo uma reflex\u00e3o segura sobre o que est\u00e1 em pauta. Aos leitores, portanto, toda a aten\u00e7\u00e3o. Ver, ler, ouvir e compartilhar o que eles t\u00eam a dizer \u00e9 o que demais importante h\u00e1 que se fazer para reunir os pequenos cacos de verdade dispersos no ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cQuem confere significado e utilidade ao jornal \u00e9 o leitor.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Dona Dita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Direito de ir e vir<\/strong><\/p>\n<p>As brigas entre moradores de rua e o ass\u00e9dio aos transeuntes das quadras na Asa Norte t\u00eam sido a marca da pouca aten\u00e7\u00e3o do governo. O que se v\u00ea \u00e9 a falta de iniciativa e apoio para uma morada decente tanto para os abandonados quanto para os pagadores de impostos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_25736\" aria-describedby=\"caption-attachment-25736\" style=\"width: 479px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25736\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/barraco.png\" alt=\"\" width=\"479\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/barraco.png 663w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/barraco-300x198.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/barraco-550x363.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/04\/barraco-230x152.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25736\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Minervino J\u00fanior\/CB\/D.A Pres<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Depois outra not\u00edcia circulou. \u00c9 que havia ca\u00eddo um raio na antena do aparelho, e inutilizou-o. Ningu\u00e9m sabe de fato a raz\u00e3o ou as raz\u00f5es, mas sabe que o equipamento est\u00e1 fora de uso e os m\u00e9dicos n\u00e3o foram sequer procurados para devolver o transistor que tinham sempre ao bolso. (Publicada em 29.04.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Ao leitor, todas as v\u00eanias e direitos. 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