{"id":25796,"date":"2025-05-03T01:00:24","date_gmt":"2025-05-03T04:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=25796"},"modified":"2025-05-05T12:03:49","modified_gmt":"2025-05-05T15:03:49","slug":"modais-mais-sustentaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/modais-mais-sustentaveis\/","title":{"rendered":"Modais mais sustent\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_9475\" aria-describedby=\"caption-attachment-9475\" style=\"width: 540px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9475\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630.jpg 1000w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630-768x511.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/rodoviaria_800x533jp_630-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9475\" class=\"wp-caption-text\">Foto: jornaldebrasilia.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No atual modelo de mobilidade urbana, os impactos econ\u00f4micos negativos possuem, atr\u00e1s de si, um conjunto a compor todo esse desastre, diversos e antigos fatores, todos eles decorrentes de anos de falta de planejamento a longo prazo. Mas \u00e9 fundamental destacar que esses fatores s\u00e3o consequ\u00eancia direta de um sistema de transporte mal planejado desde o in\u00edcio, por meio da depend\u00eancia excessiva do carro particular, o que sempre acarretou graves defici\u00eancias estruturais em todo o sistema.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De fato, a prioriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do autom\u00f3vel individual em detrimento de alternativas sustent\u00e1veis \u2014 como um transporte coletivo de qualidade, trens urbanos e interurbanos, transporte fluvial e mesmo a democratiza\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o \u2014 revela o desinteresse cr\u00f4nico dos v\u00e1rios governos em desenvolver uma malha integrada, eficiente e segura, como vista nos pa\u00edses de primeiro mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A aus\u00eancia de investimentos consistentes em transporte p\u00fablico de massa leva ao congestionamento di\u00e1rio das vias urbanas, aumento da polui\u00e7\u00e3o, perda de produtividade e, como os dados mostram, a um custo alt\u00edssimo em vidas humanas e recursos p\u00fablicos. Al\u00e9m disso, o Brasil ainda sofre com a quase inexistente concorr\u00eancia na avia\u00e7\u00e3o civil, que mant\u00e9m as passagens a\u00e9reas entre as mais caras do mundo, limitando o acesso a deslocamentos mais r\u00e1pidos e seguros para boa parte da popula\u00e7\u00e3o. Tudo isso sem mencionar a insignific\u00e2ncia da malha ferrovi\u00e1ria existente hoje em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Para um pa\u00eds continental como o nosso, os 30.129 quil\u00f4metros de extens\u00e3o ferrovi\u00e1ria s\u00e3o pouco ou quase nada. Quase 23 vezes menor que o Brasil, a malha ferrovi\u00e1ria no Jap\u00e3o \u00e9 de 27.268 quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Por outro lado, os custos em vidas e materiais provocados pelo tr\u00e2nsito no Brasil s\u00e3o significativos. Um acidente de tr\u00e2nsito em \u00e1rea urbana custa, em m\u00e9dia, R$ 8.782,00, enquanto um acidente que resulta em ferimentos custa R$ 17.460,001. Al\u00e9m disso, em m\u00e9dia, cada acidente custa \u00e0 sociedade brasileira R$ 72.705,31, e um acidente envolvendo v\u00edtima fatal tem um custo m\u00e9dio de R$ 646.762,942. Portanto, os n\u00fameros apresentados n\u00e3o s\u00e3o apenas estat\u00edsticas; eles denunciam a fal\u00eancia de um modelo de mobilidade que ignora o transporte como direito social e insiste em solu\u00e7\u00f5es ineficientes, caras e excludentes. Bastaria repensar o sistema, promovendo a diversifica\u00e7\u00e3o dos meios de transporte, incentivando modais mais sustent\u00e1veis e assegurando que as pol\u00edticas p\u00fablicas priorizem a coletividade em vez do privil\u00e9gio ao transporte individual.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Observem que esses n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o apenas consequ\u00eancias inevit\u00e1veis do crescimento urbano \u2014 s\u00e3o resultado direto de d\u00e9cadas de neglig\u00eancia no planejamento de transportes. O transporte coletivo \u00e9, em geral, ineficiente, superlotado e mal distribu\u00eddo; h\u00e1 pouco ou nenhum esfor\u00e7o governamental em implementar sistemas de trens urbanos e interurbanos, tampouco em explorar o vasto potencial do transporte fluvial no pa\u00eds. Soma-se, a isso, a avia\u00e7\u00e3o civil brasileira, dominada por monop\u00f3lios com poucas empresas e marcada por pre\u00e7os altos e baixa cobertura, dificultando alternativas vi\u00e1veis de deslocamento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Enquanto isso, a cultura do carro particular segue sendo estimulada por pol\u00edticas p\u00fablicas que favorecem rodovias, estacionamentos e isen\u00e7\u00f5es fiscais \u00e0 ind\u00fastria automobil\u00edstica, em vez de investir em mobilidade urbana integrada. O resultado \u00e9 uma trag\u00e9dia cotidiana: cidades travadas, altos \u00edndices de acidentes, mortes evit\u00e1veis e um custo social que recai sobre todos, especialmente os mais pobres.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A rodovi\u00e1ria do Plano Piloto, como de resto a grande maioria das esta\u00e7\u00f5es rodovi\u00e1rias espalhadas pelo Brasil, reflete, em imagens, esse modelo ca\u00f3tico do transporte urbano. S\u00e3o sujas, polu\u00eddas por gases de escapamento, inseguras e superlotadas. Os \u00f4nibus interurbanos seguem o mesmo modelo, s\u00e3o antigos, e representam um enorme perigo para passageiros que neles embarcam. Reverter essa l\u00f3gica e construir um sistema de mobilidade mais justo, seguro e diversificado, que valorize o transporte coletivo, os modelos mais sustent\u00e1veis e a vida nas cidades, ainda \u00e9 um sonho distante.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O progresso econ\u00f4mico obtido com o transporte sobre rodas, que nos anos cinquenta e sessenta ajudou o Brasil a crescer, hoje se mostra obsoleto e pouco seguro. Os riscos s\u00e3o altos e encarecem muito o pre\u00e7o das mercadorias transportadas. Esse e outros problemas n\u00e3o s\u00e3o desconhecidos pela popula\u00e7\u00e3o e pelo governo. A quest\u00e3o aqui est\u00e1 em saber porque, ent\u00e3o, no entra e sai de governos, essa situa\u00e7\u00e3o continua permanecendo sem solu\u00e7\u00e3o. Quando \u00e9 que a extens\u00e3o da malha ferrovi\u00e1ria entrar\u00e1 como programa permanente de governos? Afinal, n\u00e3o h\u00e1 progresso vi\u00e1vel, sustent\u00e1vel e duradouro sem ferrovias.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 J\u00e1 no passado, era comum acreditar que as ferrovias eram os caminhos reais do progresso. A prova \u00e9 que todos os pa\u00edses que logram se desenvolver o fizeram por meio das ferrovias. Do mesmo modo, todos os pa\u00edses que ainda experimentam as agruras do subdesenvolvimento possuem em comum a aus\u00eancia de malhas ferrovi\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cO segredo da mobilidade \u00e9 integrar os sistemas&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Jaime Lerner<\/p>\n<figure id=\"attachment_15337\" aria-describedby=\"caption-attachment-15337\" style=\"width: 449px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-15337\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1.jpg\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2019\/11\/jaime-lerner-80-anos-perfil-1-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-15337\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Albari Rosa\/Gazeta do Povo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">E por falar no ex-presidente, numa elei\u00e7\u00e3o nas treze escolas da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo, para escolha da personalidade que deveria dar, \u00easte ano, a aula inaugural, os alunos preferiram ao ex-presidente Juscelino, o deputado Paulo de Tarso. (Publicada em 03.05.1962)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No atual modelo de mobilidade urbana, os impactos econ\u00f4micos negativos possuem, atr\u00e1s de si, um conjunto a compor todo esse desastre, diversos e antigos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":9475,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,3683,2339,114,3934,2340,3936,3933,3935],"class_list":["post-25796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-carros","tag-circecunha-2","tag-historiadebrasilia","tag-malhaferroviaria","tag-mamfil-2","tag-mobilidadeurbana","tag-rodoviaria","tag-tremnobrasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25796"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25808,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25796\/revisions\/25808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}