{"id":26172,"date":"2025-08-07T01:00:35","date_gmt":"2025-08-07T04:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26172"},"modified":"2025-08-06T15:31:52","modified_gmt":"2025-08-06T18:31:52","slug":"para-frente-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/para-frente-brasil\/","title":{"rendered":"Para frente, Brasil!"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_25165\" aria-describedby=\"caption-attachment-25165\" style=\"width: 579px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-25165\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/d\u00edvida.png\" alt=\"\" width=\"579\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/d\u00edvida.png 770w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/d\u00edvida-300x152.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/d\u00edvida-768x390.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/d\u00edvida-550x279.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2024\/11\/d\u00edvida-230x117.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25165\" class=\"wp-caption-text\">Charge: reprodu\u00e7\u00e3o da internet<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria n\u00e3o perdoa os que dormem enquanto o tempo corre. O Brasil, em suas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, parece ter cochilado no banco do passageiro enquanto outras na\u00e7\u00f5es aceleravam na estrada do desenvolvimento. Enquanto o mundo engatava marcha rumo ao crescimento com m\u00e9dias globais beirando os 117%, o Brasil avan\u00e7ava um t\u00edmido 45%, como quem tem pressa, mas trope\u00e7a nos pr\u00f3prios sapatos. Pa\u00edses como o Chile, por exemplo, avan\u00e7aram quase 200% no mesmo per\u00edodo. N\u00e3o se trata apenas de perder velocidade, mas de perder o rumo.<\/p>\n<p>Tornamo-nos espectadores da pr\u00f3pria estagna\u00e7\u00e3o. Em 1980, ocup\u00e1vamos a 48\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking de PIB per capita (em paridade de poder de compra) do FMI. Quarenta e cinco anos depois, ca\u00edmos para a 87\u00aa coloca\u00e7\u00e3o. Um decl\u00ednio silencioso, quase impercept\u00edvel no dia a dia da popula\u00e7\u00e3o, mas gritante, quando se observam os n\u00fameros. Em 1985, nosso PIB per capita (PPP) era de cerca de US$ 5.890. Em 2019, alcan\u00e7amos US$ 25.150. Um aumento que parece expressivo \u00e0 primeira vista, mas que empalidece diante da performance dos pa\u00edses da OCDE.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o Chile, que nos seguia de longe no s\u00e9culo passado, ultrapassou-nos com folga. Seu PIB per capita (PPP), que era de US$ 3.412 em 1980, saltou para quase US$ 15 mil. Um crescimento de 339%, ante 327% do Brasil. A diferen\u00e7a? Menos ret\u00f3rica, mais a\u00e7\u00e3o. Menos Estado interventor, mais liberdade econ\u00f4mica. A Venezuela, por outro lado, serve como espelho sombrio: uma queda de mais de 68% no mesmo indicador, lembrando-nos de que o retrocesso n\u00e3o \u00e9 apenas poss\u00edvel, \u00e9 prov\u00e1vel quando se insiste em f\u00f3rmulas falidas.<\/p>\n<p>No Brasil, o Estado continua crescendo em peso, mas n\u00e3o em efici\u00eancia. Nossa d\u00edvida p\u00fablica, entre 2024 e 2025, oscilou entre 76% e 83% do PIB, uma das maiores da Am\u00e9rica Latina, cuja m\u00e9dia ronda os 54%. A isso se soma a carga tribut\u00e1ria elevada para quem paga, ineficaz para quem administra. Embora o \u00edndice geral tenha ficado em torno de 14,7% em 2022, a informalidade distorce a realidade. Para a classe m\u00e9dia formalizada, o peso \u00e9 sufocante. Os juros, por sua vez, orbitam em torno de 15%, consumindo 7 a 8% do PIB apenas com o servi\u00e7o da d\u00edvida. Essa engrenagem emperrada transforma o Brasil em um pa\u00eds que trabalha muito para entregar pouco.<\/p>\n<p>Ainda assim, insiste-se em pol\u00edticas que acentuam o controle estatal, inibem a produtividade e desestimulam o investimento privado. A abertura comercial segue t\u00edmida, quase envergonhada, enquanto as reformas estruturais, tribut\u00e1ria, previdenci\u00e1ria, administrativa, parecem eternamente proteladas. A hesita\u00e7\u00e3o custa caro: o capital foge, o emprego esmorece, a confian\u00e7a desaba. E o pa\u00eds? Este continua correndo no mesmo lugar, como hamster em roda enferrujada.<\/p>\n<p>A ret\u00f3rica de que \u201co Estado deve cuidar de tudo\u201d perdeu f\u00f4lego at\u00e9 mesmo entre os pa\u00edses que a inventaram. Mas aqui, ressurge com sotaque populista, embalado por promessas que desconsideram a matem\u00e1tica e o tempo. O resultado \u00e9 um ciclo vicioso: mais impostos para cobrir mais gastos, menos crescimento, mais d\u00edvida, menos liberdade econ\u00f4mica. Um pa\u00eds sufocado sob o peso de sua pr\u00f3pria estrutura.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para 2025 \u00e9 desalentadora. Com PIB per capita nominal estimado em US$ 11.200, estamos abaixo da m\u00e9dia mundial (US$ 14.200). N\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de n\u00famero \u2014 \u00e9 uma quest\u00e3o de destino. N\u00e3o crescemos o suficiente sequer para manter nossa posi\u00e7\u00e3o relativa no mundo. O risco n\u00e3o est\u00e1 apenas na estagna\u00e7\u00e3o, mas no retrocesso, como alertam os economistas e como ilustram nossos vizinhos bolivarianos.<\/p>\n<p>Repetem-se discursos sobre \u201cdesigualdade\u201d, \u201cjusti\u00e7a social\u201d e \u201credistribui\u00e7\u00e3o de renda\u201d. Mas sem crescimento, n\u00e3o h\u00e1 o que redistribuir. Sem produtividade, n\u00e3o h\u00e1 riqueza a ser compartilhada. Sem efici\u00eancia, o Estado torna-se um buraco negro que suga recursos, esperan\u00e7a e tempo. A equa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fecha.<\/p>\n<p>H\u00e1 sa\u00eddas, sim. Mas elas exigem coragem, vis\u00e3o de longo prazo e compromisso com o futuro, n\u00e3o s\u00f3 com a pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o. Reverter essa trajet\u00f3ria exige reformas estruturais, responsabilidade fiscal, est\u00edmulo \u00e0 competitividade e desburocratiza\u00e7\u00e3o real da economia. N\u00e3o \u00e9 ideologia. \u00c9 sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>O pa\u00eds que quer ser protagonista no s\u00e9culo XXI precisa abandonar os v\u00edcios do s\u00e9culo XX. N\u00e3o h\u00e1 como construir o futuro com ferramentas do passado. O bonde do desenvolvimento pode at\u00e9 ter partido, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel correr atr\u00e1s dele, desde que paremos de discutir quem puxa o freio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u2060\u201dO erro dos Pa\u00edses emergentes \u00e9 pensarem que o seu desenvolvimento reside nos programas dos seus Governos, quando na verdade o progresso comunit\u00e1rio e a educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica coletiva s\u00e3o determinantes para o progresso social, pol\u00edtico e econ\u00f4mico de uma Na\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><br \/>\nEdgar Fonseca<\/p>\n<figure id=\"attachment_26175\" aria-describedby=\"caption-attachment-26175\" style=\"width: 487px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26175\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/brics.jpg\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/brics.jpg 487w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/brics-300x218.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/brics-230x167.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26175\" class=\"wp-caption-text\">Charge: humorpolitico.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nA Universidade de Bras\u00edlia solicitou ao IAPI e \u00easte \u00e0 Novacap para que sejam abertas fossas \u201cprovis\u00f3rias\u201d para os blocos 4 e 7 da superquadra 305. Nada mais absurdo. Ou muda tudo ou n\u00e3o deve haver privil\u00e9gio em detrimento de outros. <strong>(Publicada em 08.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; A hist\u00f3ria n\u00e3o perdoa os que dormem enquanto o tempo corre. O Brasil, em suas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, parece ter cochilado no banco do passageiro enquanto outras na\u00e7\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":25165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2492,2339,3530,1837,114,553,2340,2448,119,5],"class_list":["post-26172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-chile","tag-circecunha-2","tag-desenvolvimento","tag-governo","tag-historiadebrasilia","tag-lula","tag-mamfil-2","tag-pib","tag-pt","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26172"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26178,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26172\/revisions\/26178"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}