{"id":26230,"date":"2025-08-21T01:00:10","date_gmt":"2025-08-21T04:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26230"},"modified":"2025-08-21T14:40:57","modified_gmt":"2025-08-21T17:40:57","slug":"rumo-ao-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/rumo-ao-futuro\/","title":{"rendered":"Rumo ao futuro"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26233\" aria-describedby=\"caption-attachment-26233\" style=\"width: 578px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26233\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga.jpg\" alt=\"\" width=\"578\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga.jpg 1223w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga-300x176.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga-768x450.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga-1024x599.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga-800x468.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga-550x322.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/carga-230x135.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26233\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Carlos<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta altura dos acontecimentos, n\u00e3o chega a ser segredo para ningu\u00e9m que o Brasil caminha ao encontro de uma encruzilhada decisiva, onde ter\u00e1 que escolher figurar entre as na\u00e7\u00f5es do mundo com a maior carga tribut\u00e1ria bruta, superior a 32% do PIB, ou virar totalmente as costas para a atual pol\u00edtica econ\u00f4mica. Para um pa\u00eds do tipo emergente, como somos, temos uma carga tribut\u00e1ria extremamente alta, vis a vis o retorno desses impostos em forma de servi\u00e7os b\u00e1sicos para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na velocidade em que vamos distorcendo os primados da economia, como no caso da rela\u00e7\u00e3o entre receitas e gastos, logo seremos um pa\u00eds a exibir a maior carga tribut\u00e1ria do planeta. O problema aqui, al\u00e9m da insist\u00eancia do governo em seguir gastando al\u00e9m das possibilidades reais do pa\u00eds, \u00e9 que nossa na\u00e7\u00e3o adentrou em um processo perigoso e r\u00e1pido de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, numa transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica mais veloz ainda, com pessoas vivendo mais tempo e com um pequeno n\u00famero de crian\u00e7as nascendo.<\/p>\n<p>Essa defasagem \u00e9 perigosa n\u00e3o s\u00f3 para o Brasil, mas para qualquer outra na\u00e7\u00e3o, pois esse desequil\u00edbrio acaba por pressionar a Previd\u00eancia e a sa\u00fade p\u00fablica, que representam os dois gastos mais importantes e volumosos do governo. Para aqueles que conhecem esses c\u00e1lculos a fundo, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que cada 1% no n\u00edvel de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 associado diretamente a um aumento maior do que 1% na carga tribut\u00e1ria. Trata-se de uma press\u00e3o para l\u00e1 de preocupante. \u00c9 o caso cl\u00e1ssico do indiv\u00edduo que envelheceu antes de garantir seu sustento na velhice, quando sua for\u00e7a de trabalho diminui.<\/p>\n<p>A carga tribut\u00e1ria tende a ser mais elevada em pa\u00edses que envelheceram mais. E isso, no nosso caso, pode ser um desastre sem precedentes. Some-se ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o o fato de que apresentamos tamb\u00e9m um elevado n\u00edvel de desigualdade social e econ\u00f4mica. Postos juntos na balan\u00e7a, esses problemas estruturais se transformar\u00e3o no maior desafio a<br \/>\nser enfrentado neste s\u00e9culo e com s\u00e9rias consequ\u00eancias para as futuras gera\u00e7\u00f5es. A grande quest\u00e3o, quando se pensa em equacionar toda essa aritm\u00e9tica enviesada do Estado, \u00e9 que n\u00e3o se pode confiar cegamente nos dados fornecidos por qualquer instituto de pesquisa.<\/p>\n<p>O que se sabe e se sente na pele \u00e9 que a carga tribut\u00e1ria consome mais de um ter\u00e7o de toda a riqueza produzida e segue aumentando em ritmo veloz. Com isso, a d\u00edvida bruta j\u00e1 ultrapassa 76% do Produto Interno Bruto (PIB). A infla\u00e7\u00e3o mensal e anual \u00e9 o que as donas de casa sentem ao irem ao mercado. Meio quilo de caf\u00e9 a R$ 40. N\u00e3o bate com o que divulga o governo, como sendo 5,23% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>A taxa de fecundidade, em torno de 1,55 a 1,57 filho por mulher, est\u00e1 bem abaixo do n\u00edvel de reposi\u00e7\u00e3o, o que pode ser interpretado como um aviso de que os jovens n\u00e3o se sentem seguros com rela\u00e7\u00e3o ao futuro, o que, naturalmente, faz cair a taxa de natalidade. Com cada vez menos pessoas contribuindo para a Previd\u00eancia e com a popula\u00e7\u00e3o envelhecendo rapidamente, o Brasil tem, obrigatoriamente neste s\u00e9culo, que resolver essa equa\u00e7\u00e3o, sob pena de vermos a estagna\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds a m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Em algumas d\u00e9cadas, caso essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se reverta, teremos mais idosos do que jovens, o que provocar\u00e1 a fal\u00eancia da Previd\u00eancia tal qual a conhecemos, assim como do sistema de sa\u00fade p\u00fablica. Para governos que t\u00eam como horizonte pol\u00edtico apenas as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, todo esse conjunto de problemas estruturais do pa\u00eds acabam sempre empurrados para um futuro distante.<\/p>\n<p>Diante de um quadro t\u00e3o complicado como o nosso, qualquer exerc\u00edcio de futurologia conduz-nos sempre ao pessimismo. Quer queira, quer n\u00e3o, toda a prepara\u00e7\u00e3o para o futuro come\u00e7a a ser feita ainda no passado, e isso \u00e9 o que n\u00e3o temos feito. Projetos de Estado e de longo prazo n\u00e3o s\u00e3o levados a s\u00e9rio. Caso sigamos persistindo nessas condi\u00e7\u00f5es, com crescimento fraco, infla\u00e7\u00e3o resiliente, Selic elevada por mais tempo, posterga\u00e7\u00e3o de ajustes previdenci\u00e1rios\/sa\u00fade, judicializa\u00e7\u00e3o de despesas, desacelera\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da reforma e outros contratempos, simplesmente n\u00e3o h\u00e1 que se falar em futuro para o pa\u00eds e para os brasileiros, pois o que temos em m\u00e3os \u00e9 a velha e conhecida vanguarda do atraso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cO Brasil n\u00e3o perde a\u00a0<\/em><em>oportunidade de perder\u00a0<\/em><em>oportunidades.\u201d<\/em><br \/>\nRoberto Campos<\/p>\n<figure id=\"attachment_22036\" aria-describedby=\"caption-attachment-22036\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-22036\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc.png\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc.png 924w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc-300x198.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc-768x508.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc-800x529.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc-550x364.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/10\/rc-230x152.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-22036\" class=\"wp-caption-text\">Roberto Campos. Foto: Bia Parreiras\/EXAME<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nNa quadra 26 da W3 no \u00faltimo bloco dando para a W4, o propriet\u00e1rio de uma casa alugou sua resid\u00eancia a um guarda-m\u00f3veis, e os caminh\u00f5es de transporte tomam toda a rua durante quase todo o dia.\u00a0<strong>(Publicada em 8\/5\/1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Nesta altura dos acontecimentos, n\u00e3o chega a ser segredo para ningu\u00e9m que o Brasil caminha ao encontro de uma encruzilhada decisiva, onde ter\u00e1 que escolher figurar entre as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":26233,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,4024,2338,4022,2339,4023,114,348,2340,2448],"class_list":["post-26230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-baixanatalidade","tag-brasilia-2","tag-cargatributariabrasileira","tag-circecunha-2","tag-envelhecimentopopulacional","tag-historiadebrasilia","tag-impostos","tag-mamfil-2","tag-pib"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26230"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26234,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26230\/revisions\/26234"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26233"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}