{"id":26235,"date":"2025-08-22T01:00:30","date_gmt":"2025-08-22T04:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26235"},"modified":"2025-08-21T22:15:34","modified_gmt":"2025-08-22T01:15:34","slug":"o-cerebro-como-antena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/o-cerebro-como-antena\/","title":{"rendered":"O c\u00e9rebro como antena"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26238\" aria-describedby=\"caption-attachment-26238\" style=\"width: 348px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26238\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/ci\u00ean.png\" alt=\"\" width=\"348\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/ci\u00ean.png 348w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/ci\u00ean-224x300.png 224w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/ci\u00ean-230x308.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26238\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o do Lelis para o em.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre todas as revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que marcam o s\u00e9culo XXI, talvez nenhuma seja mais surpreendente do que a que emerge no campo das neuroci\u00eancias. Durante muito tempo, acreditou-se que o c\u00e9rebro era o centro produtor do pensamento e da consci\u00eancia. Contudo, novas teorias apontam para uma hip\u00f3tese radicalmente distinta: o c\u00e9rebro n\u00e3o seria o criador da mente, mas um mediador entre frequ\u00eancias invis\u00edveis e nossa experi\u00eancia consciente. Essa vis\u00e3o sugere que o c\u00e9rebro funcionaria como uma antena biol\u00f3gica. Assim como um r\u00e1dio n\u00e3o produz a m\u00fasica, apenas a sintoniza, o c\u00e9rebro n\u00e3o geraria ideias por si s\u00f3, mas captaria vibra\u00e7\u00f5es de um campo maior de consci\u00eancia universal.<\/p>\n<p>O f\u00edsico indiano Amit Goswami resume essa invers\u00e3o de perspectiva ao afirmar: \u201cA consci\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 no c\u00e9rebro, o c\u00e9rebro est\u00e1 na consci\u00eancia\u201d. Para o bi\u00f3logo celular Bruce Lipton, somos receptores de um campo informacional e at\u00e9 o DNA funcionaria como antena capaz de captar sinais do ambiente. Gregg Braden, pesquisador que transita entre ci\u00eancia e espiritualidade, acrescenta: \u201cO c\u00e9rebro \u00e9 o hardware; o campo de consci\u00eancia \u00e9 o software\u201d. J\u00e1 Rupert Sheldrake, com sua teoria dos campos m\u00f3rficos, sustenta que a mem\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 armazenada no c\u00e9rebro, mas ressoa em campos invis\u00edveis que conectam todos os seres.<\/p>\n<p>Essa nova abordagem come\u00e7a a desafiar a neuroci\u00eancia cl\u00e1ssica, tradicionalmente materialista, que procura localizar pensamentos apenas em redes neurais. Agora, a quest\u00e3o ganha contornos espirituais sem perder o di\u00e1logo com analogias cient\u00edficas. O debate toca num ponto essencial: se o c\u00e9rebro \u00e9 apenas antena, onde estaria a fonte real da consci\u00eancia? Nesse contexto, a gl\u00e2ndula pineal ressurge como pe\u00e7a central. Conhecida, desde a Antiguidade, como o \u201cterceiro olho\u201d e descrita por Descartes como a \u201csede da alma\u201d, sempre foi vista pelos Yogis como portal de acesso a estados ampliados de percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, investiga\u00e7\u00f5es a relacionam com ritmos biol\u00f3gicos, produ\u00e7\u00e3o de melatonina e at\u00e9 experi\u00eancias m\u00edsticas. O neurocientista Rick Strassman chegou a propor que a pineal poderia estar ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de DMT, mol\u00e9cula que induz estados alterados de consci\u00eancia. Assim, ci\u00eancia e espiritualidade encontram um ponto de contato. Surge tamb\u00e9m a no\u00e7\u00e3o de metacogni\u00e7\u00e3o, o pensar sobre o pr\u00f3prio pensar, e de meta-plasticidade, ou seja, a capacidade do c\u00e9rebro de remodelar-se n\u00e3o apenas internamente, mas em sintonia com algo maior. A Psicologia e a Psican\u00e1lise s\u00e3o chamadas a refletir sobre essas descobertas. Freud via o inconsciente como um reservat\u00f3rio de puls\u00f5es reprimidas; Jung avan\u00e7ou ao falar do inconsciente coletivo, um campo simb\u00f3lico partilhado por todos. A nova neuroci\u00eancia sugere que esse campo poderia ser literal, um oceano vibracional que conecta mentes em diferentes n\u00edveis. Esse deslocamento rompe com a vis\u00e3o cartesiana do ser humano como m\u00e1quina biol\u00f3gica e devolve, ao conceito de \u201calma\u201d, um estatuto renovado.<\/p>\n<p>Amit Goswami insiste: \u201cA consci\u00eancia \u00e9 a base de todo o ser; mat\u00e9ria e mente emergem dela\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o subverte o paradigma cl\u00e1ssico: n\u00e3o \u00e9 a mente que nasce do c\u00e9rebro, mas o c\u00e9rebro que opera como instrumento da mente maior. Naturalmente, essa hip\u00f3tese enfrenta resist\u00eancias. Muitos cientistas lembram que ainda faltam evid\u00eancias experimentais s\u00f3lidas. No entanto, \u00e9 ineg\u00e1vel que a consci\u00eancia permanece como um dos maiores mist\u00e9rios n\u00e3o resolvidos da ci\u00eancia. Nenhuma teoria materialista conseguiu explicar plenamente sua origem. E quando as respostas n\u00e3o surgem, novas hip\u00f3teses tornam-se n\u00e3o apenas poss\u00edveis, mas necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro como antena pode n\u00e3o ser a explica\u00e7\u00e3o definitiva, mas tem o m\u00e9rito de abrir horizontes e aproximar a neuroci\u00eancia de antigas tradi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e espirituais. Mais do que isso, convida-nos a refletir: somos autores de nossos pensamentos ou apenas receptores de uma transmiss\u00e3o maior? Se estivermos, de fato, sintonizando frequ\u00eancias universais, a responsabilidade pelo que captamos e manifestamos em nossas vidas se torna ainda maior. Talvez a neuroci\u00eancia do futuro seja tamb\u00e9m, inevitavelmente, uma ci\u00eancia da alma. Nesse ponto, ci\u00eancia e espiritualidade, antes vistas como opostas, podem enfim se reencontrar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cO c\u00e9rebro \u00e9 mais vasto do que o c\u00e9u.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Emily Dickinson<\/p>\n<figure id=\"attachment_26239\" aria-describedby=\"caption-attachment-26239\" style=\"width: 446px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26239\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/emi.png\" alt=\"\" width=\"446\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/emi.png 509w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/emi-254x300.png 254w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/emi-230x272.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26239\" class=\"wp-caption-text\">Daguerre\u00f3tipo da poetisa Emily Dickinson, tirado por volta de 1848. (O original est\u00e1 riscado.) Da Cole\u00e7\u00e3o de Imagens Todd-Bingham e Documentos de Fam\u00edlia.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pensando bem<\/strong><\/p>\n<p>Interessante que, enquanto eram gratuitas, as sacolas de mercado faziam mal para a natureza. Agora, ao cobrar pela embalagem, parece que algu\u00e9m agradece&#8230; e n\u00e3o \u00e9 o meio ambiente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_26240\" aria-describedby=\"caption-attachment-26240\" style=\"width: 446px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26240\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/sacolas.png\" alt=\"\" width=\"446\" height=\"306\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/sacolas.png 619w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/sacolas-300x206.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/sacolas-550x378.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/08\/sacolas-230x158.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26240\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Observe-se que isto est\u00e1 acontecendo no setor residencial, onde n\u00e3o poderia haver tal tipo de neg\u00f3cio.<strong>(Publicada em 08.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Entre todas as revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que marcam o s\u00e9culo XXI, talvez nenhuma seja mais surpreendente do que a que emerge no campo das neuroci\u00eancias. 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