{"id":26350,"date":"2025-09-13T01:00:35","date_gmt":"2025-09-13T04:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26350"},"modified":"2025-09-15T08:47:52","modified_gmt":"2025-09-15T11:47:52","slug":"rumores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/rumores\/","title":{"rendered":"Rumores"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26355\" aria-describedby=\"caption-attachment-26355\" style=\"width: 687px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26355\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial.png\" alt=\"\" width=\"687\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial.png 1123w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial-300x167.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial-768x428.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial-1024x571.png 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial-800x446.png 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial-550x307.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/09\/3a-guerra-mundial-230x128.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 687px) 100vw, 687px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26355\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: arquivo pessoal (gerada por IA)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos que afirmam que o troar dos canh\u00f5es j\u00e1 pode ser ouvido ao longe. Esses murm\u00farios n\u00e3o devem, em tempo, ser desconsiderados. Os rel\u00e2mpagos e os ventos fortes, contra um c\u00e9u escurecido por pesadas nuvens, anunciam a tempestade que vem. Vivemos exatamente esse momento. Desde a Guerra Fria, a sensa\u00e7\u00e3o de que o planeta se aproxima de uma conflagra\u00e7\u00e3o ampla e generalizada nunca esteve t\u00e3o presente na vida cotidiana das pessoas, dos mercados e das pr\u00f3prias na\u00e7\u00f5es. \u00c9 s\u00f3 o que predizem os notici\u00e1rios. Os preparativos para essa festa f\u00fanebre indicam que j\u00e1 foram gastos, at\u00e9 o presente, quase US$ 3 trilh\u00f5es em armamentos. N\u00e3o se trata de alarmismo vazio. \u00c9 observa\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, a guerra em andamento h\u00e1 mais de tr\u00eas anos, n\u00e3o apenas destr\u00f3i cidades e ceifa vidas, mas tamb\u00e9m redesenha o mapa das alian\u00e7as militares no continente europeu. Pa\u00edses que antes se mantinham neutros, como a Su\u00e9cia e a Finl\u00e2ndia, agora se apressam a entrar na OTAN, temendo a extens\u00e3o do conflito. Moscou, por sua vez, n\u00e3o d\u00e1 sinais de recuo, insistindo em consolidar ganhos territoriais e em mostrar ao mundo sua disposi\u00e7\u00e3o para resistir \u00e0s san\u00e7\u00f5es ocidentais. No Oriente M\u00e9dio, Israel continua sua ofensiva contra a Faixa de Gaza, enquanto grupos armados da regi\u00e3o ampliam suas a\u00e7\u00f5es, do L\u00edbano ao I\u00eamen. O Mar Vermelho, corredor vital do com\u00e9rcio internacional, tornou-se palco de ataques a navios, encarecendo fretes e aumentando o risco de desabastecimento global. O petr\u00f3leo volta a ser arma estrat\u00e9gica, como nos anos 1970. E a diplomacia internacional, ainda que ativa, parece incapaz de deter a l\u00f3gica da vingan\u00e7a e do terror.<\/p>\n<p>No Leste Asi\u00e1tico, a China intensifica exerc\u00edcios militares ao redor de Taiwan, enviando avi\u00f5es e navios numa clara demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a. Pequim n\u00e3o esconde a ambi\u00e7\u00e3o de \u201creunificar\u201d a ilha, custe o que custar. Os Estados Unidos, aliados hist\u00f3ricos de Taipei, mant\u00eam porta-avi\u00f5es e bases militares prontos para reagir. Um erro de c\u00e1lculo, um disparo errado, e o mundo acordar\u00e1 com o an\u00fancio de uma guerra que envolveria diretamente as duas maiores pot\u00eancias globais.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, a Coreia do Norte segue a rotina de testes de m\u00edsseis de longo alcance, lembrando ao planeta que, mesmo pequeno e isolado, ainda tem capacidade de provocar um terremoto geopol\u00edtico. O arsenal nuclear de Pyongyang \u00e9 a espada de D\u00e2mocles que pende sobre o Pac\u00edfico, e a imprevisibilidade de seu regime \u00e9 combust\u00edvel para o medo.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, pergunta-se: estamos \u00e0 beira de uma Terceira Guerra Mundial? A resposta honesta \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma resposta definitiva. N\u00e3o h\u00e1 declara\u00e7\u00f5es oficiais de guerra total, tampouco mobiliza\u00e7\u00e3o generalizada de tropas como em 1914 ou 1939. Mas h\u00e1, sim, uma multiplicidade de conflitos regionais que se entrela\u00e7am em uma teia perigosa, com riscos reais de cont\u00e1gio.<\/p>\n<p>Microguerras se espalham pelo planeta causando impacto macroecon\u00f4mico e psicol\u00f3gico. O que impressiona \u00e9 a banalidade com que surgem os motivos. Pequenas disputas territoriais, choques religiosos, rusgas diplom\u00e1ticas transformam-se, rapidamente, em batalhas campais. E o pre\u00e7o \u00e9 pago sempre pelo mesmo: o povo.<\/p>\n<p>Refugiados se amontoam nas fronteiras, fam\u00edlias s\u00e3o despeda\u00e7adas, cidades se tornam escombros. Enquanto isso, l\u00edderes mundiais se re\u00fanem em c\u00fapulas onde as palavras valem menos que as armas. Para o cidad\u00e3o comum, resta o dilema entre o medo e a prepara\u00e7\u00e3o. Ignorar os sinais pode ser c\u00f4modo, mas \u00e9 imprudente. Antecipar-se \u00e9 sabedoria. O m\u00ednimo que se espera \u00e9 que governos e sociedades civis se organizem para resistir \u00e0s consequ\u00eancias indiretas dessas guerras: crises alimentares, alta do petr\u00f3leo, migra\u00e7\u00f5es em massa, aumento da inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de pensar em seguran\u00e7a energ\u00e9tica, reservas de alimentos, estrat\u00e9gias de defesa cibern\u00e9tica e prote\u00e7\u00e3o civil. N\u00e3o se trata aqui de criar p\u00e2nico desnecess\u00e1rio, mas um alerta \u00e0 lucidez. A humanidade j\u00e1 viveu dois grandes inc\u00eandios globais no s\u00e9culo XX. O primeiro foi subestimado, o segundo foi mal prevenido. Hoje, temos informa\u00e7\u00e3o em tempo real, tecnologia capaz de prever desastres e diplomacia multilateral. O que falta \u00e9 lideran\u00e7a corajosa e compromisso \u00e9tico com a paz. Se a chuva de fogo vier \u2014 e os sinais se acumulam \u2014 n\u00e3o ser\u00e1 por falta de aviso. Ser\u00e1 por falta de prud\u00eancia. E prud\u00eancia \u00e9 o que precisamos cultivar em meio ao barulho ensurdecedor dos tambores de guerra.<\/p>\n<p>Em muitos lugares, os kits de sobreviv\u00eancia j\u00e1 fazem parte das compras dom\u00e9sticas. Bunkers s\u00e3o constru\u00eddos aos milhares, utilizando as mais modernas t\u00e9cnicas. Ao menos \u00e9 esperado que essas popula\u00e7\u00f5es abrigadas ao fogo, venham a sobreviver. O resto ir\u00e1 compor os escombros e cinzas deixados para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201c\u00c9 uma das ironias da hist\u00f3ria que o comunismo, anunciado como uma sociedade sem classes, tenha tendido a gerar uma classe privilegiada de propor\u00e7\u00f5es feudais.\u201d<\/em><br \/>\n\u2015 Henry Kissinger<\/p>\n<figure id=\"attachment_26025\" aria-describedby=\"caption-attachment-26025\" style=\"width: 545px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26025\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry.jpg 967w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry-300x197.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry-768x505.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry-800x526.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry-550x362.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/06\/Henry-230x151.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26025\" class=\"wp-caption-text\">Henry Kissinger. Foto: O secret\u00e1rio de Estado Henry Kissinger em 12 de outubro de 1973 \u2014 Foto: AP Photo, File<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nUma nota para os que falam no retorno da Capital; h\u00e1 vagas em todas as escolas do Plano Piloto para qualquer ano do curso prim\u00e1rio. <strong>(Publicada em 09.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; H\u00e1 muitos que afirmam que o troar dos canh\u00f5es j\u00e1 pode ser ouvido ao longe. Esses murm\u00farios n\u00e3o devem, em tempo, ser desconsiderados. 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