{"id":26357,"date":"2025-09-17T01:00:27","date_gmt":"2025-09-17T04:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26357"},"modified":"2025-09-30T11:24:34","modified_gmt":"2025-09-30T14:24:34","slug":"2027-e-bem-ali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/2027-e-bem-ali\/","title":{"rendered":"2027 \u00e9 bem ali"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20977 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone.jpg\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone.jpg 931w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone-768x509.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone-800x530.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2022\/04\/simone-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/p>\n<p>Tebet, ministra do planejamento, uma pasta que outrora era entregue aos mais privilegiados c\u00e9rebros em economia, mas que hoje \u00e9 relegada aos partid\u00e1rios do governo, disse em uma das raras entrevistas que merecem aten\u00e7\u00e3o, que em 2027 o Brasil ir\u00e1 quebrar literalmente, pois n\u00e3o ter\u00e1 recursos para fazer movimentar a m\u00e1quina p\u00fablica. A raz\u00e3o \u00e9 por demais sabida e repousa na ideia fixa do governo de gastar sem responsabilidade. \u201cO Brasil vai literalmente quebrar em 2027, disse ela\u201d por falta de recursos para manter a m\u00e1quina p\u00fablica o que, em parte, se apoia em proje\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e no comportamento recente das contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Em tempos de comunica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, \u00e9 imposs\u00edvel esconder os n\u00fameros do olhar digital. Em resumo, o panorama recente das finan\u00e7as p\u00fablicas brasileiras diz que h\u00e1 um d\u00e9ficit prim\u00e1rio recente preocupante, em 2024, o governo central fechou com d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 11 bilh\u00f5es. No acumulado de 12 meses at\u00e9 agosto de 2025, o setor p\u00fablico consolidado registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de ~R$ 27,3 bilh\u00f5es (\u2248 0,22% do PIB), contra um super\u00e1vit de R$ 17,9 bilh\u00f5es (~0,15% do PIB) no mesmo per\u00edodo em 2024segundo dados do pr\u00f3prio Banco Central. Com isso, a d\u00edvida p\u00fablica e endividamento seguem em ascens\u00e3o acentuada. A D\u00edvida Bruta do Governo Geral est\u00e1 em torno de 77,6% do PIB, algo como R$ 9,6 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto isso os juros, levados sobre essa d\u00edvida, constituem parcela cada vez mais significativa do or\u00e7amento, reduzindo o espa\u00e7o para outras despesas. Pouco mais ou menos do que 10% \u00e9 investindo de fato no desenvolvimento, o que \u00e9 um dado alarmante, pois mostra que o governo, por incapacidade na gest\u00e3o das contas p\u00fablicas, leva o pa\u00eds a afundar nas areias movedi\u00e7as do subdesenvolvimento.<\/p>\n<p>No quesito receitas vs despesas, os n\u00fameros apontam para desencontros com \u00a0receita l\u00edquida de aproximadamente R$ 2,162 trilh\u00f5es mas seguidos de despesas totais R$ 2,205 trilh\u00f5es. O caixa n\u00e3o fecha. O pior \u00e9 que em ano eleitoral dan\u00e7a desses n\u00fameros ser\u00e1 ainda mais fren\u00e9tica. Isso indica que as despesas j\u00e1 superaram as receitas l\u00edquidas, mesmo antes de contar juros da d\u00edvida. Ajustes nas despesas discricion\u00e1rias t\u00eam sido previstos como forma de conter os estrangulamentos do or\u00e7amento. Pairam no horizonte de 2027 essas proje\u00e7\u00f5es de colapso, como alertado em p\u00fablico pela ministra. Pelo visto esse an\u00fancio de \u00a0mau agouro n\u00e3o teve ainda o cond\u00e3o de sensibilizar o governo, a m\u00eddia nem t\u00e3o pouco os brasileiros, de forma geral. Amanh\u00e3 vem o \u201ceu avisei\u201d .<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o de que \u201cvai faltar dinheiro em 2027\u201d n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa e se \u00a0sustenta em alguns elementos concretos e centrais, como \u00e9 o caso das quest\u00f5es relativas aos precat\u00f3rios. Em 2027 espera-se que R$ 124,3 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios voltem a contar para o teto de gastos (ou seja, afetem diretamente as metas fiscais).\u00a0 Isso vai reduzir o montante destinado \u00e0s despesas discricion\u00e1rias (as de livre gest\u00e3o) de aproximadamente R$ 208,3 bilh\u00f5es em 2026 para R$ 122,3 bilh\u00f5es em 2027, ou seja, \u00a0uma queda de R$ 86,1 bilh\u00f5es. As despesas discricion\u00e1rias seguem muito apertadas. Dentro desse montante reduzido, ainda h\u00e1 que se descontar as emendas parlamentares (R$ 56,5 bilh\u00f5es previstos). Depois disso, restar\u00e3o apenas cerca de R$ 65,7 bilh\u00f5es para outras despesas discricion\u00e1rias. Economistas estimam que para manter a m\u00e1quina p\u00fablica \u201cfuncionando minimamente\u201d seriam necess\u00e1rios pelo menos R$ 70 bilh\u00f5es nessas despesas discricion\u00e1rias , \u00a0ou seja, o previsto estar\u00e1 abaixo do m\u00ednimo estimado.<br \/>\nOs cen\u00e1rios para 2028\u201329 podem ainda ser mais cr\u00edticos. Para 2028, estima-se \u00a0cerca de R$ 132 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios, despesas discricion\u00e1rias teriam que cair para cerca de R$ 59,5 bilh\u00f5es.\u00a0 E para 2029, R$ 144 bilh\u00f5es de precat\u00f3rios, o que deixaria as despesas discricion\u00e1rias em algo como R$ 8,9 bilh\u00f5es, praticamente invi\u00e1vel para manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas m\u00ednimas. Por outro lado os planos pol\u00edticos do projeto do governo, denominado Arcabou\u00e7o Fiscal \u00a0limita o crescimento das despesas p\u00fablicas com base na receita do ano anterior, com gatilhos de conting\u00eancia se certas metas n\u00e3o forem cumpridas.\u00a0 Esse gatilho \u00e9 pol\u00edtico. O governo depende de exce\u00e7\u00f5es, benef\u00edcios legais ou decis\u00f5es judiciais (como o adiamento ou exclus\u00e3o tempor\u00e1ria de precat\u00f3rios do c\u00e1lculo do teto de gastos) para ganhar \u201cf\u00f4lego\u201d fiscal. Essas brechas tendem a se fechar em 2026, sinalizando que a partir de 2027 a press\u00e3o ser\u00e1 maior.<\/p>\n<p>Com base nesses dados, \u00e9 poss\u00edvel prever a quebra do Brasil em \u00a02027 \u00e9 uma express\u00e3o forte, mas n\u00e3o est\u00e1 fora de contexto. H\u00e1 riscos reais de haver falta de recursos para despesas discricion\u00e1rias essenciais (custos de funcionamento, manuten\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, etc.) e \u00a0que a volta dos precat\u00f3rios ao c\u00e1lculo fiscal provoque um estrangulamento or\u00e7ament\u00e1rio muito \u00a0acima do estimado, reduzindo sobremaneira o \u201cespa\u00e7o\u201d para investimento ou pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o obrigat\u00f3rias; que o d\u00e9ficit prim\u00e1rio e os juros da d\u00edvida consumam parcela cada vez maior da arrecada\u00e7\u00e3o, deixando pouco para outras finalidades. Quem sobreviver ver\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cCentavos n\u00e3o caem do c\u00e9u. Eles s\u00e3o conquistados pelo trabalho aqui na terra.\u201d<\/em><br \/>\nMargareth Tatcher<\/p>\n<figure id=\"attachment_16675\" aria-describedby=\"caption-attachment-16675\" style=\"width: 359px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-16675\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/mag-1.jpg\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"547\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/mag-1.jpg 359w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/mag-1-197x300.jpg 197w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2020\/05\/mag-1-230x350.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16675\" class=\"wp-caption-text\">Margaret Thatcher. Foto: britannica.com<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nA denuncia de que deputados s\u00e3o testas de ferro de grupos estrangeiros n\u00e3o seria geita por um deputado de prest\u00edgio da Casa, como o sr. Almino Afonso, que conhece o problema, mas pelo sr. Romano Lossaco, que falaria por \u201couvi dizer\u201d. Por isto a C\u00e2mara n\u00e3o aceitou o requerimento. <strong>(publicada em 09.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Tebet, ministra do planejamento, uma pasta que outrora era entregue aos mais privilegiados c\u00e9rebros em economia, mas que hoje \u00e9 relegada aos partid\u00e1rios do governo, disse em uma das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":20977,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,114,2340],"class_list":["post-26357","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26357","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26357"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26357\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26371,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26357\/revisions\/26371"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20977"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}