{"id":26427,"date":"2025-10-03T01:00:55","date_gmt":"2025-10-03T04:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26427"},"modified":"2025-10-03T18:17:02","modified_gmt":"2025-10-03T21:17:02","slug":"folha-de-pagamento-dos-politicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/folha-de-pagamento-dos-politicos\/","title":{"rendered":"Folha de pagamento dos pol\u00edticos"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26432\" aria-describedby=\"caption-attachment-26432\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-26432\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/sal.jpg\" alt=\"\" width=\"394\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/sal.jpg 394w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/sal-300x267.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/sal-230x205.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26432\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Bruno<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos pol\u00edticos, a matem\u00e1tica n\u00e3o engana ningu\u00e9m. Pelo o que dizem os n\u00fameros relativos \u00e0 imensa folha de pagamento dos pol\u00edticos eleitos em todo o pa\u00eds, a conta com os pagamentos de milhares de cargos distribu\u00eddos na esfera federal, estadual e municipal se mostra simplesmente impag\u00e1vel. Ou pagamos mensalmente os pol\u00edticos eleitos, ou deixamos de investir em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e infraestrutura. A conta n\u00e3o fecha. Temos, nessa folha de pagamentos, um presidente da Rep\u00fablica e um vice. A qual se somam 89 senadores e 513 deputados federais. Mais 27 governadores, e 27 vice-governadores. Al\u00e9m de 1.049 deputados estaduais. Com ainda 5.568 prefeitos mais 5568 vice-prefeitos. Adicione-se ainda 59.931 vereadores, ou seja, 70.794 pol\u00edticos recebendo todo o m\u00eas. Fora os sal\u00e1rios relativos ao STF e minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Tudo isso sem contar os 27 mil assessores para os deputados estaduais, al\u00e9m de 600 mil assessores para os vereadores. Temos assim que, obrigatoriamente, pagar, mensalmente, R$ 10.7 bilh\u00f5es aos pol\u00edticos. Ou se empreende uma verdadeira reforma pol\u00edtica e administrativa em nosso pa\u00eds, ou vamos prosseguir sem sa\u00edda nesse labirinto, onde n\u00e3o existem recursos sequer para aliviar o dia a dia dos cidad\u00e3os. Obviamente que, para manter essa situa\u00e7\u00e3o surreal, a sa\u00edda tem sido aumentar a carga tribut\u00e1ria incidente sobre cada brasileiro. N\u00e3o surpreende que tenhamos, por isso, a maior carga tribut\u00e1ria do planeta. Vale lembrar os bilh\u00f5es de reais que esvaem quase todos os dias na forma de corrup\u00e7\u00e3o e malversa\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos. N\u00e3o h\u00e1 na\u00e7\u00e3o que possa resistir a esse derrame de dinheiro. E ainda assim prosseguimos aos trope\u00e7os.<\/p>\n<p>O Brasil se encontra diante de um dilema estrutural que, mais cedo ou mais tarde, cobrar\u00e1 um pre\u00e7o insuport\u00e1vel: a conta da pol\u00edtica n\u00e3o fecha. Ao contr\u00e1rio dos discursos ret\u00f3ricos, a matem\u00e1tica n\u00e3o permite disfarces. Uma engrenagem onerosa que custa, segundo c\u00e1lculos recentes, mais de R$ 10,7 bilh\u00f5es mensais apenas em sal\u00e1rios de pol\u00edticos e auxiliares diretos. Essa cifra, por si s\u00f3, seria escandalosa em qualquer democracia desenvolvida. No Brasil, torna-se tr\u00e1gica porque se soma ao peso de uma carga tribut\u00e1ria que j\u00e1 figura entre as mais altas do planeta. O drama n\u00e3o est\u00e1 apenas no volume dos gastos, mas no desvio de finalidade.<\/p>\n<p>Enquanto bilh\u00f5es s\u00e3o drenados para manter estruturas de poder, a sa\u00fade p\u00fablica colapsa em filas intermin\u00e1veis, a educa\u00e7\u00e3o perde qualidade ano ap\u00f3s ano e a seguran\u00e7a permanece fr\u00e1gil. A cada centavo que vai para sustentar privil\u00e9gios, retira-se investimento em pol\u00edticas que poderiam alavancar o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) nacional. O resultado \u00e9 um pa\u00eds rico em potencial, mas pobre em resultados concretos para sua popula\u00e7\u00e3o. Esse beco sem sa\u00edda se agrava com o ingrediente mais corrosivo: a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estimativas n\u00e3o oficiais apontam para bilh\u00f5es evaporando todos os anos, um verdadeiro assalto sist\u00eamico ao bolso do contribuinte. E a resposta recorrente dos governos, em vez de cortar gastos e reformar a m\u00e1quina p\u00fablica, tem sido sempre a mesma: aumentar impostos. Assim, o cidad\u00e3o paga mais, recebe menos e permanece prisioneiro de um sistema que privilegia quem j\u00e1 det\u00e9m o poder. A consequ\u00eancia desse desequil\u00edbrio \u00e9 devastadora. A desigualdade se perpetua, a produtividade fica estagnada e o pa\u00eds se torna incapaz de competir globalmente.<\/p>\n<p>Enquanto na\u00e7\u00f5es emergentes direcionam recursos para inova\u00e7\u00e3o, infraestrutura e qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, o Brasil permanece atolado em disputas internas e custeando uma elite pol\u00edtica onerosa.<\/p>\n<p>O alerta \u00e9 claro: sem uma reforma pol\u00edtica e administrativa profunda, que reduza privil\u00e9gios, enxugue gastos e direcione os impostos para o desenvolvimento humano e econ\u00f4mico, estaremos condenados a um ciclo de mediocridade. Persistir nesse modelo \u00e9 empurrar gera\u00e7\u00f5es inteiras para a frustra\u00e7\u00e3o e para a descren\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es. O futuro do Brasil n\u00e3o pode ser a eterna manuten\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1quina p\u00fablica insaci\u00e1vel. O futuro precisa ser a constru\u00e7\u00e3o de um Estado eficiente, que devolva ao cidad\u00e3o aquilo que dele arrecada. Caso contr\u00e1rio, n\u00e3o haver\u00e1 matem\u00e1tica capaz de nos salvar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;\u2060O que falta na educa\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o \u00e9 como ganhar dinheiro, mas como gast\u00e1-lo.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Fabio Centeno<\/p>\n<figure id=\"attachment_26433\" aria-describedby=\"caption-attachment-26433\" style=\"width: 527px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26433\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/din.jpg\" alt=\"\" width=\"527\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/din.jpg 725w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/din-300x190.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/din-550x349.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/10\/din-230x146.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 527px) 100vw, 527px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26433\" class=\"wp-caption-text\">Ilusta\u00e7\u00e3o feita com intelig\u00eancia Artificial<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Ademais, o problema da falta de energia el\u00e9trica \u00e9 uma constante preocupa\u00e7\u00e3o. Quanto ao DI, falta regularizar os lotes para que possam ser vendidos a quem possa construir, e destruir os barracos de madeira. <strong>(Publicada em 10.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; Ao contr\u00e1rio dos pol\u00edticos, a matem\u00e1tica n\u00e3o engana ningu\u00e9m. 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