{"id":26636,"date":"2025-11-19T01:00:10","date_gmt":"2025-11-19T04:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=26636"},"modified":"2025-11-19T16:18:36","modified_gmt":"2025-11-19T19:18:36","slug":"povos-que-continuam-invisiveis-nas-agendas-globais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/povos-que-continuam-invisiveis-nas-agendas-globais\/","title":{"rendered":"Povos que continuam invis\u00edveis nas Agendas Globais"},"content":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam)<\/p>\n<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_26640\" aria-describedby=\"caption-attachment-26640\" style=\"width: 595px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26640\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/cop-30.jpg\" alt=\"\" width=\"595\" height=\"369\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/cop-30.jpg 793w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/cop-30-300x186.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/cop-30-768x476.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/cop-30-550x341.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/cop-30-230x143.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26640\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Minist\u00e9rio da Fazenda<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Por mais que se repitam discursos grandiosos sobre preserva\u00e7\u00e3o, sustentabilidade, compromisso planet\u00e1rio e metas ousadas de carbono, a Amaz\u00f4nia &#8211; aquela, concreta, habitada, viva, sofrida e desigual &#8211; permanece invis\u00edvel. Fala-se da floresta como se ela fosse um monumento intocado, como se existisse \u00e0 parte da vida humana que nela pulsa. No entanto, mais de 30 milh\u00f5es de brasileiros vivem naquele territ\u00f3rio, enfrentando os piores indicadores sociais do pa\u00eds, como se estivessem condenados, h\u00e1 d\u00e9cadas, a figurar como estat\u00edstica de abandono.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Esse apagamento deliberado n\u00e3o ocorre por acaso. Ele \u00e9 fruto de um paradigma ambientalista que separa, artificial e ideologicamente, o homem da natureza um equ\u00edvoco conceitual que compromete qualquer pol\u00edtica s\u00e9ria de desenvolvimento sustent\u00e1vel. O resultado \u00e9 que grandes confer\u00eancias clim\u00e1ticas, como a COP30 e tantas outras que a antecederam, seguem tratando a Amaz\u00f4nia como se fosse um parque tem\u00e1tico global, um ativo geopol\u00edtico sob tutela internacional, enquanto as popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas aparecem apenas como nota de rodap\u00e9, quando muito como figurantes do cen\u00e1rio que l\u00edderes mundiais querem exibir ao planeta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Inc\u00f4moda, a verdade \u00e9 que tais encontros raramente admitem que a sustentabilidade sem desenvolvimento humano n\u00e3o passa de ornamento ret\u00f3rico. Nenhuma floresta ser\u00e1 preservada por muito tempo se seus habitantes permanecerem aprisionados \u00e0 pobreza extrema, ao desemprego cr\u00f4nico, \u00e0 infraestrutura prec\u00e1ria, \u00e0 aus\u00eancia de saneamento b\u00e1sico e \u00e0 falta hist\u00f3rica de oportunidades econ\u00f4micas. \u00c9 ilus\u00f3rio imaginar que uma regi\u00e3o inteira pode ser mantida sob uma esp\u00e9cie de \u201ccongelamento civilizat\u00f3rio\u201d, como se humanos fossem intrusos num templo ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ao longo dos discursos e pain\u00e9is da COP30, \u00e9 poss\u00edvel observar um fen\u00f4meno conhecido e recorrente: a tentativa de transformar a Amaz\u00f4nia em s\u00edmbolo pol\u00edtico de agendas globais que pouco dialogam com a realidade local. Nesse cen\u00e1rio, multiplicam-se express\u00f5es de efeito, propostas gen\u00e9ricas, promessas de financiamento que raramente se concretizam e uma constante disputa de narrativas entre governos, ONGs internacionais e organismos multilaterais. Raramente, contudo, aparece um plano concreto que coloque o amaz\u00f4nida no centro das discuss\u00f5es. Este, sim, o verdadeiro guardi\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00c9 claro, sobretudo nas \u00faltimas d\u00e9cadas, um processo de espetaculariza\u00e7\u00e3o do debate clim\u00e1tico, capturado por grupos pol\u00edticos, em especial setores progressistas internacionais, que transformaram o tema em plataforma ideol\u00f3gica. O resultado \u00e9 um discurso frequentemente marcado por moralismo, teatralidade e simplifica\u00e7\u00f5es. A floresta vira s\u00edmbolo, bandeira, slogan. Mas n\u00e3o vira projeto de pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O problema se aprofunda quando percebemos que grande parte das discuss\u00f5es globais sobre aquecimento do planeta se apoia em diagn\u00f3sticos que ignoram, minimizam ou mesmo distorcem os fatores reais que afetam o clima. As causas apresentadas em confer\u00eancias multilaterais costumam priorizar narrativas j\u00e1 consolidadas e pouco abertas ao debate cient\u00edfico plural. Essa rigidez ideol\u00f3gica contribui para o crescente esvaziamento desses encontros: repetem-se os mesmos temas, as mesmas mesas-redondas, os mesmos alertas catastr\u00f3ficos, sem que se avance na compreens\u00e3o das complexas intera\u00e7\u00f5es entre atividade humana, ciclos naturais e transforma\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias que n\u00e3o dependem da a\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Enquanto isso, regi\u00f5es menos desenvolvidas do mundo, como a \u00c1frica e a pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia, seguem relegadas ao papel desconfort\u00e1vel de palco para discursos alheios. S\u00e3o territ\u00f3rios tratados como vitrines da crise clim\u00e1tica, mas nunca como protagonistas de solu\u00e7\u00f5es reais. A aus\u00eancia de integra\u00e7\u00e3o entre homem e meio ambiente, t\u00e3o proclamada pelos especialistas de gabinete\u00a0 resulta, paradoxalmente, em pol\u00edticas que afastam o homem da possibilidade de ser protagonista de sua pr\u00f3pria terra.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A COP30 poderia ter sido a oportunidade de reverter essa l\u00f3gica. De colocar no centro do debate o desafio que realmente importa: como garantir desenvolvimento, dignidade e prosperidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica ao mesmo tempo em que se preserva a maior floresta tropical do mundo? Como construir pol\u00edticas que respeitem tradi\u00e7\u00f5es locais, promovam empregos sustent\u00e1veis, incentivem tecnologia, aprimorem a educa\u00e7\u00e3o e fortale\u00e7am a soberania nacional sobre o territ\u00f3rio?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o h\u00e1 preserva\u00e7\u00e3o poss\u00edvel se milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o mantidas \u00e0 margem. Mas o que se viu foi uma confer\u00eancia que preferiu o conforto de seus velhos discursos. N\u00e3o houve disposi\u00e7\u00e3o para questionar dogmas. N\u00e3o houve vontade de repensar modelos fracassados. Houve, sim, muita autorrefer\u00eancia, muita celebra\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, muita \u201clacra\u00e7\u00e3o\u201d geopol\u00edtica termo que descreve bem a tend\u00eancia de transformar a pauta ambiental em performance, em vez de estrat\u00e9gia concreta de desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00c9 preciso reconhecer que, sem participa\u00e7\u00e3o efetiva das popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas, qualquer meta clim\u00e1tica ser\u00e1 mera pe\u00e7a de fic\u00e7\u00e3o. Da mesma forma, sem admitir que o desenvolvimento sustent\u00e1vel exige equil\u00edbrio entre economia e prote\u00e7\u00e3o ambiental, continuar\u00e1 prevalecendo a vis\u00e3o de que o progresso humano \u00e9 sempre inimigo da natureza, vis\u00e3o que ignora s\u00e9culos de conviv\u00eancia harmoniosa entre povos amaz\u00f4nicos e a floresta.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A Amaz\u00f4nia n\u00e3o pode mais ser tratada como ornamento de decretos internacionais nem como moeda de troca em negocia\u00e7\u00f5es entre pot\u00eancias globais. Tampouco pode ser sequestrada por agendas partid\u00e1rias ou ideol\u00f3gicas descoladas da vida real. A preserva\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do planeta s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando a pauta ambiental enxergar, finalmente, aquilo que insiste em ignorar: sem o amaz\u00f4nida, n\u00e3o h\u00e1 Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O que se espera, daqui para frente, \u00e9 que debates clim\u00e1ticos globais abandonem o tom catequ\u00e9tico e passem a ouvir as popula\u00e7\u00f5es que vivem de fato nos territ\u00f3rios em disputa. Que deixem de lado a ret\u00f3rica inflamada e abracem solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, cient\u00edficas e economicamente vi\u00e1veis. Que parem de apontar dedos e comecem a construir pontes. E, acima de tudo, que reconhe\u00e7am que nenhum planeta ser\u00e1 salvo enquanto milh\u00f5es de seres humanos permanecerem abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte no cora\u00e7\u00e3o da floresta que o mundo diz querer proteger. Porque uma COP que n\u00e3o olha para as pessoas, deixa de ser confer\u00eancia\u00a0 torna-se vitrine. E vitrines, por mais reluzentes que sejam, nunca mudaram a realidade de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><em>\u201cA \u00fanica maneira de monitorar o progresso \u00e9 responsabilizarmo-nos mutuamente. Essa responsabilidade m\u00fatua [e] o acompanhamento do progresso \u00e9 o que a COP est\u00e1 promovendo\u2026 O que as COPs tamb\u00e9m fazem [\u00e9] reunir um grande n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es, coaliz\u00f5es e partes interessadas que usam a COP como um momento e um local de encontro para &#8216;mostrar e contar&#8217;.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ex-chefe do clima da ONU, Christiana Figueres<\/p>\n<figure id=\"attachment_26641\" aria-describedby=\"caption-attachment-26641\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-26641\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/chefe.jpg\" alt=\"\" width=\"517\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/chefe.jpg 793w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/chefe-300x162.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/chefe-768x415.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/chefe-550x297.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2025\/11\/chefe-230x124.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26641\" class=\"wp-caption-text\">Christiana Figueres. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Excelente iniciativa, a da delegacia do IAPC em Bras\u00edlia, determinando a dedetiza\u00e7\u00e3o de todos os apartamentos. Os inquilinos ter\u00e3o que comprar apenas uma lata de querosene, para se verem livres das baratas que est\u00e3o invadindo todos os apartamentos. <strong>(Publicada em 12.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VISTO, LIDO E OUVIDO, criada desde 1960 por Ari Cunha (In memoriam) Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Por mais que se repitam discursos grandiosos sobre preserva\u00e7\u00e3o, sustentabilidade, compromisso planet\u00e1rio e metas ousadas de carbono, a Amaz\u00f4nia &#8211; aquela, concreta, habitada, viva, sofrida e desigual &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":26640,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[2337,2338,2339,3996,1745,1490,114,2340,410,4093,119],"class_list":["post-26636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra","tag-aricunha-2","tag-brasilia-2","tag-circecunha-2","tag-cop30","tag-florestaamazonica","tag-governolula","tag-historiadebrasilia","tag-mamfil-2","tag-meioambiente","tag-povosindigenas","tag-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26636"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26642,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26636\/revisions\/26642"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}