{"id":27171,"date":"2026-04-16T01:00:53","date_gmt":"2026-04-16T04:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=27171"},"modified":"2026-04-16T09:55:05","modified_gmt":"2026-04-16T12:55:05","slug":"escolas-civico-militares-ainda-em-pauta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/escolas-civico-militares-ainda-em-pauta\/","title":{"rendered":"Escolas c\u00edvico-militares ainda em pauta"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_27172\" aria-describedby=\"caption-attachment-27172\" style=\"width: 557px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-27172\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/ccm.jpg\" alt=\"\" width=\"557\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/ccm.jpg 678w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/ccm-300x223.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/ccm-550x408.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/ccm-230x171.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27172\" class=\"wp-caption-text\">Col\u00e9gio C\u00edvico-Militar CED 03 de Sobradinho. Foto: Nikolas Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o da viol\u00eancia urbana nas periferias brasileiras e a crescente sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a no entorno das escolas p\u00fablicas veio \u00e0 tona um debate que vai al\u00e9m da pedagogia: qual modelo de gest\u00e3o escolar \u00e9 capaz de garantir n\u00e3o apenas aprendizado, mas tamb\u00e9m ordem, previsibilidade e ambiente seguro para alunos e professores? Nesse contexto, as chamadas escolas c\u00edvico-militares passaram a ocupar espa\u00e7o central na discuss\u00e3o educacional do Brasil. Implementadas com maior visibilidade a partir de 2019, dentro do Programa Nacional das Escolas C\u00edvico-Militares (Pecim), essas institui\u00e7\u00f5es prop\u00f5em um modelo h\u00edbrido: gest\u00e3o compartilhada entre educadores e militares da reserva, com foco em disciplina, organiza\u00e7\u00e3o e melhoria do ambiente escolar.<\/p>\n<p>A proposta rapidamente ganhou apoio em comunidades marcadas por problemas recorrentes de indisciplina, evas\u00e3o e viol\u00eancia. Dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o ao longo dos primeiros anos do programa indicaram avan\u00e7os em indicadores como redu\u00e7\u00e3o da evas\u00e3o escolar, diminui\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias disciplinares e maior assiduidade de alunos e professores. Em algumas unidades, tamb\u00e9m foram registrados aumentos no desempenho em avalia\u00e7\u00f5es internas e externas. Relat\u00f3rios e reportagens veiculadas por ve\u00edculos como Folha de S.Paulo, O Globo e Estad\u00e3o trouxeram casos concretos de escolas que, ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o do modelo, apresentaram melhora no clima escolar.<\/p>\n<p>Diretores e professores frequentemente relatam maior respeito \u00e0s regras, redu\u00e7\u00e3o de conflitos e ambiente mais prop\u00edcio ao ensino. Um dos pontos mais enfatizados por gestores dessas escolas \u00e9 a previsibilidade. Rotinas mais estruturadas, cumprimento rigoroso de hor\u00e1rios e regras claras de conviv\u00eancia contribuem para criar um ambiente onde o processo de aprendizagem encontra menos obst\u00e1culos externos. Em contextos marcados por vulnerabilidade social, essa estabilidade pode fazer diferen\u00e7a significativa.<\/p>\n<p>Outro aspecto frequentemente destacado \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da comunidade. Em diversas localidades, pais e respons\u00e1veis demonstraram apoio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do modelo, associando disciplina a melhores condi\u00e7\u00f5es de aprendizado. Essa percep\u00e7\u00e3o social ajuda a explicar a ades\u00e3o volunt\u00e1ria de algumas redes estaduais e municipais ao formato.<\/p>\n<p>No entanto, a an\u00e1lise do tema exige cautela e equil\u00edbrio. Especialistas em educa\u00e7\u00e3o lembram que melhorias observadas em determinadas escolas n\u00e3o podem ser automaticamente generalizadas para todo o sistema. O n\u00famero de unidades c\u00edvico-militares ainda \u00e9 relativamente pequeno quando comparado ao total de escolas p\u00fablicas do pa\u00eds, o que limita conclus\u00f5es mais abrangentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cr\u00edticas recorrentes apontam para o risco de confundir disciplina com qualidade pedag\u00f3gica. A presen\u00e7a de ordem e controle pode melhorar o ambiente, mas n\u00e3o substitui investimentos em forma\u00e7\u00e3o de professores, curr\u00edculo, infraestrutura e pol\u00edticas educacionais de longo prazo. Educa\u00e7\u00e3o de qualidade depende de m\u00faltiplos fatores, e nenhum modelo isolado resolve todas as defici\u00eancias estruturais.<\/p>\n<p>Outro ponto levantado por pesquisadores diz respeito ao custo do modelo. A presen\u00e7a de militares da reserva implica despesas adicionais, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade de expans\u00e3o em larga escala. Em um sistema educacional j\u00e1 pressionado por limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, a aloca\u00e7\u00e3o eficiente de recursos torna-se quest\u00e3o central.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 debate sobre o papel institucional das For\u00e7as Armadas e das pol\u00edcias militares em atividades educacionais. Enquanto defensores argumentam que a participa\u00e7\u00e3o desses profissionais contribui para a organiza\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, cr\u00edticos questionam se essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o mais adequada para esses agentes dentro de uma sociedade democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Apesar dessas diverg\u00eancias, um ponto parece consensual: o ambiente escolar importa. Em regi\u00f5es onde a viol\u00eancia se aproxima das escolas e onde o Estado frequentemente falha em garantir seguran\u00e7a b\u00e1sica, qualquer modelo que consiga restabelecer ordem e previsibilidade tende a ser bem recebido pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica mostram que a viol\u00eancia em \u00e1reas urbanas perif\u00e9ricas continua sendo um desafio significativo, afetando diretamente a rotina de estudantes. Nesse cen\u00e1rio, a escola n\u00e3o \u00e9 apenas espa\u00e7o de aprendizado, mas tamb\u00e9m de prote\u00e7\u00e3o social. Editorialmente, a discuss\u00e3o sobre escolas c\u00edvico-militares n\u00e3o deve ser reduzida a uma disputa ideol\u00f3gica. Trata-se de avaliar, com base em evid\u00eancias, quais pr\u00e1ticas efetivamente contribuem para melhorar o ambiente escolar e o desempenho dos alunos. Se a disciplina e a organiza\u00e7\u00e3o trazidas por esse modelo geram resultados positivos em determinados contextos, esses elementos merecem ser considerados.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u00e9 necess\u00e1rio evitar solu\u00e7\u00f5es simplistas para problemas complexos. A crise da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira envolve quest\u00f5es estruturais profundas, que v\u00e3o desde desigualdades socioecon\u00f4micas at\u00e9 defici\u00eancias hist\u00f3ricas de gest\u00e3o e financiamento. O desafio, portanto, est\u00e1 em identificar o que funciona, adaptar boas pr\u00e1ticas e integr\u00e1-las a uma pol\u00edtica educacional mais ampla. Escolas c\u00edvico-militares podem representar uma alternativa em determinados contextos, especialmente onde a desordem compromete o aprendizado. Mas n\u00e3o substituem a necessidade de reformas estruturais no sistema educacional. No fim, a pergunta central permanece: como garantir que milh\u00f5es de estudantes tenham acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, em ambiente seguro e estimulante? Qualquer resposta s\u00e9ria a essa quest\u00e3o exigir\u00e1 menos r\u00f3tulos e mais compromisso com resultados concretos. Se a disciplina \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o, ela deve ser incorporada de forma inteligente. Se a seguran\u00e7a \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, ela precisa ser garantida. E se a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 prioridade, todas as estrat\u00e9gias que comprovadamente contribuam para seu fortalecimento devem ser analisadas com rigor, sem preconceitos, mas tamb\u00e9m sem ilus\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cTodos os l\u00edderes mundiais desejam educa\u00e7\u00e3o de qualidade para seus filhos. Eles precisam pensar nas crian\u00e7as do resto do mundo como se fossem seus pr\u00f3prios filhos.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Malala Yousafzai<\/p>\n<figure id=\"attachment_27176\" aria-describedby=\"caption-attachment-27176\" style=\"width: 528px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-27176\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/Malala.jpg\" alt=\"\" width=\"528\" height=\"387\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/Malala.jpg 566w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/Malala-300x220.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/Malala-550x403.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/04\/Malala-230x169.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27176\" class=\"wp-caption-text\">Malala Yousafzai. Foto: \u00a9 Malala Fund<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><br \/>\nEst\u00e1 marcado para amanh\u00e3, o julgamento mais sensacional do Tribunal do Juri de Bras\u00edlia. Ser\u00e1 julgado o delegado Jo\u00e3o Pelles. <strong>(Publicada em 17. 05.1962)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Com o avan\u00e7o da viol\u00eancia urbana nas periferias brasileiras e a crescente sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a no entorno das escolas p\u00fablicas veio \u00e0 tona um debate que vai al\u00e9m da pedagogia: qual modelo de gest\u00e3o escolar \u00e9 capaz de garantir n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":27172,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4184,154,4183,1404,114,68,2,69,16],"class_list":["post-27171","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra-integra","tag-disciplina","tag-educacao","tag-escolacivicomilitar","tag-escolamilitar","tag-historiadebrasilia","tag-aricunha","tag-brasilia","tag-circecunha","tag-mamfil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27171"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27177,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27171\/revisions\/27177"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27172"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}