{"id":27245,"date":"2026-05-01T01:00:10","date_gmt":"2026-05-01T04:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=27245"},"modified":"2026-05-04T09:17:09","modified_gmt":"2026-05-04T12:17:09","slug":"heranca-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/heranca-2\/","title":{"rendered":"Heran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade<\/p>\n<p><a href=\"mailto:jornalistacircecunha@gmail.com\">jornalistacircecunha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/vistolidoeouvido?mibextid=ZbWKwL\">facebook.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/instagram.com\/vistolidoeouvido?igshid=YTQwZjQ0NmI0OA==\">instagram.com\/vistolidoeouvido<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_27250\" aria-describedby=\"caption-attachment-27250\" style=\"width: 611px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-27250\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1.jpg\" alt=\"\" width=\"611\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1.jpg 1009w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1-768x509.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1-800x530.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/pib-1-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27250\" class=\"wp-caption-text\">Charge do Cl\u00e1udio<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Chegar\u00e1 ao Planalto, em janeiro de 2027, um presidente que n\u00e3o herdar\u00e1 um pa\u00eds, mas um conjunto de problemas acumulados, encadeados e, em muitos casos, agravados pela omiss\u00e3o e pela m\u00e1 gest\u00e3o. N\u00e3o haver\u00e1 tempo para discursos de posse com promessas vagas. O cen\u00e1rio exigir\u00e1 decis\u00f5es imediatas, porque o Brasil que estar\u00e1 \u00e0 sua frente n\u00e3o ser\u00e1 o das campanhas eleitorais, mas o da realidade concreta, dura e pouco negoci\u00e1vel. Encontrar\u00e1, de sa\u00edda, um quadro fiscal pressionado. As contas p\u00fablicas, j\u00e1 h\u00e1 anos tensionadas por gastos crescentes e baixa capacidade de investimento, dever\u00e3o impor limites claros a qualquer aventura pol\u00edtica. Qualquer medida mal calibrada ter\u00e1 impacto direto na infla\u00e7\u00e3o, nos juros e, por consequ\u00eancia, no bolso da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil convive h\u00e1 d\u00e9cadas com produtividade baixa, ambiente de neg\u00f3cios complexo e inseguran\u00e7a jur\u00eddica recorrente. Nenhum presidente resolve isso com discursos. \u00c9 preciso trabalhar em estruturas como o sistema tribut\u00e1rio, burocracia excessiva e um Estado que muitas vezes dificulta mais do que ajuda. Sem enfrentar esses pontos, o pa\u00eds continuar\u00e1 girando em falso.<\/p>\n<p>No campo social, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 mais simples. O grande desafio continuar\u00e1 sendo transformar assist\u00eancia em autonomia. Isso passa por educa\u00e7\u00e3o de qualidade, forma\u00e7\u00e3o profissional e gera\u00e7\u00e3o de empregos. Sem isso, o ciclo de depend\u00eancia do Estado se perpetua, e o pa\u00eds n\u00e3o avan\u00e7a. A seguran\u00e7a p\u00fablica ser\u00e1 outro ponto cr\u00edtico. O avan\u00e7o do crime organizado, cada vez mais estruturado e com atua\u00e7\u00e3o nacional, exigir\u00e1 coordena\u00e7\u00e3o entre Uni\u00e3o e estados. Ser\u00e1 preciso intelig\u00eancia, integra\u00e7\u00e3o de dados e, sobretudo, vontade pol\u00edtica para enfrentar interesses que j\u00e1 se infiltraram em diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>No campo institucional, o pr\u00f3ximo presidente encontrar\u00e1 um ambiente de desconfian\u00e7a. Parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o acredita plenamente nas institui\u00e7\u00f5es, enquanto outra parte as defende sem reservas. A m\u00e1quina p\u00fablica continuar\u00e1 pesada. Gastos obrigat\u00f3rios comprimem o or\u00e7amento, e reformas estruturais seguem sendo evitadas por seu custo pol\u00edtico. O novo presidente ter\u00e1 de decidir se enfrenta esse problema ou se apenas o administra. Adiar decis\u00f5es pode parecer confort\u00e1vel no curto prazo, mas cobra um pre\u00e7o alto adiante.<\/p>\n<p>Na pol\u00edtica, encontrar\u00e1 um Congresso fragmentado, com interesses m\u00faltiplos e nem sempre convergentes com o interesse p\u00fablico. No cen\u00e1rio internacional, o Brasil continuar\u00e1 inserido em um mundo mais inst\u00e1vel. Tens\u00f5es comerciais, disputas geopol\u00edticas e mudan\u00e7as nas cadeias produtivas exigir\u00e3o posicionamento estrat\u00e9gico. Outro ponto inevit\u00e1vel ser\u00e1 a agenda ambiental. O pa\u00eds possui ativos relevantes, mas tamb\u00e9m enfrenta cr\u00edticas externas e press\u00f5es internas. Conciliar desenvolvimento econ\u00f4mico com preserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tarefa simples.<\/p>\n<p>Na infraestrutura, o desafio continuar\u00e1 sendo transformar projetos em obras conclu\u00eddas. Sem melhorar a capacidade de entrega, o Brasil seguir\u00e1 com gargalos que encarecem a produ\u00e7\u00e3o e limitam o crescimento. Na educa\u00e7\u00e3o, os resultados ainda estar\u00e3o aqu\u00e9m do necess\u00e1rio. Avalia\u00e7\u00f5es mostram dificuldades persistentes em aprendizagem b\u00e1sica. Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tema para slogans, mas para pol\u00edticas consistentes e cont\u00ednuas.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo presidente tamb\u00e9m herdar\u00e1 um pa\u00eds cansado. Cansado de promessas n\u00e3o cumpridas, de crises recorrentes e de solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se concretizam. Nada disso ser\u00e1 novidade para quem acompanha o pa\u00eds com aten\u00e7\u00e3o. O problema nunca foi falta de diagn\u00f3stico. O problema sempre foi execu\u00e7\u00e3o. O Brasil sabe o que precisa ser feito em muitas \u00e1reas. Falta fazer.<\/p>\n<p>O presidente que assumir em 2027 ter\u00e1 duas op\u00e7\u00f5es. Repetir o roteiro conhecido, adiando decis\u00f5es e administrando crises, ou enfrentar os problemas com clareza e responsabilidade. O pa\u00eds que ser\u00e1 entregue em 2027 n\u00e3o estar\u00e1 condenado, mas tampouco estar\u00e1 resolvido. Ser\u00e1, como tantas vezes na hist\u00f3ria, um pa\u00eds em aberto. Caber\u00e1 ao pr\u00f3ximo presidente decidir se continuar\u00e1 sendo apenas mais um cap\u00edtulo de expectativas frustradas ou se iniciar\u00e1 um processo de corre\u00e7\u00e3o de rumos. O tempo, como sempre, ser\u00e1 o juiz mais rigoroso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada:<\/strong><br \/>\n<em>\u201cA liberdade que sempre defendemos \u00e9 a de viver com dignidade, com plenos direitos de express\u00f5es e manifesta\u00e7\u00e3o, e sobretudo de organiza\u00e7\u00e3o. A liberdade que eles pregam \u00e9 a de oprimir o vulner\u00e1vel, massacrar o oponente e impor a lei do mais forte acima das leis da civiliza\u00e7\u00e3o. O nome disso \u00e9 barb\u00e1rie.&#8221;&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Presidente Lula, no discurso de posse<\/p>\n<figure id=\"attachment_27254\" aria-describedby=\"caption-attachment-27254\" style=\"width: 494px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-27254\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/posse-1.jpg\" alt=\"\" width=\"494\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/posse-1.jpg 713w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/posse-1-300x186.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/posse-1-550x342.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2026\/05\/posse-1-230x143.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27254\" class=\"wp-caption-text\">Foto: T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Historia de Brasilia<\/strong><br \/>\nO ministro da Agricultura mandou um telegrama ao ministro Ari Franco, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, convidando-o para a solenidade de instala\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Reforma Agr\u00e1ria, no Rio. <strong>(Publicada em 18.05.1962)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, com Circe Cunha e Mamfil \u2013 Manoel de Andrade jornalistacircecunha@gmail.com facebook.com\/vistolidoeouvido instagram.com\/vistolidoeouvido &nbsp; &nbsp; Chegar\u00e1 ao Planalto, em janeiro de 2027, um presidente que n\u00e3o herdar\u00e1 um pa\u00eds, mas um conjunto de problemas acumulados, encadeados e, em muitos casos, agravados pela omiss\u00e3o e pela m\u00e1 gest\u00e3o. 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