{"id":278,"date":"2015-08-28T08:41:00","date_gmt":"2015-08-28T11:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-234\/"},"modified":"2015-11-18T15:40:35","modified_gmt":"2015-11-18T17:40:35","slug":"visto_lido_e_ouvido-234","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-234\/","title":{"rendered":"VISTO, LIDO E OUVIDO"},"content":{"rendered":"<p>              circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br&nbsp;&nbsp;     <br style=\"padding: 0px;margin: 0px;border: 0px\">                       <br \/>     Interina: Circe Cunha&nbsp;&nbsp;        <br \/>     Colabora\u00e7\u00e3o Mamfil&nbsp;    <\/p>\n<div>     <\/div>\n<p>  <b>       <\/b> <\/p>\n<p><b>Bancos, bancos, bancos<\/b>  &nbsp;  Para o cidad\u00e3o comum, a divulga\u00e7\u00e3o, a cada ano,&nbsp; dos balan\u00e7os cont\u00e1beis dos bancos brasileiros soa quase como um conto de fic\u00e7\u00e3o, tamanho s\u00e3o os valores que indicam a lucratividade do setor. Somados os lucros obtidos&nbsp; durante os&nbsp; \u00faltimos 12 anos revelam muito mais do que as faces de dois brasis d\u00edspares , um mergulhado no p\u00e2ntano da recess\u00e3o e outro, menor, situado entre as maiores e pr\u00f3speras economias do planeta. &nbsp;  O chamado lucro l\u00edquido nominal apenas dos noves maiores bancos que operam no Brasil, inclusive o BB, contabilizou , no per\u00edodo entre 2003\/2010, R$ 174 bilh\u00f5es.&nbsp; Valores que corrigidos pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) chegam a R$ 199 bilh\u00f5es, um salto de 550% de lucratividade se comparado ao governo anterior.   \u00c9 sabido, desde sempre, que a rentabilidade assombrosa dos bancos no pa\u00eds, sempre foi muito al\u00e9m do que o pr\u00f3prio patrim\u00f4nio l\u00edquido dessas institui\u00e7\u00f5es, numa aritm\u00e9tica de dif\u00edcil compreens\u00e3o para os leigos. A m\u00e1gica dos n\u00fameros que faz com que ningu\u00e9m entenda ou desconfie como \u00e9 poss\u00edvel essa situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel mesmo na pen\u00faria para a popula\u00e7\u00e3o em geral, quando o arrocho no cr\u00e9dito \u00e9 a regra.  &nbsp;Por sua pr\u00f3pria natureza, a exist\u00eancia de um institui\u00e7\u00e3o financeira, pressup\u00f5e a garantia e a manuten\u00e7\u00e3o de lucro. Em outras palavras, n\u00e3o existe banco sem a&nbsp; ideia de&nbsp; lucratividade.   Segundo levantamento feito pelo jornal Valor Econ\u00f4mico, os bancos lucraram muit\u00edssimo mais. Algo como R$ 279,9 bilh\u00f5es, contra R$ 34,4 bilh\u00f5es durante o governo FHC, ou oito vezes mais. Trata-se de uma performance fant\u00e1stica para um setor, que a princ\u00edpio, n\u00e3o via com bons olhos a chegada de um partido tido como de esquerda ao poder. Esses n\u00fameros alimentam uma certeza corrente e que j\u00e1 \u00e9 quase lugar comum: Nunca os banqueiros ganharam tanto dinheiro quanto nos governos do PT. Segundo a mesma fonte, o lucro nominal dos bancos, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff foi de R$ 239,9 bilh\u00f5es, mesmo com a desacelera\u00e7\u00e3o da economia. Somados esses dois valores da era petista, a lucratividade (nominal) dessas institui\u00e7\u00f5es, em pouco mais de uma d\u00e9cada, ficou em torno de meio trilh\u00e3o de reais, valor muito superior ao PIB de centenas de pa\u00edses. Uma f\u00e1bula, se comparado a qualquer outro setor da economia. Um esc\u00e2ndalo , se formos comparar a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica m\u00e9dia do cidad\u00e3o comum em nosso pa\u00eds.<b> <\/p>\n<p><\/b><b>  <\/b><b>A frase que foi pronunciada:&nbsp; <\/b>  \u201cS\u00f3 existe um chefe: o cliente. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente do conselho at\u00e9 o faxineiro, simplesmente se n\u00e3o quiser mais o seu produto.\u201d  <\/p>\n<p>  Sam Walton <\/p>\n<p>  <b>Dia de Festa<\/b>  Hoje o presidente do Servi\u00e7o Social da Constru\u00e7\u00e3o Civil do DF, o incans\u00e1vel Deyr Corr\u00eaa, vai dirigir os trabalhos da formatura de 4 turmas de oper\u00e1rios &nbsp;da constru\u00e7\u00e3o civil que terminaram a fase da alfabetiza\u00e7\u00e3o. No audit\u00f3rio do Sinduscon, Setor de Ind\u00fastria.   &nbsp;  <b>Como funciona<\/b>  No pr\u00f3prio canteiro de obra o professor ministra as aulas ouvidas atentamente pelos oper\u00e1rios. &nbsp;\u201cA alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro passo da cidadania do homem. A partir da\u00ed os efeitos se multiplicam geometricamente. Ter uma escola dentro do local de trabalho estimula a aprendizagem\u201d diz com satisfa\u00e7\u00e3o o presidente do Seconci-DF, Deyr Corr\u00eaa.&nbsp;A institui\u00e7\u00e3o oferece assist\u00eancia odontol\u00f3gica, m\u00e9dica, Seguran\u00e7a do Trabalho, Educa\u00e7\u00e3o, Capacita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do Servi\u00e7o Social.  &nbsp;  <b>Li\u00e7\u00e3o<\/b>  Nessa avalanche de not\u00edcias onde a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 bombardeada, o juiz S\u00e9rgio Moro ficaria orgulhoso de conhecer o trabalho do Seconci- DF. Talvez at\u00e9 pudesse ajudar depois de ter declarado sobre a opera\u00e7\u00e3o Lava Jato que :\u201c\u00e9 necess\u00e1rio, infelizmente, advertir com o rem\u00e9dio amargo as empreiteiras de que essa forma de fazer neg\u00f3cios com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 mais aceit\u00e1vel\u201d. A pergunta \u00e9: e o governo que abandona aqueles que querem trabalhar pelos menos favorecidos e n\u00e3o recebem apoio? O que \u00e9 feito em favor dos que contribuem efetivamente com a causa social no pa\u00eds?  &nbsp;  <b>Prova<\/b>  A resposta \u00e9: burocracia, fiscaliza\u00e7\u00e3o sem fins educativos, apenas pecuni\u00e1rios. Todas as lentes do pa\u00eds est\u00e3o voltadas para o desarranjo, corrup\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia. Aqueles que constroem uma vida melhor para os outros precisam aparecer mais.  &nbsp;  <b>Outro quadro<\/b>  Em uma palestra para l\u00edderes da constru\u00e7\u00e3o civil no DF o brilhante Ayres Britto finalizou o discurso com a seguinte frase: \u201cEstamos vivenciando, no Brasil, uma mudan\u00e7a de atitude. A desonestidade, como estilo de governo, est\u00e1 com seus dias contados\u201d, frisou o ministro. Brindemos ent\u00e3o \u00e0 honestidade!  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br&nbsp;&nbsp; Interina: Circe Cunha&nbsp;&nbsp; Colabora\u00e7\u00e3o Mamfil&nbsp; Bancos, bancos, bancos &nbsp; Para o cidad\u00e3o comum, a divulga\u00e7\u00e3o, a cada ano,&nbsp; dos balan\u00e7os cont\u00e1beis dos bancos brasileiros soa quase como um conto de fic\u00e7\u00e3o, tamanho s\u00e3o os valores que indicam a lucratividade do setor. 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