{"id":283,"date":"2015-09-01T08:33:00","date_gmt":"2015-09-01T08:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-46-2\/"},"modified":"2015-11-18T15:40:34","modified_gmt":"2015-11-18T17:40:34","slug":"visto_lido_e_ouvido-46-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-46-2\/","title":{"rendered":"VISTO, LIDO E OUVIDO"},"content":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br&nbsp;&nbsp;&nbsp;    <br style=\"padding: 0px;margin: 0px;border: 0px\">             <br \/>   Interina: Circe Cunha&nbsp;&nbsp;&nbsp;    <br \/>   Colabora\u00e7\u00e3o Mamfil <\/p>\n<p><b>Coisas de velho<\/b>  &nbsp;  De tudo o que j\u00e1 foi dito sobre a velhice, nada \u00e9 mais certeiro, frio e derradeiro do que a afirma\u00e7\u00e3o de que o velho ( eufemisticamente denominado idoso) \u00e9 um exilado. Exilado das manh\u00e3s claras , das perspectivas futuras. Exilado de um mundo que n\u00e3o mais lhe pertence e que fugiu ao seu gosto e controle.&nbsp; O f\u00f4lego, necess\u00e1rio para abarcar o horizonte, falha. A m\u00e3o para empunhar o remo e o leme,&nbsp; treme e vacila. A mem\u00f3ria das rotas tra\u00e7adas no mapa da exist\u00eancia, titubeia.   Dos infinitos amigos que compartilhavam a enorme mesa, farta de vinhos finos, cheios da alegria animada, restaram apenas as vozes alegres na mem\u00f3ria, as gargalhadas e conversas compridas.  O p\u00e1tio,&nbsp; atulhado de p\u00e9s ligeiros que seguiam &nbsp;em todas as dire\u00e7\u00f5es, est\u00e1 agora coberto pelas folhas secas do outono que farfalham trazendo os passos do passado. Vir e voltar s\u00f3, sem mesmo a roupa do corpo. E para que roupa ou outro acess\u00f3rio in\u00fatil?&nbsp;Na velhice o que tem valor \u00e9 o efetivamente valioso.   \u00c9 no &nbsp;sil\u00eancio escuro e &nbsp;vazio que a solid\u00e3o arde nua. Solid\u00e3o que deixa de ser quando a mem\u00f3ria volta aos tempos de ar puro.&nbsp; N\u00e3o adianta gritar. N\u00e3o tem ningu\u00e9m. Grito \u00e9 para os fracos. O sil\u00eancio \u00e9 para os s\u00e1bios. Os amigos, poucos, foram arrancados um a um. N\u00e3o da mem\u00f3ria. Isso nunca. O tempo levou o \u00e2nimo mas o ar traz o conforto da brisa fresca.   V\u00f3s que adentrais pelos port\u00f5es da velhice,&nbsp; deixais de fora as esperan\u00e7as e a vaidade.&nbsp; Deixem de lado todo peso das malas. A velhice n\u00e3o traz a superficialidade que flutua no mundo. Ela nos torna densos. De que importa agora o aquecimento global e a longa guerra entre Palestinos e Israelenses. Bendizeis as noites de ver\u00e3o.&nbsp; Bendizeis os dias em que alcan\u00e7astes a paz com aqueles que o atacaram por inveja, por injusti\u00e7a ou mesmo porque nasceram maus. Perdoa. Livra o peso da m\u00e1goa e deixa a alma mais leve. Que importa agora se as flores n\u00e3o abrirem. Bendizeis os buqu\u00eas enviados. Que import\u00e2ncia tem agora aqueles que n\u00e3o vieram \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de embarque se despedir. Bendizeis o amor e a fam\u00edlia. A velhice que algu\u00e9m j\u00e1 comparou \u00e0 um naufr\u00e1gio, \u00e9 antes de tudo, um porto. \u00c9 a terra para que o pisar se firme. As barreiras, todas elas, foram erguidas tijolo a tijolo. O muro agora \u00e9 alto e frio. Do lado de l\u00e1 gritam as crian\u00e7as numa algazarra que esquenta o cora\u00e7\u00e3o. Melhor \u00e9 esquecer o espelho de tantos anos. Espelho sem serventia. Que mostra a vaidade. Chega de reflexos. Melhor esquecer a luz quente da vela sem esquecer a prece. Melhor mesmo \u00e9 se deitar agora, sob o cobertor de l\u00e3 e dormir, sonhar sem a censura que nos freia a todo instante. Amanh\u00e3 vai ser um outro dia. E a gratid\u00e3o por isso ser\u00e1 eterna.  &nbsp;  <b>A frase que &nbsp;foi pronunciada:<\/b>  \u201c N\u00e3o colha as flores. D\u00ea prefer\u00eancia \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o \u00e0 posse.\u201d  Osho  &nbsp;  <b>Sugest\u00e3o de Pauta<\/b>  Em tempos cibern\u00e9ticos \u00e9 preciso garantir os registros do passado e do presente para que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es tenham acesso garantido \u00e0 hist\u00f3ria. Aquele livro que merece uma restaura\u00e7\u00e3o agora pode ficar recuperado. Dona C\u00e9lia Cavalcante aposentada pela UnB, com experi\u00eancia em restaura\u00e7\u00e3o de acervos do Pal\u00e1cio do Planalto, Alvorada, AGU, agora tem um ateli\u00ea para este fim. Fica na SCLS 214, bloco A, sobreloja 22\/26  &nbsp;  <b>CPMF<\/b>  Pode ser que a coisa mude na \u00faltima hora. Mas o governo, pela primeira vez desde a promulga\u00e7\u00e3o da Lei de Responsabilidade Fiscal, pretende enviar ao Congresso uma proposta de Or\u00e7amento para 2016 com um d\u00e9ficit prim\u00e1rio da ordem de 0,5% do Produto Interno Bruto. A proposta fere frontalmente a LRF ao reconhecer um passivo pr\u00f3ximo de R$ 30 bilh\u00f5es, ou seja, gastou sem ter a contrapartida que indicava as fontes pagadoras.  &nbsp;  <b>CPMF II<\/b>  Enviar a proposta, evitando mascarar as contas p\u00fablicas, foi id\u00e9ia do Vice-presidente Michel Temer e \u201caceita\u201d prontamente pelo ministro Joaquim Levy.  <b>&nbsp;<\/b><b>  <\/b><b>CMPF III<\/b>  Nessa altura dos acontecimentos o arrependimento de Levy por ter concordado em compor o minist\u00e9rio de Dilma deve ser enorme, principalmente se persistirem &nbsp;esses e outros &nbsp;factoides econ\u00f4micos tramados no Planalto. As trapalhadas na \u00e1rea econ\u00f4mica e em momento de crise nao sao pr\u00f3prias paraum t\u00e9cnico desse gabarito suportar.  &nbsp;  <b>&nbsp;Ritos<\/b>  Sob o argumento de ritos processuais pr\u00f3prios do TCU, o ministro Augusto Nardes levantou a possibilidade do julgamento das contas do Governo Dilma de 2014 se arrastarem, pelo menos, at\u00e9 outubro. Vai ficando assim ,cada vez mais parecido , em confus\u00f5es, &nbsp;as contas de campanha &nbsp;da candidata Dilma, as contas do governo de 2014 e a proposta do Or\u00e7amento de 2016. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interina: Circe Cunha&nbsp;&nbsp;&nbsp; Colabora\u00e7\u00e3o Mamfil Coisas de velho &nbsp; De tudo o que j\u00e1 foi dito sobre a velhice, nada \u00e9 mais certeiro, frio e derradeiro do que a afirma\u00e7\u00e3o de que o velho ( eufemisticamente denominado idoso) \u00e9 um exilado. 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